09/05/2011

O Fim da Corrupção no Brasil

Utopia? Talvez. Este fim-de-semana um amigo me contou que o trânsito estava ruim por causa da manifestação contra o aumento da gasolina, sexta-feira de noite. Perguntei: "aquela manifestação que começou com um convite para evento no facebook?" E resposta foi positiva.

Então comecei a pensar. O Brasil talvez seja o país com o maior índice de inclusão digital no mundo. Não tenho certeza, se alguém puder me apresentar a estatística correta eu ficaria muito grato. Mas às vezes a impressão que temos é esta. Hoje os brasileiros descobriram a maravilha que é fuxicar no facebook e usar sua ferramenta de eventos para divulgar shows, atrações culturais e outras coisas menos interessantes, como correntes e piadinhas do tipo "o mundo vai acabar em 2012."

E continuei pensando. Se este potencial de internet conseguiu transformar uma manifestação virtual, no caso do aumento da gasolina, em manifestação física no país inteiro, por quê não fazê-lo com algo que particularmente eu acredito ser mais pertinente? Será que daria certo?

Acabei de criar no facebook este evento, "O Fim da Corrupção no Brasil" e enviei o convite para todos meus amigos. O convite inicial tinha cerca de 570 pessoas e em menos de 10 minutos já subiu para cerca de 850. Se isto ajudar a pelo menos levantar uma percepção geral de como podemos utilizar melhor nosso tempo e esforços para tentar fazer coisas boas, já valeu a pena. Uma ou outra vez já expus algumas opiniões sobre o assunto aqui no meu blog, seja em post comum ou em formato de crônica. Mas qual será a verdadeira extensão desta ferramenta do facebook?

Quanto menos corrupção tivermos no Brasil, teremos menos mortes em hospitais públicos. Policiais terão bons soldos e não serão corrompidos com facilidade. Isso significa mais segurança para todos. Escolas e faculdade públicas terão mais orçamento para poder de fato cuidar da educação de nossa juventude e não apenas tapar o sol com uma peneira para que este ou aquele governo apareça bem nas estatísticas. Teremos menos impunidade, mais orgulho de viver num país que luta por boas causas e com um povo orgulhoso que quer a felicidade acima de tudo.

Talvez seja uma linda utopia.

28/03/2011

Mais um relato de violência urbana

Uma pequena pausa antes de começar a nova fase do meu blog, como comentei no post anterior (ainda estou trabalhando no material). Ao contrário da programação normal, o relato abaixo é de um amigo que pediu que a sua opinião fosse divulgada aqui. Como acho que é pertinente, aqui está. Mostra bem a banalidade. Não aconteceu nada de grave com o meu amigo e sua esposa, mas poderia ter acontecido e com muita frequência a situação abaixo descrita normalmente é mais rápida, violenta e com final triste. Muito mais triste. No fim das contas é uma questão de estatística: um grande número de pequenos crimes levam as pessoas a cometerem crimes mais graves e assim por diante. Um dia, quem sabe, todos os ladrões de galinhas deste país não possam se reunir em Brasília para confraternizar?

***

É muito triste constatar o declínio de uma cidade, Niterói, que já foi a "Cidade Sorriso", a cidade com a quarta melhor qualidade de vida do país, hoje ostenta uma decrepitude mórbida pontuada pela violência e descaso.

Hoje pela segunda vez sofri uma tentativa de assalto enquanto passeava com minha esposa pelo calçadão da praia de Icaraí, um dos IPTUs mais caros de todo país, paramos em um dos cartões postais da cidade, a pedra de Itapuca, onde olhamos o mar com frequência, muito embora a água seja muito suja mesmo com mais de 15 anos de investimento em sua limpeza, e fomos abordados por um casal jovem, a menina, muito magra e pequena o homem magro e tentando firmemente impor o medo.

Sou um homem razoavelmente alto e felizmente com uma certa dose de sangue frio,  minha esposa muito embora seja pequena é bem calma. Fomos abordados de frente com os dizeres “não reage”, que sinto dizer, tive que pedir para o rapaz repetir, pois realmente não entendi, eles se aproximaram e a menina se colocou a minha direita, fora do meu campo de visão e começou a abordar minha esposa, o homem alegou estar armado e pousou a mão na cintura sobre a camisa, em uma tentativa de reforçar suas palavras, não pude ver com muita clareza mas supus que ele não estava armado, disse para ele que ele não estava armado e ele fez o mesmo gesto só que dessa vez foi mais incisivo e menos pensado, minha esposa falou para a mulher largar a bolsa e eu me voltei, minha esposa e a mulher lutavam pela bolsa enquanto a mulher praguejava e dizia para o homem atirar na gente com a pretensa arma, segurei a mulher pelo pescoço e apertei, minha mão conseguia envolver boa parte do pescoço e a mulher largou a bolsa e saiu de perto, me voltei para o homem q estava vindo em minha direção, ouvimos uma moto parar na curva e todos 4 reparamos que o motoqueiro nos olhava.

O casal meio que foi saindo pelo lado olhando o motoqueiro, eu e minha esposa não sabíamos se o motoqueiro estava com eles ou não fomos andando rápido na outra direção tentando nos distanciar o mais rápido possível, reparei q o motoqueiro estava olhando para gente mas ainda com a atenção sobre o casal, agora olhando bem reparei que ele era provavelmente um entregador pois moto tinha um bagageiro, falei para ele chamar a policia ele disse que tentaria procurar na cabine policial a menos de 100 metros que esta vazia a mais de dois meses muito embora sempre esteja com as luzes internas ligadas.

Liguei do celular para 190, onde fiquei ouvindo musica por mais ou menos 1 minuto ainda andando meio que correndo para longe, quando atenderam procedi com a queixa e a descrição do casal, passamos na frente da cabina policial e não havia ninguém como esperado, a atendente  no outro lado da linha me informou que o batalhão local havia sido informado e me perguntou onde achava a que eles estariam, por se tratar de uma rua sem cruzamentos indo desembocar na rua Miguel de Frias ou continuar na praia, disse que eles deveriam estar se dirigindo para a Miguel de frias, saída mais rápida daquela região.

A adrenalina começou a baixar, e o sentimento de impotência e desgosto aflorou, pensamos no que poderíamos ter feito, em como poderíamos ter nos defendido, o cara era menor que eu e além disso eu estava segurando dois livros grandes e pesados, a menina eu poderia ter machucado bastante se não tivesse largado o pescoço quando ela foi para trás.

Pensamos então na certeza total que eles tinham, da impunidade e do estado de medo que a sociedade vive, tentaram nos assaltar apenas no “grito”, sabendo que quase certamente iríamos dar nossos objetos apenas pelo medo já enraizado no coração da classe media quando sai de suas prisões particulares a que chamam de “condomínios”, vivemos em estado de sitio, preparados para dar nossos pertences a primeira pessoa que gritar mais alto.

Enterrados em uma cultura que idolatra o banditismo, cujos filhos dos membros de suas elites vão a bailes nas favelas e elevam o funk à categoria de musica, nos perdemos, o homem culto hoje venera o pobre como cultural e como o real brasileiro em suas casas com guaritas enquanto se entorpecem com a violência embelezada proporcionada por uma mídia corrupta e sensacionalista.

Quase fui assaltado duas vezes, em duas semanas consecutivas, exatamente no mesmo local e horário, em frente a apartamentos que valem mais de um milhão de reais cada, em uma rua cujos condomínios giram em torno de 700 a 1500 reais por mês, o IPTU de 100 a 150 reais, e no entanto temos duas cabines de policia vazias, não vejo um carro de policia fazendo uma ronda depois das 23:00 há meses.

O advento das UPPs ao invés de terminar com a criminalidade apenas a movimenta e empurra, Niterói nunca foi tão violenta, morros são invadidos por facções rivais, pessoas são executadas em frente à faculdade de direito, mas aplaudimos a nova UPP do alemão, vemos mais de 300 homens armados, fugindo para uma outra favela, mas damos vivas e dizemos q triunfamos quando 10 são pegos e os outros fogem ajudados pela mesma policia que deveria prende-los.

Pela primeira vez na minha vida quero realmente ir embora, estou de saco cheio do Brasil, da porra da Globo, do caralho funk, das crianças que ouvem musica com os celulares nos ônibus sem a merda do fone, dos entregadores que falam obscenidades para as meninas que passam na rua, dos traficantes que mandam em porções das cidades, dos policiais que vão achacar as pessoas para ganhar o “cafezinho da noite” em fim quero que o Brasil se foda.

Luto todo dia pra fazer um mundo melhor para todo mundo, para melhorar a vida das pessoas, de todas as pessoas, mas estou cansando, serio, não da para tentar melhorar vendo as pessoas que detém o poder nesse país, os advogados são ridículos, mais interessados no próprio bolso que em qualquer outra coisa, os políticos corruptos e estúpidos, fazendo do planalto um circo, a mídia dança e bate palmas extraindo migalhas do povo relegado à ignorância para que seja mais fácil guiá-lo.

***

15/03/2011

O quê devo fazer com esta porcaria de blog inútil?

Estava eu no meu canto, lendo o twitter nas Barcas, quando novamente vejo pessoas defendendo a legalização do uso da maconha no Brasil. Precisamente, foi um perfil no orkut, escrito por uma pessoa até muito eloquente e educada, mas ela basicamente só sabia reclamar, apontar dedos. Em momento algum a defesa desta criatura mencionava ações construtivas para a liberação da droga no país, citava estudos clínicos, nada. Apenas a mesma ladainha de sempre - o cara que acha que tem razão, esperneando desnecessariamente na internet.

Já fiz isso aqui no meu blog. Muito. Hoje me vigio para não mais fazê-lo. Por coincidência, também hoje de manhã, logo antes de ler o twitter do maconheiro lacrimoso, pensava nas coisas que escrevo ou deixo de escrever. Uma página na internet é algo que deveria ter um objetivo, pelo menos foi assim que eu aprendi como as coisas funcionam. Blogs e redes sociais são perigosos por simplesmente permitirem que qualquer um, através da inclusão digital, compartilhem suas vidas, diários secretos e opiniões com o mundo. Que bela democracia... E que bela hipocrisia.

Então, qual seria o objetivo do meu blog? Pensei em ser "cool" e dizer que sou como o Jerry Seinfeld, que escrevo sobre o nada. Mas na verdade percebi que nem o Seinfeld fazia isso, o seriado dele era sobre cotidiano, era uma stand-up comedy encenada, logo larguei essa idéia megalomaníaca de lado imediatamente. Não escrevo mais crônicas e estas sempre foram inconsistentes e irregulares em ritmo, conteúdo e estilo. Piadas? Não, eu não consigo entender o senso de humor brasileiro, não adianta. Às vezes escrevo algo que acho hilário, mas o número de acessos no blog é ridiculamente baixo e sem comentários. Então escrevo uma baboseira qualquer e causo frisson na internet.

Percebi que não adiantam esparsos lampejos de criatividade, ela deve ser uma constante consistente. Presença através de postagens constantes também são importantes, para manter leitores atentos e ávidos por notícias. Mas continuo com o problema do conteúdo. Entretanto ainda persiste o problema do conteúdo. Se eu não devo escrever sobre o meu cotidiano e sobre a minha vida para evitar a choradeira desnecessária e a exposição pessoal, qual seria meu tema?

Neste momento olhei para trás e descobri a resposta. Eu sou meu próprio personagem, o verdadeiro misturado com uma análise em terceira pessoa. Tive uma adolescência miserável frequentando uma escola nojenta, cheia de filhinhos-de-papai e ao mesmo tempo sendo um "nerd padrão." Não seria isto suficiente? Claro, olhando para aquela época, era uma merda. Mas agora consigo lembrar de tudo com uma visão bem melhor, mais apurada, mais neutra. Até cômica.

Então, em breve, vida nova no blog.

24/02/2011

A lambança dos nerds?

Todo mundo com o mínimo de senso de humor deve lembrar da clássica série de filmes cômicos "A Vingança dos Nerds." Naqueles filmes os nerds eram criaturas muito bizarras, mas por mais incrível que pareça, o mundo real está cheio de peças similares.

Ontem aconteceu uma coisa deplorável. Estava num bar, era aniversário de um amigo. Mesa cheia, um cara mais ou menos da minha idade senta à minha frente e pergunta: "Bartô?" Bem, só a minha família me chama assim... E as pessoas da minha época de escola. A escola escrota e cheia de playboys que frequentei entre 1993 e 1996.

Apesar de normalmente me gabar da minha pouco convencional memória visual, olhei pra ele e nada. Não conseguia reconhecê-lo. O cara não disse o nome dele, o que não ajudou muito. Minha cara de interrogação deve ter sido bizarra e ele ficou visivelmente chateado. Depois de alguns desconfortáveis minutos (falei que ele sentou na minha frente? E que tinha um sidekick, o qual aparentemente eu deveria reconhecer?) tomei coragem e perguntei de qual turma ele era. Nada. Puta merda. Aí ele disse seu nome, mas nada ainda... Então completou: "você deve lembrar de mim como Jamelão."

Claro. Jamelão. Ele era um dos caras mais gente fina daquela escola nojenta. Eu era um dos nerds estigmatizados, pisados e zoados por quase todo mundo. Ele era um dos caras "legais", que independente de qualquer coisa ou categorização, sempre falou com todos e sempre foi, acima de tudo, simpático. Então imaginem, esse cara bacana, encontrar com um dos caras que ele sempre tratou bem e não ser sequer reconhecido.

Tem gente que acha que alguns nerds amadurecem e viram pessoas melhores graças às experiências duras da vida. Outros que os nerds ficam melhor com o tempo, especialmente na questão física (Patrick Dempsey é um grande exemplo). Outros acham que nerds, ao invés de superararem as mazelas do passado, se tornam babacas vingativos e amargos.

Espero que eu não seja parte do último grupo. Deve ter sido a cerveja. Foi mal aí, Jamelão.

23/02/2011

Por quê nós bebemos?

Ontem recebemos um informativo no trabalho com o título "Por quê nós ficamos bêbados?" Minha resposta imediata foi alardear: "por que nossa vida é uma merda." Rá rá rá, piadas toscas à parte, não posso falar por todos, mas no meu caso isso não é verdade.

Pra começar, sempre achei que beber quando você está deprimido ou se sentindo mal é o primeiro passo para o alcoolismo e talvez até drogas mais pesadas. Não se enganem, álcool é uma droga. Talvez a mais potente de todas, pois pode ser comprada em garrafas baratas num mercado qualquer.

Em segundo lugar, há muito tempo não fico bêbado. Até chego naquele estágio "alegrinho", com pouca sensibilidade, mas bêbado, de se arrastar, tropeçar e falar besteira, já perdi a conta de há quantos anos não fico assim. Ou melhor, eu lembro. Foi em 2004 ou 2005, mas mais do que isso, acho que nem quero saber.

Acho que não fiquei mais bêbado por que muita coisa rolou na minha vida desde lá para cá. Quando você ocupa sua mente com coisas mais importantes, a bebida vira uma companheira ocasional de bar, não é a sua melhor amiga.

Além disso nos últimos anos venho descobrindo o prazer de beber cervejas premium, algumas de marcas grandes e outras de cervejarias pequenas. O fato de que estas cervejas são meio caras incentiva a degustação e apreciação das mesmas em doses bastante moderadas.

Você que está aí fora. Lendo este texto. Você que acha que Bohemia é uma cerveja premium e que a Skol realmente desce redondo, ou que a Antarctica tem um algo a mais. Dê uma chance para uma Eisenbahn, Baden-Baden, Colorado, Dama, Dado Bier, entre muitas. Talvez assim você descubra por quê ficava bêbado e por quê eu bebo.

21/02/2011

E se o frasco de perfume for muito pequeno?

Vou contar agora uma história um tanto o quanto constrangedora. Outro dia eu estava na fila de uma lanchonete de shopping, esperando para pegar o meu lanche e o da minha esposa, quando ouvi uma bela voz feminina atrás de mim perguntar: "o senhor está na fila?" Não é comum que as pessoas se refiram a mim como senhor, decidi ser educado. Virei pra trás e não vi ninguém. Então olhei para baixo.

Era uma mulher adulta, bem formada, até bonita. Mas não devia ter mais do que um metro e vinte de altura. É. 1,2 metro. Antes que me perguntem, não, ela não era anã ou tinha nanismo. A formação óssea dela, estrutura corpórea, tudo estava no lugar e muito direitinho. Ela era uma mulher de 1,2 metro de altura, adulta e era bonita.

Fiquei chocado. Respondi um tímido "não" e fiquei sem coragem de encará-la de novo. Assim que peguei nossos lanches (ok, era no McDonald's, tá?! Satisfeitos, admiti!) contei o que aconteceu pra minha mulher e pedi que ela olhasse pra garota, pra ver que eu não estava mentindo. Obviamente ela não conseguiu achae nada no meio da multidão e a distância.

Então fiquei pensando. Com aquela altura, aquela estrutura física... Ela era algo como poderíamos imaginar, uma HOBBIT. Sim, como se recém-tirada das páginas do Senhor dos Anéis ou the O Hobbit. Isto parou na minha cabeça por uns tempos, até que tomei a coragem de relatar aqui. Sei que algumas pessoas tem fetiche por anões e anãs, mas... Esse lance por Hobbits, será que é novo? Será que um dia a beleza élfica da Liv Tyler ou da Cate Blanchett será obfuscada pelas dimensões diminutas de uma bela mulher pouco mais alta que o meu fogão?

Esse lance de sexo interracial em mundos de fantasia não deve funcionar bem.

15/02/2011

Biscoitos da sorte... Na cama (versão 2.0)

Recordar é viver. Minhas irmãs me mostraram essa brincadeira há tempos atrás, não sei quem foi que inventou, se é mania na internet, mas é realmente divertido. Ontem pedimos China in Box lá em casa e a coisa foi retomada.

Sempre que você pede comida chinesa, ganha um daqueles deliciosos biscoitinhos doces com uma mensagem bonitinha no meio (e números pra apostar na Mega Sena). Você lê a mensagem e das duas uma: ou pensa "puxa, que profundo isso, vou aplicar imediatamente na minha vida" ou então "que droga de filosofia de boteco é essa?" Mas existe uma forma completamente diferente de observar tais mensagens agora! Basta adicionar as palavras "na cama" após o final da mensagem, o que normalmente dá um novo sentido cômico à coisa toda. Às vezes você fica com uma frase que não tem nada a ver, mas em outros momentos, pode acabar colhendo versões hilárias (as quatro primeiras são novas e foram "tiradas" em biscoitos da sorte ontem de noite):


"Compreenda o valor da experiência, não aceite facilidades para progredir na cama."

"É importante manter uma atitude conscienciosa e firme na cama."

"Espere com paciência, aja com rapidez na cama."

"O progresso calmo e constante, livre de precipitação, conduz ao objetivo na cama."

"A velhice é o auge da experiência de vida na cama."

"Elimine o que é velho para trazer o novo à vida na cama."

"Não são os objetivos particulares mas os comuns que criam uma comunidade duradoura na cama."

"O pensamento positivo encaminha à alegria na cama."

"Estagnação não dura para sempre, entretanto, ela não acaba por si mesma na cama."

"Você é um poço de energia, sempre em movimento, na cama."

"Mesmo os piores momentos têm intervalos de paz na cama."

"Ao se progredir é importante não se deixar embriagar pelo êxito na cama."

"Só o tempo e o esforço trazem a competência na cama."

"Tudo o que está recomeçando merece cuidado e suavidade para que o retorno venha a florescer na cama."

"A graciosidade é necessária a toda união para que esta se realize de forma agradável e não caótica na cama."

"Os grandes espíritos dominam os revezes na cama."

"Ao beber na nascente, agradeça à fonte, na cama."

"Lute constantemente para o auto-aperfeiçoamento na cama."

"Seja orgulhoso, porém tolerante e generoso na cama."

"Aplicar as forças criativas para perseverar no bem é o melhor caminho para um sucesso pleno na cama."


E a melhor por último:


"O seu negócio assumirá amplas proporções na cama."


Agora tente você também. Na cama.

10/02/2011

A miopia funcional de Macaé

Passei os últimos dois dias em Macaé, onde pude fazer algumas ocisas e também não fazer outras. Mas isso não importa, pois envolvem o estado de saúde de terceira parte, à qual desejo pronta recuperação. O importante é a percepção da miopia funcional que impera em Macaé.

Antes que macaenses e outros defensores da "Houston Brasileira" venham me criticar, afirmo que esta mesma miopia se encontra presente no país inteiro e em outras indústrias. Na verdade, não é necessário ser muito esperto para entender que Macaé só é um exemplo muito vívido e recente na minha memória.

Encontrei com uma querida amiga e comentei o assunto, pois ela experimenta isso no dia-a-dia e também já sofreu com o mesmo na sua vida pessoal. O que aconteceu foi que eu estava almoçando sozinho anteontem e ouvi duas pessoas na mesa ao lado, conversando animadamente:

"...Então eu respondi o e-mail dele com cópia para deus e o mundo: 'eu não vou realizar o procedimento sem o formulário preenchido corretamente, pense duas vezes antes de fazer esse tipo de solicitação.' Que babaca! Assim ele vai aprender!"

"Pois é, ele tem que preencher direito o formulário pra conseguir a manutenção, assim ele se queima à toa."

Peraí. "Ele" se queima à toa? E a pessoa que escreveu a resposta grosseira e reativa? Ela não poderia ter sido mais pró-ativa e indicado com educação o caminho correto? Mas não. Esse tipo de pessoa gosta de latir desnecessariamente poeque acredita com todas suas forças que o seu trabalho, que o seu mundinho é a coisa mais importante do universo.

No meu emprego antigo era assim. Uma empresa pequena, que para regra geral apenas participava de parte de uma etapa da exploração de petróleo e gás natural. Um dia você dá alguns passos mais distantes e tenta ver o cenário completo, mas eis a surpresa: a coisa é muito maior. Você é uma pequena, diminuta engrenagem.

As pessoas odeiam ser desvalorizadas, mas é a verdade. Não interessa seu status local, seja supervisor, coordenador, gerente, direto. Você pode acreditar que é um semideus, mas às vezes simplesmente é um tôlo enganado por Zeus.

"A vida passa rápido demais" é um clichê verdadeiro. Esses míopes um dia vão perceber que passaram a vida lutando para serem os melhores em objeto inócuo. Ao olhar para trás, ninguém aprendeu as coisas com as quais sonhava na juventude, como surfar, tocar guitarra, conhecer o mundo (e por conhecer, eu digo de verdade, não apenas tirar fotos nos lugares mais famosos pra dizer que esteve lá).

Podemos dizer que alcançar nossa própria estrela é um objetivo comum a todos. O problema é que alguns giram em torno de sóis nutritivos e inspiradores, enquanto outros estão às voltas com moribundos gigantes vermelhos, à beira da destruição.

26/01/2011

O fundamentalismo nosso de cada dia

2011 mal começou e já retomamos os hábitos ruins de sempre: descumprir promessas de Ano Novo que só duram até Janeiro, reclamar dos políticos sem tomar qualquer ação verdadeiramente enérgica, assistir o Big Brother Brasil. É o mesmo xixi de gato que persistente, recusa-se a nos abandonar. E nós a ele.

Um mau hábito que tornou-se corrente no Brasil, como já era em outros países, é o fundamentalismo. Não digo que seja algo obrigatoriamente ligado à religião, mas olhem ao seu redor e me digam o contrário. A religião no Brasil tem sido o principal bastião de pessoas propensas a um comportamento radical e nocivo para a sociedade. Com mais frequência vemos igrejas de fundo-de-quintal surgindo para roubar o dinheiro suado de trabalhadores humildes em prol de obras as quais nunca tem suas contas prestadas com clareza. Mas tudo bem, afinal de contas é o trabalho "Dele".

Além da religião e talvez abastecida por esta, a sociedade está ficando mais radical. São mais casos de agressões e repressão contra homossexuais. Diabos, a eleição presidencial do ano passado, que deveria representar um avanço neste campo, foi um grande retrocesso. Demos uns vinte passos para trás sem sequer cogitar a hipótese de voltar a caminhar.

O que nos leva ao problema da política no país. Mantenho minha posição de que, até que me provem o contrário, todos os políticos são corruptos. Gostaria de ser surpreendido mais vezes com histórias de pessoas com notória vida pública que recusam-se a sujar suas mãos. Entretanto dia após dia, somente vemos sinais na direção oposta. Ontem passei boa parte do dia fazendo um treinamento sobre a lei anti-corrupção dos EUA (FCPA) e mais tarde tornei a buscar estatísticas sobre a evolução dos medidores de corrupção ou combate à mesma no Brasil. Deu vontade de chorar, sério.

Mas talvez seja parte intrínseca da nossa natureza continuar piorando, não cumprir nossos pactos pessoais e seguir caminhando com passos largos rumo ao caos. Vamos ligar a televisão, dar as mãos e ignorar.

25/01/2011

Então,

eu sei que estou sumido. Após quebrar meu recorde anual de postagens, Novembro e Dezembro foram dois meses deploráveis. Mas tenho certeza que há alguém aí fora que ainda espera para ler o que eu escrevo. I wanna believe.

Talvez por isso esteja ouvindo tanto os Ramones, referência nerd de "Arquivos X" à parte. Como ferramente de desculpa, tenho achado incrivelmente difícil escrever quando não acontece nada de novo ou quando muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo.

Se for reconfortante, recentemente descobri que o "antigo" pode ser estimulante. Relembrar coisas passadas, noites perdidas, dias que nunca aconteceram. Isso tudo, ou nada, me transformou naquilo que sou hoje em dia e consequentemente deveria carregar tudo comigo. Logo, minha fonte de inspiração não precisa ser imediata e renovável. Basta olha para o lado que ela ainda está lá.

Ou aqui.

Esperem novidades em breve.