Outro dia estava conversando com algumas pessoas no trabalho e o assunto "tempo" acabou surgindo. "Eu não tenho tempo para isso", ou "meu tempo é bastante contado" foram frases muito usadas para falar não de assunto profissional, mas para protelar nossas metas pessoais e vida privada. Então eu fiz uma conta por alto e voltando para casa com a ajuda do meu iPod, coloquei no "papel" (aplicativo Notes, na verdade) para me assustar:
Eu só tenho cinquenta horas por semana para cuidar da minha vida.
Por isso entenda-se: excluídas horas de sono, tempo para higiene pessoal, alimentação, trabalho e trânsito para o mesmo. Se eu não fizer hora extra e dormir seis horas por dia de semana e oito horas aos sábados e domingos, sobram-me apenas cinquenta horas por semana para cuidar da minha vida, me divertir com minha família e amigos, escrever, ouvir música, estudar, tocar guitarra, transar, qualquer coisa. A dramaticidade da coisa toma um contorno diferente depois que você lembra que uma semana tem apenas 168 horas. Menos de um terço disto é apenas meu. Então fica aprendida a lição:
OPTIMIZE SEU TEMPO
Eu já tinha tomado algumas decisões mas agora tenho embasamento empírico para alterar meus hábitos - o tempo está passando, não estou ficando mais novo e tudo é desperdiçado. Internet? Jogos eletrônicos? Televisão? Tudo é irrelevante e pode ser reduzido ao mínimo aceitável. Vou usar meu tempo para estudar mais, aprender mais, cuidar da minha saúde, ganhar mais qualidade de vida com a minha esposa. Recomendo para todos.
Reeducação da Atitude Global (parte II)
Outro dia de manhã bateu uma ligação no meu celular de número estranho: (021) 94xx-xxxx (censurado por motivo de respeito à privacidade). Eram 09:20 horas e uma voz feminina se anunciou:
Já começou mal. Eu nunca digo meu nome antes de saber quem está falando comigo ou de saber qual é o assunto. Hoje em dia, na era dos golpes virtuais e telefônicos, precisamos nos precaver. E se não for golpe é grosseria - se alguém liga para meu número e não sabe com quem quer falar, é porque tem algo errado.
- Desculpe Daniela, mas qual seria o assunto?
A mulher bateu o telefone na minha cara! Apesar da grosseria da Daniela (sair perguntando meu nome), fui gentil. Tenho testemunhas que ouviram a ligação, não alterei meu tom de voz e fui educado, respondi calmamente como se estivesse falando com um colega no trabalho. E a tal Daniela da Claro simplesmente bateu o telefone na minha cara!
Os defensores do setor de telemarketing alegarão que a pessoa faz um milhão de ligações por dia, não tem tempo para nada. Que cada minuto que ela passa ao telefone é valioso pois ganha por comissão. Que suas palavras na verdade são um reflexo do manual ou treinamento que ela deve seguir. Mas na boa,
SEJA EDUCADO
É a dica de hoje. Quanto mais educado e polido você for, mais positivamente irá influenciar a atitude das pessoas que te cercam e consequentemente o seu ambiente. Ninguém gosta daquela pessoa que briga com a funcionária do mercado porque o preço da carne está alto demais. Ao contrário, deveríamos ser as pessoas que fazem todo o possível para tornar o dia da funcionária do mercado melhor.
Claro, não estou falando apenas de atitude, mas também de respeito básico aos nossos semelhantes e a si próprio. Pense duas vezes antes de soltar os cachorros em cima das pessoas e aos poucos sua vida ficará melhor.
Escrito por Bart Rabelo |
2 comentários(s)
14.1.10
- Oi, bom dia. Meu nome é Daniela e eu falo da operadora Claro. Com quem eu falo?
Já começou mal. Eu nunca digo meu nome antes de saber quem está falando comigo ou de saber qual é o assunto. Hoje em dia, na era dos golpes virtuais e telefônicos, precisamos nos precaver. E se não for golpe é grosseria - se alguém liga para meu número e não sabe com quem quer falar, é porque tem algo errado.
- Desculpe Daniela, mas qual seria o assunto?
- É sobre uma promoção da Claro que gostaríamos de ofertar.
- Obrigado, mas eu tenho um plano Oi Conta Total, não estou interessado.
- *Tu tu tu tu tu*
A mulher bateu o telefone na minha cara! Apesar da grosseria da Daniela (sair perguntando meu nome), fui gentil. Tenho testemunhas que ouviram a ligação, não alterei meu tom de voz e fui educado, respondi calmamente como se estivesse falando com um colega no trabalho. E a tal Daniela da Claro simplesmente bateu o telefone na minha cara!
Os defensores do setor de telemarketing alegarão que a pessoa faz um milhão de ligações por dia, não tem tempo para nada. Que cada minuto que ela passa ao telefone é valioso pois ganha por comissão. Que suas palavras na verdade são um reflexo do manual ou treinamento que ela deve seguir. Mas na boa,
SEJA EDUCADO
É a dica de hoje. Quanto mais educado e polido você for, mais positivamente irá influenciar a atitude das pessoas que te cercam e consequentemente o seu ambiente. Ninguém gosta daquela pessoa que briga com a funcionária do mercado porque o preço da carne está alto demais. Ao contrário, deveríamos ser as pessoas que fazem todo o possível para tornar o dia da funcionária do mercado melhor.
Claro, não estou falando apenas de atitude, mas também de respeito básico aos nossos semelhantes e a si próprio. Pense duas vezes antes de soltar os cachorros em cima das pessoas e aos poucos sua vida ficará melhor.
Reeducação da Atitude Global (parte I)
O post anterior sobre aquecimento global me inspirou. Também fui particularmente inspirado pelos comentários do Bruno e da Jô, ambos comprovadamente seres plenamente pensantes, tanto ao vivo como online. Então, a idéia geral é criar posts sobre atitudes amplas que podem ajudar a alterar ou reeducar a postura de uma ou mais pessoas sobre a forma como elas encaram e modificam o ambiente ao seu redor. Em suma, mostrar pequenos tópicos sobre como podemos praticar uma Reeducação da Atitude Global. E o primeiro R.A.G. é:
Escrito por Bart Rabelo |
3 comentários(s)
11.1.10
O post anterior sobre aquecimento global me inspirou. Também fui particularmente inspirado pelos comentários do Bruno e da Jô, ambos comprovadamente seres plenamente pensantes, tanto ao vivo como online. Então, a idéia geral é criar posts sobre atitudes amplas que podem ajudar a alterar ou reeducar a postura de uma ou mais pessoas sobre a forma como elas encaram e modificam o ambiente ao seu redor. Em suma, mostrar pequenos tópicos sobre como podemos praticar uma Reeducação da Atitude Global. E o primeiro R.A.G. é:PRATIQUE MAIS E FALE MENOS
Vou usar como exemplo o site Click Arvore. Quando comecei a namorar a Clara ela descobriu este site, que é mantido por uma ONG (SOS Mata Atlântica) com base em patrocínio de empresas privadas. Resumindo, você entra lá todo dia e planta uma muda de árvore "virtual". Cada muda que você plantou "online" é enviada para uma fazenda ou reserva que participa do programa da ONG para reflorestar a Mata Atlântica. Muito bacana e tudo o que você precisa fazer é perder 30 segundos do seu tempo todo dia, entrar no site, dar uns três cliques e pronto.
A imagem acima é o perfil atual da minha "plantação virtual". Pelas contas da ONG, eu sozinho já contribuí para o reflorestamento de 4200 metros quadrados da Mata Atlântica. Quando tentei divulgar o site no Google Wave incluindo enquete, o resultado e feedback foram deprimentes. O mais triste foi ver pessoas que numa mesa de bar ou festinhas da vida advogam em prol do meio ambiente simplesmente se lixando para um projeto tão interessante, sem ao menos tentarem se informar melhor.
As pessoas deveriam praticar o que pregam com mais frequência. Não apenas reclame do aquecimento global, faça algo! Se você não pode separar lixo, ou replantar mudas de árvores numa fazenda, ou queimar menos gasolina ou usar menos produtos não-recicláveis, putz grila, pelo menos divulgue boas causas e não seja do contra. Você nem precisa levantar sua bunda gorda da cadeira para fazer algo, apenas altere o status da sua persona online para algo mais interessante: o das pessoas que não apenas se importam, mas agem também.
Global Warning?
Sabem esta imagem impressionante aí do lado? É a Grã-Bretanha, completamente congelada. Literalmente, virou uma ilha de gelo por causa da loucura climática que está atingindo o mundo hoje em dia, seja com uma onda de calor horrível em todo o hemisfério sul como o congelamento rigoroso do hemisfério norte.
O mais incrível é ver que muita gente reclama, critica, bate pesado - especialmente quando tem a possibilidade de se esconder sob o manto do anonimato - mas raras são as pessoas que de fato se movem para tentar melhorar a situação. Claro, países e empresas adotam políticas e compromissos, mas e os indivíduos? Nós simplesmente cruzamos os braços e na maioria das vezes não fazemos nossa parte, nem sequer uma crítica construtiva.
Eu vou continuar tentando fazer a minha parte. Admito, sou "blogueiro", gosto do formato. Manterei minhas contas de orkut, facebook, twitter e outros do gênero como forma de levantar minha voz, mas sinceramente, quem acha comunicação é passar o dia inteiro resmungando que odeia trabalhar ou que constantemente falar mal de outras pessoas é algo divertido, fique à vontade para se tornar irrelevante.
No blog posso mostrar que penso. Não que todos tenham que concordar comigo, este é o princípio da discussão: gosto que me contrariem, quem sabe não aprendo algo novo ou mudo de opinião. Da mesma forma que com a questão do aquecimento global, chegou a hora das pessoas saírem do conforto e aconchego de seus cantinhos passivo-agressivos e encararem uma questão muito mais importante:
O quê vou fazer para melhorar as coisas?
P.S.: o trocadilho no título do post é o nome do último disco do Jon Oliva's Pain, o qual aqueles que curtem rock e metal devem obrigatoriamente conferir.
Escrito por Bart Rabelo |
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29.12.09
Sabem esta imagem impressionante aí do lado? É a Grã-Bretanha, completamente congelada. Literalmente, virou uma ilha de gelo por causa da loucura climática que está atingindo o mundo hoje em dia, seja com uma onda de calor horrível em todo o hemisfério sul como o congelamento rigoroso do hemisfério norte.O mais incrível é ver que muita gente reclama, critica, bate pesado - especialmente quando tem a possibilidade de se esconder sob o manto do anonimato - mas raras são as pessoas que de fato se movem para tentar melhorar a situação. Claro, países e empresas adotam políticas e compromissos, mas e os indivíduos? Nós simplesmente cruzamos os braços e na maioria das vezes não fazemos nossa parte, nem sequer uma crítica construtiva.
Eu vou continuar tentando fazer a minha parte. Admito, sou "blogueiro", gosto do formato. Manterei minhas contas de orkut, facebook, twitter e outros do gênero como forma de levantar minha voz, mas sinceramente, quem acha comunicação é passar o dia inteiro resmungando que odeia trabalhar ou que constantemente falar mal de outras pessoas é algo divertido, fique à vontade para se tornar irrelevante.
No blog posso mostrar que penso. Não que todos tenham que concordar comigo, este é o princípio da discussão: gosto que me contrariem, quem sabe não aprendo algo novo ou mudo de opinião. Da mesma forma que com a questão do aquecimento global, chegou a hora das pessoas saírem do conforto e aconchego de seus cantinhos passivo-agressivos e encararem uma questão muito mais importante:
O quê vou fazer para melhorar as coisas?
P.S.: o trocadilho no título do post é o nome do último disco do Jon Oliva's Pain, o qual aqueles que curtem rock e metal devem obrigatoriamente conferir.
O fim de mais uma década
Então chegamos a mais uma data significativa, o fim de uma década. Minha terceira década, para ser mais preciso e a década na qual vivi praticamente toda minha vida adulta.
Escrito por Bart Rabelo |
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Todo o conteúdo deste sítio, exceto quando assinalado, é de autoria de Bart Rabelo. Favor não usar, copiar, reproduzir e modificar sem prévia autorização.
Então chegamos a mais uma data significativa, o fim de uma década. Minha terceira década, para ser mais preciso e a década na qual vivi praticamente toda minha vida adulta.Nasci no fim dos anos 70, obviamente não vi nada daquela época. Mas minha infância foi toda passada nos anos 80, quando eu achava que usar blasers com mangas levantadas como os atores de Miami Vice era provavelmente a roupa mais chique que um homem poderia vestir.
De repente vieram os anos 90 e com eles a adolescência. Sempre ouvi rock, mas ele era simplesmente isso, rock. Foi então que aprendi a rotular e ser rotulado. Grunge, punk, metal, metaleiro ou nerd. Estudei numa escola junto com uma grande massa de pessoas odiosas, mas hoje em dia a maioria delas vivem vidas medíocres, ao contrário do que posso falar sobre eu mesmo.
E de repente, pow. Veio o ano 2000, o novo milênio. "Fim do mundo" alguns diziam, hoje podemos ter certeza de que estavam errados. Nos últimos dez anos aconteceram coisas bastante peculiares na minha vida, dentre as mais relevantes o fato de que abandonei uma faculdade que odiava, fui expulso de casa (com motivos bastante justos), encontrei uma carreira que realmente gosto, perdi um avô muito querido e me tornei uma pessoa independente. O motivo mais relevante de todos merece uma frase separada: encontrei o amor da minha vida e casei com ela.
Neste novo fim dos tempos, neste novo marco, do término dos anos "00", comecei a reavaliar algumas coisas que mudaram bastante em mim. Para início de conversa, estou mais cínico. Não consigo me envolver com a mesma paixão em toda e qualquer discussão, quando vejo alguém falando besteira normalmente nem me dou ao trabalho de argumentar, simplesmente deixo a idiotia passar batida, às vezes com uma simpática anuência pálida, a qual normalmente não significa nada.
Uma coisa muito interessante é que quanto mais velho fico, mais antigo fica meu gosto musical também. Eu só tenho ouvido "velharias" como Secos e Molhados, Grand Funk Railroad, Blue Öyster Cult, Iron Butterfly, Blue Cheer, Grateful Dead. Enquanto alguns de meus amigos sempre conhecem todas as bandas novas dos subgêneros mais cabulosos do metal (coisas quase poéticas como bandas de "splatter-death-grindcore-swedish-stoner-metal"), me contento com o rock dos clássicos, com as guitarras eternas de Iommi, Page, Blackmore e companhia.
Também passei a dar mais valor às amizades, priorizando qualidade em detrimento de quantidade. Creio que isto seja normal, apesar de que alguns amigos e amigas com os quais eu realmente gostaria de ter mantido contato por uma série de motivos aleatórios estão um pouco distantes. Adicionalmente entendi o valor que a família tem para uma pessoa, tanto nos bons como nos maus momentos. Estas são as pessoas que sempre estarão ao seu lado, independente do que aconteça, evite criar mágoas duradouras com sua família, seja ela pequena, grande ou na medida certa.
Resumindo este desabafo, desejo sinceramente que todos tenham uma ótima década pela frente, com um número reduzido de esteriótipos, rótulos, mazelas e uma quantidade generosamente maior de amor, carinho e felicidade.
E claro, não poderia esquecer: muito sexo.
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