06/05/2010
Nova Fase no Blog
23/04/2010
Show da Vanessa Lynn na Lapa!
16/04/2010
Agradecimentos e Favelas
O esforço conjunto da sociedade (não dos políticos) amenizou parte do sofrimento causado pela recente tragédia no estado do Rio de Janeiro. Obrigado a todos que direta ou indiretamente ajudaram as vítimas das chuvas, particularmente em Niterói.
Estes foram os agradecimentos. Agora vem um texto muito interessante escrito por um amigo pessoal e sua opinião é algo para ler, refletir e passar a adiante:
---
Mario Sergio Brum
(mestre e doutorando em História pela UFF, pesquisador do tema favela há mais de 10 anos)
"O bloco de pedra ameaça triturar o presépio de barracos e biroscas. Se deslizar, estamos conversados. Toda gente lá em cima sabe disso e espera o milagre, ou, se não houver milagre, o aniquilamento instantâneo, enquanto a Geotécnica vai tecendo o aranhol de defesas. Quem vence a partida? A erosão caminha nos pés dos favelados e nas águas. Engenheiros calculam. Fotógrafos esperam a catástrofe. Deus medita qual o melhor desfecho, senão essa eterna expectativa de desfecho."
(Carlos Drummond de Andrade, Favelário Nacional)
O dilúvio que nos atingiu no início de Abril nos faz refletir. Terá sido levada pela água ou pela terra toda a iniqüidade ou, estranhamente, ela parece se reforçar na cidade que ainda nem terminou de contar seus mortos?
Há mais de 25 anos, ainda relembrando as fortes chuvas Carlos Drummond de Andrade fez poesia do debate sobre o que fazer com as favelas do Rio de Janeiro: "Urbaniza-se? Remove-se?", indagava o poeta.
O mesmo debate retorna com força tal que permitiu o revigoramento do tema da remoção, fantasma renascido de períodos sombrios de nossa história. Dessa forma, aqui vai uma simples opinião, em que me afasto tanto das posições extremas que vêem as favelas como um estorvo à cidade quanto daquelas que defendem o direito de se viver sob permanente risco.
Pode causar estranheza a um observador menos atento que, com a volta da democracia ao Brasil, à idéia da remoção de favelas seja defendida com tanta veemência hoje em dia. Foi justamente no período mais sóbrio da Ditadura Militar que esta pôde ser executada com tamanha força, a ponto de alterar a vida das mais de 175 mil pessoas que foram removidas (compulsoriamente, na maioria dos casos) e refizeram sua vida em um novo local determinado pelas ‘autoridades’ da época, sem que a nenhuma consulta fosse feita a elas, baseada no estigma dos favelados como invasores, marginais, despreparados para a vida urbana...
Estigma que foi construído desde o surgimento da favela, ainda no fim do século 19. 'Os favelados são negros, são migrantes, são preguiçosos, são ignorantes, são perigosos...' Generalizações que revelam a dificuldade de uma cidade que tenta se apresentar com os braços abertos. Que sofre para oferecer cidadania a todos os seus moradores. É mais fácil negá-los, culpá-los, os pobres, por sua situação; afastá-los para onde, supostamente, não poderiam incomodar.
Deste modo, instrumentalizam-se a violência, a Olimpíada ou as chuvas, para defender a remoção destas. Constrói-se um pensamento hegemônico da inviabilidade das favelas e do risco destas para si e para terceiros (sobre as casas de classe média alta na Gávea, no Joá, na Estrada Fróes em Niterói, que sofreram deslizamentos, nada ouvimos das autoridades). As remoções são, então, a única alternativa possível. Pessoas que estabeleceram seus laços naquela localidade, que têm seus empregos perto, avistam no horizonte nuvens ainda mais ameaçadoras do que as que atingiram o Rio nos dias 5 e 6 de abril de 2010.
A urbanização de favelas é tratada como permissividade por parte do Estado, ao invés de direito dos moradores e dever das prefeituras previsto na Constituição. O duplipensar transforma o que era um avanço na democracia em retrocesso. Para quem? Quais interesses atuam nisso?
É preciso se perguntar por que das cerca de 11 mil famílias moradoras de favelas que iriam ser 'realocadas', conforme anunciado pela Prefeitura do Rio nos primeiros dias do ano, 2500 moram na área da Barra da Tijuca, principalmente nas Várzeas, local que têm recebido inúmero empreendimentos imobiliários, que diga-se de passagem, são grandes anunciantes nos jornais que têm pregado a remoção como proposta. Há algo além de coincidência nestes fatos?
No outro extremo, por generosos sentimentos ou talvez imaturidade política, defender a permanência favela in totum, é não apenas querer condenar parte da população ao risco, mas desconhecer o que ocorre dentro das favelas e na vida das pessoas que nelas moram. Uma das principais razões da existência das favelas é a mobilidade social que ela permite ao oferecer uma alternativa de moradia 'barata' num mercado imobiliário caro e inviável para a maior parte da população como têm sido o carioca, que permite o acúmulo de capital a ser investido na compra de uma moradia própria.
Não é difícil vermos, em alguma cobertura de um confronto entre policiais e bandidos numa favela, aqueles que, diferentes dos repórteres e policiais que se abrigam, andam calmamente pelas ruas em meio ao intenso tiroteio. Aquele que nunca viu respeitado seu direito de cidadão, que só contou até hoje consigo mesmo e com a sorte, desenvolve um fatalismo que não podemos corroborar. E, da mesma forma, não vê legitimidade em qualquer autoridade que lhe alertar sobre o risco que corre. Na década de 1960, os moradores da extinta Praia do Pinto, no Leblon, ouviram que o terreno da favela era 'inurbanizável', daí a remoção da favela, que acabou dando lugar a vários prédios. E não a muito tempo, o secretário de Segurança do Rio hierarquizava em entrevista os efeitos de um tiro em Copacabana e numa favela.
Fica a pergunta: é possível numa sociedade que se quer moderna, receptiva, vitrine e símbolo de uma maneira mais solidária de se viver, mais calorosa, mais humana, tratar com tamanho desrespeito parte de sua população? A noção mais básica de cidadania pressupõe a vida em comum na cidade, herança dos gregos antigos, que com seus escravos, promoviam-na a todo homem livre. Nós, que vivemos após a Revolução Francesa, a Abolição dos escravos e a 'Libertação' das mulheres, devemos ser menos que isso? Queremos apenas ser um cartão-postal, com áreas muito bonitas e clean, mas um caldeirão prestes a explodir, como temos vivido?
O Rio de Janeiro se vê numa encruzilhada sobre que tipo de cidade ele quer ser. Os desafios que se colocam à nossa frente não é o das favelas. É como podemos usar todos os eventos que atrairão investimentos para nos tornarmos uma cidade melhor em todos os sentidos, e não apenas num cartão-postal. E isso passa em oferecer alternativa dignas de moradia a todos os seus cidadãos.
E se concentrar milhares de pessoas num espaço limitado não pode nem deve ser a única alternativa, os custos sociais das remoções impostas e para locais distantes até hoje reverberam na cidade, que não se tornou nem um pouco menos violenta por isso.
É preciso pensar num sistema de transporte que diminua efetivamente as distâncias na cidade. Qualquer governante que queira de fato enfrentar a questão problema habitacional no Rio deve romper com as máfias que dominam o caótico e ineficiente sistema de transportes públicos da cidade. Neste caso sim, não há como fazer diferente. É pensar num planejamento urbano que destine moradias baratas tanto nas margens da avenida Brasil quanto nos terrenos de propriedade da prefeitura e do estado que ficam na Barra da Tijuca, por que não?
Este é o desafio. Podemos agora projetar o Rio que queremos para nosso futuro, filhos e netos. Caloroso, afável e de braços abertos como lembrávamos ou ouvíamos dizer; ou triste, rancoroso e de punho cerrado, como temos vivido e que os únicos (ah, eles existem...) que lucram com isso querem aprofundar...
Rio, 13 de abril de 2010.
06/04/2010
Tragédia no Beltrão em Niterói (RJ)
28/03/2010
Una muerte es una tragedia, Esteban!
23/03/2010
Adoção Felina
Endereço: Alameda São Boaventura, 770
Fonseca - Niterói/RJ
Telelefone: (21) 2721-7069 / (21) 2625-6024
Site do Zoonit
---
Permanência de gatos no Zoológico de Niterói ainda é dúvida
Rodrigo Rebechi para O Fluminense (22/03/2010)
O Zoológico de Niterói (Zoonit) ganhou mais um dia para evitar que o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) puna o órgão por manter dezenas de gatos espalhados pelo local. Segundo a instituição federal, animais domésticos não podem ser mantidos em ambientes onde há presença de animais silvestres. A reunião que seria realizada nesta segunda-feira no Ibama foi adiada para amanhã.
A presidente da Zoonit Giselda Candiotto irá solicitar um prazo maior para distribuir os cerca de 40 felinos abandonados no local. Para Giselda, o prazo inicial é insuficiente para a Zoonit doar os animais.
Segundo Giselda, os gatos não podem ser abandonados em qualquer lugar. Ela também disse compreender a posição do Ibama, mas o zôo de Niterói precisa de um maior prazo para intensificar a campanha de doação, argumentou. Ela acha que 90 dias são necessários. O prazo dado pelo Ibama venceu na última sexta-feira.
Quem desejar adotar algum felino, pode entrar em contato com o telefone 2721-7069. Os interessados precisam demonstrar que tem condições de cuidar dos animais. Todos os gatos são castrados e vacinados.
19/03/2010
Independência ou Royalties
Bart
---
Povo do Rio, uni-vos! Admiro todos aqueles que prontamente saíram em defesa do Rio contra a violência da emenda Ibsen Pinheiro. Existe, entretanto, um problema de foco nas reclamações. Nós fomos agredidos, querem tirar de nós 7 bilhões de reais por ano, o que significa decretar nossa morte. Qual estado no mundo sobrevive com uma perda abrupta de receitas desta grandeza? Precisamos contra-atacar com a mesma força. Não nos limitemos a reclamar o que queremos nos tirar - os 52,5% que temos direito. Por que não reclamar para nós os 47,5% que hoje não temos direito?
Sim, queremos os 100% dos royalties de petróleo e se o resto do Brasil não aceitar, declaremos Independência, criemos um país e, este sim, inequivocamente, terá direito a 100% dos royalties! Vamos fazer do limão uma limonada. Chegou a nossa hora, vejamos.
Somos 16 milhões de pessoas, temos 43 mil km2 e muitos indicadores sociais comparados a países desenvolvidos. Seríamos o 45o. país do Mundo por PIB, acima do Uruguai e Chile e um pouco atrás da Argentina, mas por pouco tempo. Lembre-se, com 100% dos royalties do pós e pré-sal, já-já pegamos os hermanos e ficaríamos apenas atrás do Brasil. Temos uma geografia ímpar, com praias e montanhas. Temos rica cultura, com destaque para o carnaval e a bossa nova, um gênero musical internacional. Quantos países tem o seu? Temos belezas naturais, como o Pão de Açucar, e um monumento de rara beleza, eleito umas das sete maravilhas do mundo moderno, o Cristo Redentor. Temos até o oitavo maior bilionário do planeta, que poderá dar recursos para nossa campanha de independência. Se ele bancou a campanha da RIO 2016 e a despoluição da Lagoa, com certeza vai embarcar nessa.
Temos as mais lindas mulheres, Copacabana e o Leblon (ah, o Leblon...). Temos cidades turísticas para todos os gostos. Históricas, como Paraty. Litorâneas, como Angra ou Búzios, e de serra como Itaipava ou Mauá. Temos o melhor time de futebol do Brasil (amigos, não quero fazer avaliações subjetivas que nos desunam neste momento, mas o Flamengo é o atual campeão brasileiro, é um fato).
Temos as Olimpíadas de 2016 na cidade do Rio e a copa de 2014 que será, a princípio, no Brasil. Lembrem-se que nós temos o João Havelange e o Ricardo Teixeira. Separando-se do Brasil, onde você acha que ficará a copa do Mundo? Pense. Com o dinheiro dos royalties criaremos novas sedes, reformaremos os estádios de Caio Martins (Niterói) Godofredo Cruz (Campos) e Alair Correia (Cabo Frio) e Raolino de Oliveira (Volta Redonda). Porque não criar uma sede em Angra, Itaipava ou Mauá. Nós podemos, teremos 100% dos royalties.
Temos localização estratégica, no litoral e com boa infraestutura portuária e areoportuária (quando a Infraero largar o Galeão deixaremos ele um brinco) para escoar nossa produção. Estamos ao lado de dois mercados consumidores de massa, São Paulo e Minas, que compram tudo que tem o estilo de vida do Rio. É uma pequena China ávida por nossos produtos, logo aqui do lado, e agora geraremos superávits comerciais por exportar. Para cada bermuda da Osklen que um playboy paulista comprar (eles compram muito), mais um trocado entrará na nos contas externas do nosso país. A Rede Globo vai exportar novelas para todo Brasil, gerando mais divisas para o país. Imagina se cobrássemos royalties sobre tudo mais que eles copiam: nosso carnaval, nossos botequins, nosso funk...
Com tantos atrativos e recursos para resolver nossos problemas históricos, mais e mais turistas brasileiros virão ao Rio de Janeiro. Terminaremos de vez com o problema da violência nas comunidades, o Vidigal virará uma Positano carioca. Imaginem: hotéis, lojas bares e restaurantes com vista cinematográfica das praias do Leblon e Ipanema. E nós exigiremos visto, poderemos escolher quais paulistas, mineiros ou gaúchos queremos receber, evitando uma invasão no nosso Rio.
Poderemos escolher nosso sistema de governo. Que tal uma charmosa monarquia a beira mar, como Mônaco? Apenas como exercício, pensem em Eike Batista I como nosso Rei, o Rei do Rio de Janeiro. Que tal? Se não gostou, podemos ficar na democracia mesmo. Cabe a nós decidir o nosso futuro. O importante é que nos livraremos do Lula e não precisaremos escolher entre Dilma e Serra. E o melhor, não precisamos carregar um fardo chamado Brasil.
Já temos toda estrutura para receber o governo do novo país. O chefe de estado volta a ser instalar no histórico Palácio do Catete, teremos uma única câmara (o senado brasileiro já nos mostrou que não tem motivo para existir) que ficará instalada no Palácio Monroe, totalmente reconstruído.
A hora é de ação, precisamos nos mobilizar que vai dar certo! Como eu sei? No momento que declararmos independência viraremos um assunto de política externa para o Lula e aí, amigo, a história nos diz: ele entuba tudo. Aceitou desapropriação de ativos brasileiros na Bolívia, perdoou dívida de vários países, reconheceu a China como economia de mercado e ainda vai entubar uma sucata aérea francesa para defender as fronteiras do Brasil.
No pior dos casos, damos nossa cartada final. Apoiamos o Brasil para uma assento no conselho de segurança da ONU em troca da tão sonhada independência. E, por fim, a maior das injustiças já cometidas à esta cidade será revertida. O Rio voltará a ser a capital do país, a capital do Rio de Janeiro! Chegou a nossa hora, Independência ou Royalties, esse é o nosso grito!
Você deve se perguntar, este país não tem defeitos. Sim, amigo, todo país tem, nós não estamos livres também. Teremos uma extensa fronteira com o Brasil. O Brasil do Ibsen Pinheiro.
Junte-se a nós!
Movimento Rio Independente
rioindependente@hotmail.com
twitter: @independenterio
18/03/2010
Show da Vanessa Lynn
Nesta sexta-feira vai rolar a semifinal do 9º Festival Coletânea de Bandas. Eu estarei lá porque a música, a pizza e a bebida são boas, mas melhor do que isso, os shows da Vanessa Lynn e Banda sempre são sensacionais! É rock puro na veia, tri-destilado e sacudido para dar mais efeito.
Segue abaixo o serviço do evento:
9º Festival Coletânea de Bandas
Local: Heavy Rock Pizzaria
Endereço: Rua Riachuelo, 18 - Lapa
Data: Sexta-feira, 19/Março
Horário: 20 horas
Ingresso: R$ 20 (com R$ 10 de bônus no bar)
(http://www.heavyrockpizzaria.blogspot.com/)
17/03/2010
Óleogate
Entretanto, nós sabemos que a coisa não foi acionada porque os políticos em Brasília são boas pessoas que querem o melhor pra população. Toda pequena cidade que começar a ganhar a grana do petróleo vira automaticamente curral político dos deputados (e possivelmente senadores) que votaram a favor do projeto. Some-se a isto o fato de que estamos em ano eleitoral... Não precisamos ser muito espertos para entender, certo?
Agora vamos para a situação dos Estados produtores, como o Rio de Janeiro. Políticos são corruptos, com raras exceções. Com a enxurrada de ouro negro no Rio, muitas prefeituras começaram a reverter o benefício com obras para a população, mesmo com a corrupção comendo solta por aí. Digamos que aqui ganha-se tanto dinheiro que "até sobra um pouquinho pra fingir pro povo que alguma coisa é feita". Macaé é a exceção, porque lá simplesmente NADA é feito para a população local, a menos que seja pago pela Petrobras.
Com a drástica redução dos royalties no Estado do Rio de Janeiro, os corruptos voltarão ao estilo antigo: secar a fonte e não deixar nada para o povo. A corrupção aumentará, tanto aqui como nos outros Estados que receberão os "novos" royalties. Todo mundo cresceu o olho para o dinheiro do petróleo e o que acontecerá? O Rio será largado às traças, violado, destruído, abandonado. O crescimento do Estado será cerceado e apesar de que supostamente as empresas não seriam afetadas pelo novo projeto, anotem aí: a carga tributária vai aumentar, começando pelo ISS, de regulamentação municipal.
A tal "Lei Ibsen" será um marco lembrado com vergonha pela população do Brasil no futuro: é a institucionalização do curral político e coronelismo a nível nacional.
04/03/2010
A Feira Satânica
Para quem insiste em abster-se da instável wikipédia ou do conhecimento básico de eventos contemporâneos, obviamente Rushdie vem sendo caçado e perseguido por radicais fãs do Darth Khomeini há mais de 20 anos. A sentença de morte foi emitida, ele vem sendo constantemente ameaçado de morte, mas não conseguiram dar cabo à sentença, caso contrário seria necessária a presença de um médium na FLIP para intermediar a sessão de autógrafos como o autor (poderia ser chamada de "sessão psico-autografada"?).
Na verdade o meu ponto é: o Brasil agora é amiguinho do Irã. O Lula até contraria a titânica norte-americana Hillary Clinton (Calamity Hilly para os íntimos) para continuar amigo do Irã. Ok, até aí nada muito estranho, o Brasil sendo aliado de um país com um déspota que faz o que bem quer e entende com a população e ainda é aplaudido. Nós fazemos isso há anos com o Hugo Chávez, que nem está tão longe né? Mas eu estou divagando.
Voltando, o Brasil é amiguinho do Irã (e da Venezuela). Amiguinho do Irã, país que praticamente colocou um preço na cabeça de Billy "Rushdie" The Kid (a recompensa é um lugar no Paraíso por ser um bom crente, bonito isso, não?). E de repente o cara é confirmado para vir ao Brasil, ficar numa cidade pequena, num evento seleto com poucas pessoas e provavelmente pouca segurança. Fica a pergunta que assim como Hugo Chávez não se cala: seria uma cilada?
Eu se fosse o Rushdie contratava um monte de seguranças para andarem com ele por todos os cantos e não sairia do hotel sem um bom colete de kevlar. Se isso não for proteção suficiente contra um assassino internacional, pode ajudar a sobreviver numa potencial estadia no Rio de Janeiro, caso ele queira dar uma voltinha na praia.