KeyForge para Leigos

Recentemente comecei a jogar o KeyForge, que nada menos é que a nova criação do genial Richard Garfield, o lendário que criou o Magic: the Gathering, primeiro card game modern e líder neste segmento de mercado há 26 anos consecutivos no mundo inteiro.

O conceito do jogo é incrível: cada deck é diferente do outro, o que a empresa que o lançou registrou como Unique Deck (Deck Único). Na prática, cada baralho tem um nome único e uma combinação de 36 cartas para a qual a chance de haver outro baralho no mundo inteiro com exatamente a mesma combinação de cartas é de cerca de 1 chance em 41 trilhões. É nisso que dá pedir para um doutor em matemática combinatória criar um jogo onde todos os decks sejam diferentes uns dos outros.

Sobre a necessidade de se despedir

Este texto tem um cunho pessoal muito forte e não vejo outra forma de começá-lo sem dizer que em 2016 eu já passava por um processo depressivo bastante grave, por vários motivos que não precisam ser expostos aqui, talvez sendo mais adequados para uma sessão de psicoterapia ou uma mesa de bar com amigos e amigas queridos.

E é justamente onde isso começa. Na cidade de Niterói eu sou de certa forma reconhecido por, bem... Não há outra forma de dizer isto: muito nerd. Mas conforme fui envelhecendo, a coisa foi mudando de forma, pois agora eu sou um "nerd das antigas". Comecei a jogar RPG em 1993 com 14 anos, viciei rápido. Fui para o Magic (jogo de cartas) em 1995, com 16 anos. Como a gente costuma dizer, "ganhei bastante XP".

Commander para Leigos

Então pessoal, decidi finalmente compartilhar aqui algumas das minhas dicas sobre como montar um deck de Commander (EDH) para quem ainda não sabe direito o quê está fazendo.

Commander (antigamente conhecido como EDH - Elder Dragon Highlander) é um formato de jogo do "Magic: the Gathering" com foco em mesas com mais de 2 jogadores. Uma partida de Commander normalmente tem entre 3 e 4 jogadores, sendo que com 5 ou mais o jogo pode ficar muito lento e moroso.

Antes de ler meu guia, se você não conhece absolutamente nada do formato Commander, sugiro a leitura atenta da página da Wizards of the Coast que o explica muito bem.

Para quem gosta muito de jogar Magic, Commander é o formato ideal para se divertir com um grupo de amigos e disputar até a morte (fictícia) quem é o rei da mesa!


Cyberfunk

O Cyberpunk é um sub-gênero de ficção científica futurista onde elementos de alta tecnologia e distopia social se misturam para criar um clima geralmente "noir". Dois de meus escritores favoritos, Philip K. Dick e William Gibson, são grandes nomes do gênero, quiçá os maiores.

O termo virou praticamente uma sub-cultura, pelo menos para aqueles que já perceberam que estamos vivendo neste mundo futurista distópico previsto por escritores entre 30 e 50 anos atrás. Sim, as coisas podem ser diferentes de como eles visualizaram, mas as mensagens e indícios são fartos. Eu sempre disse que o futuro da humanidade pode ser visto através do prisma das palavras de grandes escritores de ficção: com Jules Verne nós ousamos sonhar. Com Isaac Asimov nós começamos a construir ideias. Mas se a visão do Philip K. Dick se concretizar, estamos bem ferrados.

Melhor ser ateu do que um católico hipócrita?

Hoje tive uma discussão desagradável, obviamente no Facebook. Um amigo, católico, postou este artigo onde Papa Francisco sugere que "é melhor ser ateu do que católico hipócrita." Obviamente, um amigo dele veio em cima dizer que era mentira, que ele não havia falado nada daquilo.

Muitos comentários depois, basta dizer que eu cheguei ao site do Vaticano, onde há transcrições de tudo o que os papas falam (isso me surpreendeu mesmo). Eis o que o Chicão disse, com suas próprias palavras, na manhã do dia 23 de Fevereiro de 2017:

Quem é Deus?

Quando criança perguntei pra minha avó, que era católica-padrão-tipo-vovó-da-Turma-da-Mônica, quem é Deus. Ela disse:

O Burro no Atoleiro

Era uma vez uma fazenda, cheia de animais de todos os tipos. Um deles era um burro de carga bem velhinho, que de tão idoso já não aguentava mais fazer seu trabalho. Certo dia o fazendeiro decide pegar a carroça e levar o burro para um atoleiro longe da sua fazenda, pois quando ele morresse sua carcaça poderia atrair urubus e outras pragas indesejadas.

Para a viagem, ele atrelou seu cavalo favorito a uma carroça. Com o burro na traseira, eles começaram o caminho que durou algumas horas. Chegando ao destino, o fazendeiro soltou o burro velho no atoleiro, na esperança de que ele prendesse seus cascos em algum canto e ali ficasse.

A luta por um futuro

Ontem a SpaceX do excêntrico Elon Musk fez história ao realizar o vôo de teste da Falcon Heavy e conseguir recuperar sem danos os dois propulsores auxiliares.

Foi com certeza um dos passos mais sólidos da nova corrida espacial, que na minha opinião é o único caminho para o futuro da humanidade, tanto em termos científicos como econômicos.

A estimativa de custo de um lançamento similar da NASA fica em torno de um bilhão de dólares, enquanto a SpaceX trabalha para manter um custo de 90 milhões de dólares por lançamento.

Por quê não devemos tolerar o Bolsonaro

É convenção que frases como "oferecer a outra face" ou "aceitar e conviver com as diferenças" façam parte do arsenal de um pacifista, ou de alguém que esteja tentando mudar o mundo através da empatia e tolerância. Infelizmente cheguei num ponto da minha vida onde percebi o quão equivocada é tal tática. Talvez para entender o quê é a real intolerância, seja necessário ser parte da minoria ou grupo que é alvo desta. Eu sou homem, branco, hetero, CIS. Não faço parte de minorias. Já o filósofo austríaco Karl Popper, judeu que fugiu da Europa para sobreviver ao Nazismo, teorizou o "paradoxo da tolerância":
"Tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da tolerância. Se estendermos tolerância ilimitada até mesmo para aqueles que são intolerantes, se não estivermos preparados para defender a sociedade tolerante contra a investida dos intolerantes, então os tolerantes serão destruídos, e a tolerância junto destes. (...) Nós devemos portanto declarar, em nome da tolerância, o direito de não tolerar o intolerante."

O Facebook é o seu pior inimigo

Às vezes eu acordo e gosto de lembrar de uma época mais simples. Não estou falando de tecnologia - eu amo a tecnologia. Adoro celulares, aparelhos, apetrechos diversos. Todo tipo de bugiganga me fascina. Estou falando de quando a gente conversava sobre política, entre outras coisas.

"Mas que absurdo" alguns dirão. "Eu falo sobre política todos os dias, me informo, não fico alienado." Bem meu camarada, se acha que entrar no Facebook diariamente é o suficiente para isso, tenho uma péssima notícia para te dar.