16/09/2005

Epifanias, relatividade e o universo

Acabo de retornar do banheiro, e como todos sabemos bem, este é o lugar criado pelas mais poderosas forças do universo para as pessoas pensarem. E quando pensa-se demais, paf! Surgem epifanias - como a que acabei de ter.

Estava em frente ao espelho, lavando minhas mãos, e por qualquer motivo alheio à minha própria compreensão fiz uma careta, mostrando a língua. Então decidi estender mais ainda minha língua, no melhor estilo "Gene Simmons", da banda Kiss.

E foi aí que aconteceu. Paf!

Minha tentativa de imitar o músico veterano imediatamente remeteu-me a outra imagem. Aquela foto do Einstein mostrando a língua. Até aí, pode parecer mera coincidência, uma pose similar: línguas ao vento, espontaneidade pura. Mas era mais, muito mais do que simples demonstrações de irreverência e músculos.

Era a explicação definitiva de parte da teoria da relatividade.

E=MC², certo? Energia é igual à massa, aplicada à velocidade da luz ao quadrado, certo? Errado. Imagine um show do Kiss, com todo mundo pulando, de forma frenética durante duas horas. Isso gera um grande despendimento de energia. E os comandos são passados claramente pela banda, em suas letras:

...I wanna rock and roll all nite...
...I wanna hear it loud, right between the eyes...
...God gave rock and roll to you (...) put it in the soul of everyone...
...Get up, Everybody?s gonna move their feet... Get down, Everybody?s gonna leave their seat...

Qual é a mensagens dos músicos? Agite-se! Anime-se! Balance a cabeça até não poder mais! Mova-se, pule, cante, grite, esperneie, faça algo, mas gaste energia! Gaste muita energia, bastante, até não poder mais. O gasto desta energia toda é o que mantém o universo vivo, é o que permite que todas as moléculas se agitem, pois a energia que as abastece provém de outras fontes. Portanto, podemos afirmar toda a energia do universo é "reciclada", pois provém da matéria e vice-versa.

Obviamente, Gene Simmons e Paul Stanley são dois gênios, não apenas no campo musical, mas da física também, pois cerca de trinta eles perceberam a mensagem de Albert Einstein, e mantiveram viva a mensagem oculta do maior cérebro da história exibindo suas línguas por todo o mundo, e comandando grandes massas de pessoas para que agitassem seus corpos ao som de alguns dos clássicos mais empolgantes de toda a história do rock.

Posso concluir, portanto, que o rock é necessário para a existência do universo. Vamos continuar com o bom trabalho dos senhores Einstein, Simmons e Stanley. Que todos liguem seus aparelhos de som, ajustem o volume para o máximo, e cantem junto em alto e bom som: I wanna rock!

22/08/2005

Crônica Aleatória: "Praia"

Sabe aqueles dias nos quais você acorda com vontade que já fosse amanhã? Pois seja bem vindo à vida de Miguel. Da rotina às surpresas desagradáveis, nada mais era capaz de instigar o homem de meia-idade, farto de sua vida insossa e sem animosidades. A família era perfeita, apesar de distante. Não falava com os filhos há meses - os dois desnaturados foram estudar na Europa e nunca davam notícias. Com a esposa era pior. Apesar de dividirem o mesmo teto, ela era incapaz de pronunciar uma palavra de alento ao cansado homem, toda vez que chegava em casa. Preferia voltar-se às suas coisas pequenas, em seu minúsculo mundinho de vidro e porcelana pintada.

Pois estava Miguel de pé, esperando pelo metrô, como sempre fazia há anos. Vendo as mesmas pessoas, com pequenas nuances na multidão - um ou outro jovem universitário, algum idoso que nunca mais aparecia. Tinha memória visual fenomenal, o que permitia-lhe jamais esquecer o rosto de alguém. E um em particular agora chamava sua atenção: era uma atriz, muito bonita, e que provavelmente deveria estar fazendo sucesso em alguma novela que lhe era completamente desconhecida. Ela sorria sentada numa rede, banhando-se com o sol do Caribe. Abaixo, a convidativa frase: "Venha conhecer as maravilhas do Caribe".

É isso. Esse era o sinal. Decidiu sair dali, desabaladamente, para a primeira agência de viagens que pudesse encontrar. "Quebrar a rotina é bom", ele pensou. "Todos ficarão surpresos", emendou quando já podia sentir os cancerígenos raios de sol queimando sua pele seca e opaca. Sentado na praia, bebendo os drinks mais refinados e comendo os melhores manjares de todo o planeta. E daí que a esposa nunca mais o aceitaria de volta? Os filhos ficariam sem dinheiro para completar os estudos na Europa? Nada disso importava.

O importante, agora, era sentir a brisa do mar brincando com seus poucos fios de cabelo; a água do mar se deliciando em lavar os dedos, cansados após muitos anos de labuta incessante e sem sentido algum! Queria assimilar todos os elementos da natureza lavando seu corpo e alma, esmigalhados após anos de privações e humilhações cotidianas, fazendo com que se sentisse o rei do mundo, mestre de seu destino e dono da preciosa vida que habitava seu corpo!

Deixou seu corpo cair lentamente, ao som do vento cantando nas rochas; das aves gritando ao seu redor. Em poucos instantes, já não seria capaz de escutar mais nada, enquanto na estação do metrô as pessoas observaram horrorizadas os restos de seu corpo espalhados pelos trilhos.

04/08/2005

Crônica Aleatória: "Fique mais"

Toda vez que ele levantava a cabeça, via uma imensidão azul. E apenas isso. O calor já tinha superado o insuportável e era questão de horas para que desmaiasse e morresse por insolação. Conseguira sobreviver desde o naufrágio às custas de feijões enlatados e um galão de suco de laranja. Com certeza abrir as latas de feijão sem ferramentas apropriadas era difícil, mas alguns pinos de metal encontrados no bote de borracha o ajudaram neste tarefa.

Quando todas as esperanças já haviam abandonado o corpo do jovem náufrago, surgiu no horizonte uma sombra muito indistinta, aos poucos tomando forma, até revelar o impossível: uma ilha. Freneticamente, ele agitou os braços na água, tentando fazer o bote ganhar velocidade, a caminho de sua salvação. Com muito esforço, alcançou a margem, e aos soluços beijou a fina areia branca.

Com o coração embebido de alegria, decidiu puxar o bote junto com os poucos víveres que sobraram para a margem. "Tantas coisas a pensar, tantas coisas a iniciar", pensou distraído, quando uma voz infantil ressoou bem atrás dele: "sejam bem vindo, Daniel!". Aterrorizado, ele se virou para observar a interlocutora. Era uma jovem adolescente, com não mais do que dezesseis anos de idade. Ela se vestia de forma estranha, roupas tão coloridas e fora de tom quanto seu cabelo, que parecia ser pintado conter as mesmas nuances de um arco-íris. Apesar dos lábios ressecados pelo sol, dolorosamente ele disse: "Como você sabe o meu nome?"

A jovem revelou traços mistos de felicidade e estranheza por trás de sua colorida imagem. Ela respondeu com uma voz fina e que parecia oscilar no espaço entre eles: "Ué, VoCê É mEu! Eu SeI o NoMe De ToDoS qUe SãO mEuS!"

"Você está doida, menina?" respondeu Daniel, ainda atordoado pelo som de uma voz humana, que nos últimos dias havia se transformado em algo estranho e reconfortante. Porém agora menina parecia alarmada, gritando: "DOIDO? AoNdE? aI sOcOrRo FoGe!!!"

Ela pegou a mão do pobre desavisado e saiu correndo pela praia em direção à floresta. Daniel tentou resistiu, mas parecia inútil: o toque da mão da garota parecia empurrar seu corpo para a frente, dando-lhe energia para prosseguir, apesar de tudo o que já tinha passado nos últimos dias. Foi quando entraram desabalados pela floresta, que o homem se surpreendeu: via uma miríade de cores fantástica, algo que nunca pensara em ver jamais. As árvores carregavam frutos cor-de-rosa e sua flores emitiam uma luz verde-fluorescente. Os insetos brilhavam vermelhos, à sombra azul das árvores.

Em poucos instantes chegaram a uma clareira, onde convenientemente estava montada uma mesa de rocha com duas cadeiras feitas de troncos de árvores. A luz do sol brilhava cada vez mais lilás, realçando a beleza dos olhos da estranha garota: um verde e o outro azul. "SeNtE-sE, eE SaBiA qUe VoCê EsTaVa ViNdO, eNtÃo PrEpArEi Um PeQuEnO LaNcHiNho. EsPeRo QuE gOsTe De SoRvEtE dE pArAfUsOs!" E por algum motivo estranho, era o manjar mais saboroso que ele havia provado em toda sua vida.

Lá ficaram juntos, durante dois dias e duas noites, admirando a beleza da ilha em todos seus mistérios: todos os pequenos insetos com vinte pares de asas e os macacos gigantes, que vinham brincar e acabavam derrubando as árvores quando se penduravam nos galhos com suas caudas duplas. Ele pensava, e chegou até a dizer para sua amiga: "Eu gostaria de viver assim para sempre, sabe?" Mas quando disse isso, ela se retraiu, e triste disse: "IsSo Se MiNhA iRmà mAiS VeLhA nÃo AtRaPaLhAr...".

Foi logo após o pôr-do-sol que ela apareceu. Estavam os dois caminhando na praia, uma aposta para saber quem ficava mais tempo sem tocar em sequer um grão de areia, quando uma jovem mulher, vestida como um desses loucos góticos e com cabelos tão negros quando a escuridão que estava por vir apareceu. Parecia ter apenas vinte e poucos anos, mas ao mesmo tempo, seu pálido rosto transparecia uma idade tão ancestral quando o símbolo que carregava em seu peito, reluzia um Ankh egípcio.

Ela se aproximou com um amável sorriso no rosto. "Chegou a hora, irmãzinha", disse com uma voz calma e cheia de ternura, apenas para ouvir a resposta imediata: "NÃO, dEiXe eLe CoMiGo MaIs Um PoUcO!"

A bela jovem gótica com o Ankh não se comoveu nem um pouco. "Você sabe que não posso. É hora dele partir." Aos prantos, a misteriosa anfitriã saiu voando com asas invisíveis, até desaparecer no infinito.

Exibindo um amável sorriso no rosto, a soturna figura ergueu as mãos e com um movimento circular limpou a paisagem, revelando o céu limpo e o horizonte vazio. Realidade reconstruída, estavam os dois sozinhos no bote à deriva e Daniel tinha que ir embora.

20/07/2005

A ética é mais doce do que parece

Quando criança, havia um filial das Lojas Americanas em frente ao colégio no qual estudava, no calçadão de Campo Grande, Rio de Janeiro. Como todo mundo deve saber, essas lojas normalmente tem uma grande seção de doces, com várias gôndolas repletas de balas. Na minha infância oitentista não existiam fitas magnéticas para impedir o roubo de produtos, mas de qualquer forma, quem seria insano o suficiente para etiquetar magneticamente mais de mil balas que custam cinco centavos cada? Mesmo assim, ao longo dos quatorze anos que passei em Campo Grande, nunca vi um amigo ou amiga de escola roubar uma bala sequer.

Me mudei para Niterói, onde de fato iniciou-se minha adolescência. Logo formado um pequeno grupo de amigos, descobri uma das maiores diversões da puberdade: passear no shopping center de tarde. Lá ia eu, com todo o pessoal ao Plaza Shopping, onde não por acaso existe uma filial das Lojas Americanas. Eis que descubro outra diversão dos jovens niteroienses: entrar lá e surrupiar balas, debaixo das barbas dos seguranças. Me diziam que era comum, chegaram às raias da canastrice, falando que "as balas estavam ali para serem roubadas", ou que era "obrigatório entrar na Lojas Americanas e não sair de mãos vazias".

Ainda em Niterói, a "cidade sorriso", cresci e amadureci (sic). Aos vinte e dois anos de idade, conheço uma garota linda, de belo sorriso, inteligente pacas e completamente louca. Foi paixão à primeira vista, e namoro um mês depois. Numa de nossas andanças pelo centro da cidade, eis que nos deparamos com... Uma filial das Lojas Americanas. Não podia dar outra! Após sairmos da loja, ela me mostra sua bolsa cheia de balas, habilmente surrupiadas pois eu sequer vi quando ela fez aquilo!

Hoje tenho vinte e seis anos, quase vinte e sete. Divido meu tempo entre três cidades, um emprego, uma faculdade, família, uma namorada linda e amigos, muitos e bons amigos. E não consigo evitar uma sensação estranha toda vez que entro nas Lojas Americanas, que não chega a ser uma compulsão, mas um leve desejo... Que rapidamente é sobrepujado pela voz da razão. É impossível, é inaceitável, afinal de contas. E se algum dia tiver filhos, ensinar-lhes-ei princípios éticos baseados nessa simples premissa: eu nunca roubei balas das Lojas Americanas.

Não fui claro? Uma bala custa apenas cinco centavos. Noutro dia um sujeito de índole (agora sob) suspeita foi pego num aeroporto com cem mil dólares na cueca. Com essa grana dá pra comprar quase cinco milhões de balas. Cinco milhões de unidades de balas das Lojas Americanas. Se você for íntegro bastante para não roubar uma bala de cinco centavos, jamais pensará na hipótese de roubar uma quantia maior.

O que me leva a outro pensamento: as filiais das Lojas Americanas em Brasília devem sofrer prejuízos enormes nos seus estoques de balas...

28/06/2005

Carta para os Incríveis

Algumas comunidades no Orkut são moderadas, e eu já tinha sido convidado para a de vocês. Não gostaria que pensassem que entrei nela apenas para incitar brigas e desavenças. Sequer conheço a todos pessoalmente, apenas um ou outro caso isolado, pois devem saber, não frequento a "festa" desde Outubro de 2004. Mas ainda tenho amigos lá dentro. Bons amigos. Assim como desafetos. Mas não é disso que venho falar, afinal de contas, quem se interessa pelo meu círculo de amizades?

O que realmente lhes interessa é conhecer um pouco da história de festas que vem marcando a noite das maiores cidades deste país, São Paulo e Rio de Janeiro. Mas coloquei a velha e boa Sampa em primeiro lugar, mesmo sendo carioca da gema... Há algo de errado comigo? será que estou "apaulistando"?

Em janeiro de 1998, o Projeto Autobahn deixa a exclusividade das ondas de rádios paulistas e passa a ser também uma festa, virando programa assíduo dos fãs de boa música dos anos 80. Essa foi a primeira festa do tipo no Brasil, e também a primeira a estourar na mídia. Alguns anos depois, em setembro de 2001, uma festa similar estréia em Porto Alegre, a Balonê.

Em maio de 2002, estréia na capital paulista a primeira festa especializada em tocar o melhor e o pior do repertório oitentista no Brasil, a Trash 80's. Em menos de um ano, a popularidade da festa alcançou o paraíso, eles já contavam com uma equipe de cerca de 5 DJ's, e ajudaram a espalhar a moda dos anos 80 pelo país. Um dos maiores motivos para o sucesso da festa era a presença contínua de seus frequentadores assíduos e fanáticos, auto-intitulados "Trashers".

Ora pipocas. Nós, do Rio, não podíamos ficar atrás dessa! Afinal de contas, tudo o que é moda nós gostamos, abraçamos e tratamos com carinho, não é verdade? Em Outubro de 2003 estréia a festa Beat Acelerado, a primeira festa de música dos anos 80 do Rio de Janeiro. E fique ligado, pois tem mais!

Poucos meses depois, em Janeiro de 2004, é criada a festa Ploc 80's, nos mesmos moldes da sua prima distante em São Paulo, a Trash 80's (notaram a similaridade dos nomes? Pois é). Ela teve um início bastante claudicante, com pouco público e muitas dificuldades, mas por volta de Julho de 2004 começou a estourar nas paradas de sucesso do Rio de Janeiro, tornando-se um ponto da moda e programa obrigatório na cidade desde então.

É claro que ao longo do primeiro semestre de 2004 a "festa" reuniu um grupo de frequentadores assíduos (acho que já escrevi isso hoje), que se tornaram grandes entusiastas da mesma. Tentaram se auto-intitular "Plockers", mas viram que isso soava ridículo demais (e plágio barato dos originais "Trashers"). Naturalmente, tornou-se comum chamar as pessoas que estavam sempre na festa de "habituers" (isso é francês gente, plural - sing. masc. "habitué", sing. fem. "habituée"). Também criou-se o termo "ploqueiros", mas nada foi tão forte quanto os "habituers". Eles subiam no palco e dançavam com férrea empolgação a noite inteira, faziam ampla propagando boca-a-boca da "festa", e simplesmente estavam lá, semana após semana, orgulhosamente ostentando um status de quem se sente especial.

Então surgiram os problemas.

Não pretendo (e nem vou) explicar quais foram os problemas, pois não tenho provas suficientes que me defenderiam num eventual processo por perjúrio. Mas foram graves, isso eu posso dizer. Eventos que me deixam enojado, com sua simples lembrança. Hoje, os "ex-habituers" estão levando suas vidas normalmente... Estudando, trabalhando, indo a festas, dançando, namorando, bebendo, transando, discotecando, vendo filmes, promovendo festas, se divertindo. Alguns ainda vão à "festa", eventualmente. Mas o que importa, é que todos continuam juntos, sendo amigos acima de tudo, sem precisarem de uma festa estúpida para se reunirem. Tudo o que eles passaram apenas serviu para que ficassem mais unidos e firmes em sua amizade.

Abram seus olhos. Dar-lhes-ei um conselho precioso, quem for sábio o guardará por toda a vida: pensem antes de agir. Parem. Reflitam. Tentem entender o que acontece no seu meio. Se a amizade que une "os Incríveis" for tão forte quanto aquela existente entre os "ex-Habituers", eu fico muito feliz por vocês. Mas não aceitem tudo passivamente, prestem atenção naquilo que lhes falam! Finalizo minha carta citando Mark Twain: "a história da nossa raça, e a experiência de cada indivíduo, são fortemente semeadas com a evidência de que uma verdade não é difícil de se matar, e uma mentira bem contada é imortal."

20/06/2005

Biscoitos da Sorte "na cama"

Calma. O título deste texto não significa que é legal comer biscoitos da sorte na cama, ou pelo menos não literalmente. Na verdade é uma brincadeira, que aprendi com minhas irmãs e uma amiga. Sempre que você pede comida chinesa, ganha um daqueles deliciosos biscoitinhos doces com uma mensagem bonitinha no meio (e números pra apostar na Mega Sena). Você lê a mensagem, e das duas uma: ou pensa "puxa, que profundo isso, vou aplicar imediatamente na minha vida" ou então "que droga de filosofia de boteco é essa?". Mas existe uma forma completamente diferente de observar tais mensagens agora! Basta adicionar as palavras "na cama" após o final da mensagem, o que normalmente dá um novo sentido cômico à coisa toda. Às vezes você fica com uma frase que não tem nada a ver, mas em outros momentos, você colher versões hilárias, como essas:

"A velhice é o auge da experiência de vida na cama."
"Elimine o que é velho para trazer o novo à vida na cama."
"Não são os objetivos particulares mas os comuns que criam uma comunidade duradoura na cama."
"O pensamento positivo encaminha à alegria na cama."
"Estagnação não dura para sempre, entretanto, ela não acaba por si mesma na cama."
"Você é um poço de energia, sempre em movimento, na cama."
"Mesmo os piores momentos têm intervalos de paz na cama."
"Ao se progredir é importante não se deixar embriagar pelo êxito na cama."
"Só o tempo e o esforço trazem a competência na cama."
"Tudo o que está recomeçando merece cuidado e suavidade para que o retorno venha a florescer na cama."
"A graciosidade é necessária a toda união para que esta se realize de forma agradável e não caótica na cama."
"Os grandes espíritos dominam os revezes na cama."
"Ao beber na nascente, agradeça à fonte, na cama."
"Lute constantemente para o auto-aperfeiçoamento na cama."
"Seja orgulhoso, porém tolerante e generoso na cama."
"Aplicar as forças criativas para perseverar no bem é o melhor caminho para um sucesso pleno na cama."

E a melhor por último:

"O seu negócio assumirá amplas proporções na cama."

Agora tente você também. Na cama.

27/05/2005

Eis, novamente, o famigerado "Contrato de Namoro"

Já deve ser a terceira vez que eu posto este contrato no meu site... A história que o envolve é trágica, portanto não recomendo que ele seja usado. Sério. Mas ontem o assunto veio à tona novamente, portanto decidi que a humanidade merece ler a terceira revisão do mesmo:


CONTRATO DE CONCESSÃO DE NAMORO

Por meio deste, o SUPLICANTE adquire totais direitos e deveres de NAMORO sobre a citada CONCESSORA, pelo período de 3 (três) anos, em regime de Separação Total de Bens. A CONCESSORA retém todos os seus direitos anteriores ao contrato, apenas cedendo ao SUPLICANTE a condição de ?namorado? exclusivo e único. São obrigações do SUPLICANTE para que o contrato seja válido:

1) Ser carinhoso em período integral com a CONCESSORA;
2) Ser totalmente fiel com a CONCESSORA, jamais celebrando contrato de NAMORO, NOIVADO, CASAMENTO, OLHADA, FICADA e CASUS SORDIDUS com qualquer outra mulher, homem, ou qualquer forma de vida baseada em Carbono;
3) Dedicar total atenção à CONCESSORA, porém sem cometer excessos, limitando-se a até 1 (uma) visita ao lar da acima citada por dia e a 2 (dois) encontros casuais por dia;
4) Dedicar-se ao estudo acadêmico e intelectual, de forma que suas faculdades mentais não se tornem obsoletas ou sem-uso;
5) Encarar a vida e a sociedade com bom humor, comprometendo-se a fazer pelo menos 3 (três) piadas mordazes e sarcásticas por semana [texto alterado];
6) Abdicar e renegar totalmente à forma de expressão artística conhecida como ?Pagode? [texto alterado];
7) Abdicar e renegar totalmente a qualquer tipo de vídeo, revista ou material de conteúdo pornográfico e/ou erótico [texto cancelado];
8) Aceitar e tolerar plenamente a religião/ideologia/filosofia da CONCESSORA, renegando e abdicando a qualquer religião/ideologia/filosofia que teria sido seguida antes da celebração do contrato e diretamente contrária à da CONCESSORA;
9) Aceitar a constante presença dos amigos e amigas da CONCESSORA, limitando-se a 1 (uma) cena de ciúmes por mês, e 1 (uma) cena de ciúmes extremos por semestre [texto alterado];
10) Após o período de 3 (três) anos de contrato de NAMORO, obriga-se o SUPLICANTE a apresentar proposta de contrato de NOIVADO, o qual anulará imediatamente o atual contrato de NAMORO. É obrigatória a presença da cláusula de CASAMENTO no contrato de NOIVADO, com a prescrição máxima de 3 (três) anos após o início deste, a qual anulará todos os contratos celebrados anteriormente pelo SUPLICANTE e pela CONCESSORA;

Ambos os CONTRATANTES concordam com os citados termos e celebram hoje, na presença de 2 (duas) testemunhas, a firmação deste contrato de NAMORO.

24/05/2005

Pronunciamento da deputada federal Janete de Sá (PSB) para a sessão do dia 17

O assassinato absurdo de toda uma família em Guarapari provocado por adolescentes aficionados por jogos de RPG sugere algumas reflexões que não podem estar restritas à análise rasteira e superficial dos aproveitadores de plantão, que se utilizam da lamentável desinformação da esmagadora parcela da nossa sociedade e da desgraça alheia para promover discursos de eficaz apelo eleitoreiro mas carregados de rasgados preconceitos.

Refletir, confesso, é um exercício mais difícil que o de fazer proselitismo. Isso porque pensar dá mais trabalho: requer leitura, compreensão da realidade, estudo.

Três meninos reúnem-se ao longo de uma jornada de um complexo jogo, que resulta na morte dos pais de um desses adolescentes e dele próprio.

E assim foi feito. Como no jogo.

Sou da geração do War e do Banco Imobiliário e não me recordo de um amigo ou amiga minha ou de meus irmãos que tenha seguido a carreira militar ou tornado-se um notório especulador do mercado de imóveis ou do sistema financeiro por influência daqueles jogos.

O RPG chegou ao país há pouco mais de 10 anos. Nesse meio tempo dois únicos assassinatos foram registrados envolvendo seus jogadores: o de Guarapari e um outro em Ouro Preto, há dois anos.

Nos últimos 10 anos, criadores de cães Yorkshire estimam em quatro o número de mortes de humanos em todo o planeta causado por mordidas de cachorros daquela raça.

Estatísticamente, é mais fácil um dócil cachorrinho Yorkshire levá-lo à morte do que você ser vítima de um crime perpetrado por um jogador de RPG.

Ao imputarmos a um jogo a culpa pelo delito de nossos filhos e adolescentes estamos, a rigor, admitindo nosso fracasso completo como pais, educadores e amigos de nossos filhos.

Se quisermos limpar nossa sociedade dos crimes provocados por nossas crianças e adolescentes estimulados por agentes externos, que comecemos pelo fechamento de todos os bares e boates, a proibição de venda de bebidas alcoólicas, a censura de todos os filmes violentos e o banimento de toda a programação na TV de cenas de violência.

Teríamos sim, uma sociedade mais pura, ao estilo Afeganistão, sob o jugo dos Talibãs, mas também não é menos verdade que, ao mesmo tempo lavaríamos nossas mãos em relação à educação de nossos próprios filhos.

Um jogo não encerra em si o crime. Trata-se exclusivamente do gatilho. Mas a bala que ele encerra está em nossas mãos, como pais e mães desses meninos.

Que o RPG, nesse momento simbolizando todo o imaginário de uma geração, nos ensine a ser pais mais responsáveis e presentes.

Muito Obrigada.

Nota do Bart: A deputada Janete de Sá, apesar de ter conquistado minha admiração parcial, assim como a maioria dos deputados federais, inclui em seus gastos mensais reembolsáveis cerca de R$ 7.000,00 de "divulgação de atividade parlamentar". Lembrem-se que nossos impostos estão pagando a propaganda dos partidos destes pulhas.

19/05/2005

Minha nova aquisição... MechWarrior 4: Vengeance

O jogo é completamente diferente de todas as versões anteriores. A customização dos `mechs foi absurdamente simplificada, ou seja, agora até um completo idiota consegue montar um mech razoavelmente bom. A novidade de se criar slots "permanentes" nos `mechs, ou seja, espaços que só podem ser prenchidos por um tipo de arma (balística, mísseis, energia) é interessante, mas às vezes um pé-no-saco. Eles mantiveram o novo sistema de danos/calor do MW3, o que também trás mais equilíbrio para o jogo.

Quanto à jogabilidade, ainda não me acostumei. Manter o equilíbrio do torso dos `mechs é muito difícil, mas o pior mesmo é controlar os movimentos laterais (turn left/right, isso mesmo), usando a visualização de dentro do cockpit (o screenshot acima é um exemplo). Pô, o mais legal de jogar MechWarrior é se sentir DENTRO do cockpit, portanto eu nunca jogarei usando a visualização em terceira pessoa.

Alguns comandos mudaram, o que pode ser bastante confuso, mas não é nada com o qual eu não possa me acostumar. Para quem não sabe, os comandos de MechWarrio ocupam praticamente o teclado inteiro. Na verdade, você pode até jogar usando poucas teclas, mas não vai sobreviver bastante tempo desse jeito.

Como é difícil dar uma nota só para este jogo, vou dar para todos os da série que eu joguei, e assim fazer uma comparação:

MechWarrior 2: Basic Set
--> Nota 8

MechWarrior 2: Ghost Bear Legacy (Expansion)
--> Nota 9

MechWarrior 2: Mercenaries (Expansion)
--> Nota 7.5

MechWarrior 3: Basic Set
--> Nota 9

MechWarrior 4: Vengeance
--> Nota 8.5

12/05/2005

Pra não dizer que não falei dos DVDs

Eu não queria deixar este site comemorar um mês sem post novamente... Portanto, cá estão os petardos da minha coleção, até o presente momento:

01) Lolita
02) Nascido para Matar
03) Laranja Mecânica
04) Monty Python's Meaning of Life
05) Monty Python's Life of Brian
06) Monty Python and the Holy Grail
07) O Segredo do Abismo
08) Do Inferno
09) O Resgate do Soldado Ryan
10) Círculo de Fogo
11) Estrada para Perdição
12) Amnésia
13) O Pianista
14) Short Circuit
15) Highlander
16) Shrek
17) O Guru do Sexo
18) Coração Valente
19) Clube da Luta
20) Missão Impossível
21) Missão Impossível 2
22) Rock Star
23) O Exorcista
24) A Fantástica Fábrica de Chocolates de Willy Wonka
25) Matrix
26) Animatrix
27) Matrix Reloaded
28) Matrix Revolutions
29) O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
30) O Senhor dos Anéis: As Duas Torres
31) O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
32) X-Men
33) X-Men 2
34) Guerra nas Estrelas: Uma Nova Esperança
35) Guerra nas Estrelas: O Império Contra-Ataca
36) Guerra nas Estrelas: O Retorno de Jedi
37) Guerra nas Estrelas: Extras da Trilogia
38) Metallica: St. Anger session live
39) Lifestyles of the Ramones
40) Ozzy Osbourne live at Budokan
41) Black Label Society: Boozed, Broozed and Broken-Boned
42) Helloween: High Live