Vou explicar uma coisa do meu cotidiano. Tenho um iPod Touch com cerca de 12 GB de músicas variadas. Os estilos são os mais diversos, indo desde Ella Fitzgerald até Death (ou de "A" de "AC/DC" até "Z" de "ZZ Top". Todo dia acordo, tomo banho me arrumo e pego um ônibus até a Estação de Barcas Niterói-Rio.
A música que ouço logo no início do dia ajuda a ditar meu ritmo. Normalmente começo o dia ouvindo Secos e Molhados, Yardbirds ou Supertramp no ônibus. Aí chego nas barcas, que é mais confusa e apertada que o ônibus, mudo para Black Sabbath, Whitesnake, Guns'n'Roses, Savatage. Quando a barca chega ao Rio de Janeiro, é aquela correria para sair e ainda tenho que andar 10 a 15 minutos até o prédio da minha empresa. Neste momento, a música vira para o Exodus, Testament, Megadeth ou Cacophony.
Este é um dia normal. Ontem foi diferente. Eu estava ouvindo Cream.
Eu tinha ensaio com a Overdrive Box marcado em Niterói às 20:00 hrs. Saí do trabalho às 18:00 hrs e em 10 minutos cheguei à Estação de Barcas Rio-Niterói. Tranquilo, daria tempo sem problemas, mas algo de estranho estava acontecendo. Mesmo sendo uma quarta-feira, dia movimentado da semana, as barcas não estavam saindo com a regularidade normal, demorando cerca de 30 minutos para embarcar as pessoas (representantes das Barcas S/A juram de pés juntos que não esperavam tanto movimento ontem - seriam eles mentirosos de cara lavada ou apenas inocentes tolinhos?).
Neste momento começei a ouvir Black Label Society.
As filas na Praça XV viraram uma coisa monstruosa e caótica, então os populares começaram com os gritos de "pula, pula, pula" (N.T.: "pulem as roletas"). Até aí tudo normal, apenas mais um dia com filas longas e pessoas impacientes. Só que desta vez as pessoas decidiram cumprir com o desejo popular e começaram a pular as roletas e catracas. Rapidamente os gritos de "pula" viraram "quebra, quebra, quebra", sendo prontamente atendidos. Extintores de incêndio arrancados das paredes foram usados para quebrar uma porta de vidro. Um banco rebitado no chão foi arrancado também e erguido pela turba enfurecida. As pessoas se empurravam. Não havia mais ordem.
Mudei a música para o glorioso Death, do Chuck Schuldiner.
Após muito empurra-empurra consegui entrar na estação. Todas as pessoas estavam pulando as roletas ou passando por baixo das mesmas, mas eu não - passei meu cartão e paguei a passagem. Lá dentro pude avaliar a situação, que realmente era ruim. Os poucos seguranças das Barcas S/A olhavam ao seu redor com nada além de desalento e impotência no rosto. Um deles me viu pagando a passagem e até pareceu achar isso engraçado - uma ilha de civilidade em meio à barbárie, talvez? Ou ele só pensou que eu era mais otário que os outros? Prefiro a primeira hipótese.
Satisfeita a curiosidade de ver a estação por dentro, me posicionei perto do deque de atracação da barca num lugar seguro onde, mesmo com as pessoas correndo e se empurrando, eu sabia que não seria arremessado ao mar. A barca, que finalmente tinha chegado e atracado, não abriu suas portas e retornou para Niterói, o que é plenamente compreensível. A vida das 1200 pessoas que entrariam na barca são responsabilidade do Capitão/Comandante da mesma. Ao invés de encontrar as 1200 pessoas de sempre, o cara vê uma estação invadida por quase 2000 pessoas com a mesma quantidade de raivosos do lado de fora. Se por acaso alguém que estiver lendo isto aqui também esteva nas estação de barcas do Rio ontem xingou o comandante em questão, pense de novo. Ele pode ter, na verdade, salvado muitas vidas.
No fim das contas e em meio à toda a confusão encontrei com Sorriso, um bom amigo meu. Ele me convenceu a sair dali e tomar uma cerveja enquanto esperávamos a confusão se acalmar, sugestão que decidi acatar. Perdi o ensaio, perdi dinheiro, perdi tempo. Mas pelo menos não tive que mudar a música no iPod para Brujeria.
P.S.1: Para quem quiser mais informações, um relato menos pessoal e com certeza muito menos musical pode ser encontrado aqui:
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/04/08/tumulto-longas-filas-na-estacao-das-barcas-na-praca-quinze-755197183.asp
P.S.2: as Barcas S/A eram alvo de CPI de um petista, agora viraram caso de Polícia. Só quero deixar claro para os incautos que não concordo com o vandalismo praticado ontem e nem incentivo isto - mas os administradores da concessionária mereceram o que aconteceu. É algo meramente kármico: tudo o que você faz um dia se volta contra você mesmo. A falta de respeito com o consumidor/cliente acabou gerando isso.
P.S.3: anotem aí, o próximo alvo da Turba Raivosa será o Metrô-Rio, sentido Zona Norte, no horário do rush. Só que dessa vez as pessoas vai cair ou ser jogadas nos trilhos eletrificados, vai ser uma beleza só - churrasquinho na chapa, um Top 10 na lista dos lazeres gastronômicos populares prediletos do povo Brasileiro.
P.S.4: don't you listen to fools; The Mob Rules!!!
09/04/2009
09/03/2009
Wear Sunglasses
Muitos de vocês devem lembrar daquele video que começou a rolar na internet por volta de 2002 ou 2003, intitulado "Wear Sunscreen". Anos atrás eu escrevi minha própria versão parodiada do texto, chamada "Wear Sunglasses", na esperança que algum dia seria capaz de editar vídeos e fazer um clipe que seria visto por milhões de pessoas naquilo que hoje em dia é o YouTube - e todo mundo riria, seria legal, mas no mundo real eu não tenho nem saco para fazer isso; logo me atenho a escrever.
Wear sunglasses.
If I could offer you only one tip for the present, sunglasses would be it. The short-term benefits of sunglasses during a hangover have been proved by junkies, whereas the rest of my advice has no basis more reliable than my own night-time roving experience. I will give this advice now.
Enjoy the power and beauty of sex. Oh, never mind. You will not understand the power and beauty of sex until you fail. But trust me, in 20 years, you'll look back at photos of the chicks and guys you had and recall in a way you can't grasp now how much possibility of getting laid you had and how fabulous sex really looked. You are not as vigorous as you imagine.
Don't worry about your liver. Or worry, but know that worrying is as effective as trying to drink a double scotch after a couple of tequila shots. The real troubles in your life are apt to drink things that have never crossed your sick throat, the kind that makes you blackout at 4pm on some idle Tuesday.
Do one thing every day that excites you.
Swing.
Always be sarcastic with other people's feelings. And if anyone is sarcastic with your own feelings, just kick their sorry asses.
Orgies.
Don't waste your time in queues. Sometimes you're ahead, sometimes you're behind. The queue is long and, in the end, there's only a dirty toilet or some dude selling beer.
Be proud of the compliments you receive. Fuck the insults. If you succeed in doing this, fuck you too.
Make a bonfire with your old love letters. Shove your old bank statements down the throat of people you don't like at all just for the fun of doing it.
Shrek.
Don't feel bad if you don't know what you want to do with your fucking life. The most interesting-looking chicks I knew didn't know at 22 what they wanted to do with their lives. Some of the most interesting 40-year-old-chicks are not still as hot today as they used to be at 22.
Get plenty of fun. Be kind to your knees. If you like to blow other people's johnsons, you'll miss them when they're gone. Please remember that this is not my kind of thing.
Maybe you'll die, maybe you won't. Maybe you'll be blessed with the gift of immortality, maybe you won't. Maybe you'll die at 40, maybe you'll dance some techno-beat on your 75th anniversary. Whatever you do, don't push yourself too much, or beat yourself either. Your choices are half chance. Either you die, or someone kills you.
Enjoy your body. Use it every way you can. Don't be afraid of it or of what other people think of it. It might lead you straight to jail, but there are some guys or ladies there that will enjoy your body as much as you do.
Trance, even if you have nothing more than some aspirins and bad vodka.
Have a medical prescription, even if you don't follow it.
Do not read porn magazines. They will only make you feel horny.
Watch your parents. You never know when they'll be gone to buy some food. Be kind to your siblings. They might always have some good-looking chick or guy with whom you might score.
Understand that friends come and go, but try to hang out more with the ones that practise friendly sex. Work hard to fill the gaps in the Kama Sutra and junkie-lifestyle, because the older you get, the more you need people to help you doing it so.
Live in New York City once, but leave before some islamic extremist explodes it. Live in Northern California once, but leave before some gigantic tsunami-wave swallows it. Travel a lot, seriously. It's safer than staying still.
Accept certain inalienable truths about alcohol: Prices will rise. Politicians will drink. You, too, will drink it. And when you do, you'll fantasize that when you had a liver, prices were reasonable, politicians were sober and children respected their elders.
Have children ever respected their elders? Nay...
Don't expect anyone else to withstand you. Maybe you're a sick bastard. Maybe you'll have a Ferrari or a Porsche. But you never know when either one might run out of gas.
Don't mess too much with your hair or by the time you're 40 you'll have a permanent mohawk hair cut.
Be careful whose stuff you buy, but be patient with those who supply it. Drinking is a form of nostalgia. Dispensing it is a way of digging your own way into a sanitarium, shaving yourself entirely, covering your private ugly parts with butter and recycling it for more than just food.
But trust me on the sunglasses.
Wear sunglasses.
If I could offer you only one tip for the present, sunglasses would be it. The short-term benefits of sunglasses during a hangover have been proved by junkies, whereas the rest of my advice has no basis more reliable than my own night-time roving experience. I will give this advice now.
Enjoy the power and beauty of sex. Oh, never mind. You will not understand the power and beauty of sex until you fail. But trust me, in 20 years, you'll look back at photos of the chicks and guys you had and recall in a way you can't grasp now how much possibility of getting laid you had and how fabulous sex really looked. You are not as vigorous as you imagine.
Don't worry about your liver. Or worry, but know that worrying is as effective as trying to drink a double scotch after a couple of tequila shots. The real troubles in your life are apt to drink things that have never crossed your sick throat, the kind that makes you blackout at 4pm on some idle Tuesday.
Do one thing every day that excites you.
Swing.
Always be sarcastic with other people's feelings. And if anyone is sarcastic with your own feelings, just kick their sorry asses.
Orgies.
Don't waste your time in queues. Sometimes you're ahead, sometimes you're behind. The queue is long and, in the end, there's only a dirty toilet or some dude selling beer.
Be proud of the compliments you receive. Fuck the insults. If you succeed in doing this, fuck you too.
Make a bonfire with your old love letters. Shove your old bank statements down the throat of people you don't like at all just for the fun of doing it.
Shrek.
Don't feel bad if you don't know what you want to do with your fucking life. The most interesting-looking chicks I knew didn't know at 22 what they wanted to do with their lives. Some of the most interesting 40-year-old-chicks are not still as hot today as they used to be at 22.
Get plenty of fun. Be kind to your knees. If you like to blow other people's johnsons, you'll miss them when they're gone. Please remember that this is not my kind of thing.
Maybe you'll die, maybe you won't. Maybe you'll be blessed with the gift of immortality, maybe you won't. Maybe you'll die at 40, maybe you'll dance some techno-beat on your 75th anniversary. Whatever you do, don't push yourself too much, or beat yourself either. Your choices are half chance. Either you die, or someone kills you.
Enjoy your body. Use it every way you can. Don't be afraid of it or of what other people think of it. It might lead you straight to jail, but there are some guys or ladies there that will enjoy your body as much as you do.
Trance, even if you have nothing more than some aspirins and bad vodka.
Have a medical prescription, even if you don't follow it.
Do not read porn magazines. They will only make you feel horny.
Watch your parents. You never know when they'll be gone to buy some food. Be kind to your siblings. They might always have some good-looking chick or guy with whom you might score.
Understand that friends come and go, but try to hang out more with the ones that practise friendly sex. Work hard to fill the gaps in the Kama Sutra and junkie-lifestyle, because the older you get, the more you need people to help you doing it so.
Live in New York City once, but leave before some islamic extremist explodes it. Live in Northern California once, but leave before some gigantic tsunami-wave swallows it. Travel a lot, seriously. It's safer than staying still.
Accept certain inalienable truths about alcohol: Prices will rise. Politicians will drink. You, too, will drink it. And when you do, you'll fantasize that when you had a liver, prices were reasonable, politicians were sober and children respected their elders.
Have children ever respected their elders? Nay...
Don't expect anyone else to withstand you. Maybe you're a sick bastard. Maybe you'll have a Ferrari or a Porsche. But you never know when either one might run out of gas.
Don't mess too much with your hair or by the time you're 40 you'll have a permanent mohawk hair cut.
Be careful whose stuff you buy, but be patient with those who supply it. Drinking is a form of nostalgia. Dispensing it is a way of digging your own way into a sanitarium, shaving yourself entirely, covering your private ugly parts with butter and recycling it for more than just food.
But trust me on the sunglasses.
05/03/2009
Crônica Aleatória: Duas pelo preço de uma
Visita ao Inferno
- Oi filhão.
- Pai? O que diabos você está fazendo aqui?
- Resolvi fazer uma pequena visita.
- Mas você me expulsou de casa há milênios atrás!
- Sabe como funciona a coisa, né? Eu sou o Todo-Poderoso, Misericordioso... Ora, eu não posso perdoar meu próprio filho?
- Só que desse jeito você está atrapalhando meus negócios... Estamos no inferno!
- Eu quis fazer uma surpresa.
- Mas meus súditos podem não gostar... Você há de convir que ver Deus caminhando por aqui não é algo muito corriqueiro, certo? Inédito, talvez?
- Ah Lúcio, dê um desconto para os pobres coitados...
- É Lúcifer! Já falei que meu nome é Lúcifer!!!
- Tsc tsc... Você jovens são tão rebeldes...
- Corta o papo e conta logo porque você veio aqui embaixo.
- Bem, estamos com alguns problemas. Aparentemente o eixo da ordem natural das coisas está se desequilibrando.
- E o que eu tenho a ver com isso?
- Você está recrutando almas demais.
- Não é minha culpa se só eu sei trabalhar direito por aqui né? Durma com essa, pai...
- Tudo bem, eu te perdôo.
- Você sempre tem que ter a última palavra, não?
- Lúcio, eu sou A Palavra.
- Se você não parar de me chamar assim, eu não quero saber de conversa.
- Tá bom... Lúcifer...
- Vamos lá. Diga o que você tem em mente.
- O inferno está recrutando almas demais nos últimos dois séculos. Isso causou um grande desequilíbrio, e pode acabar destruindo o mundo. E nós dois não gostaríamos nada disso, certo?
- Estou ouvindo.
- A proposta é a seguinte. Pare de trazer almas para o inferno durante algum tempo, e quando o céu tiver tantas almas quanto há aqui embaixo, você volta à ativa.
- Ah... Não dá para acreditar. Você quer que eu tire férias, é isso? Mas você sabe que eu não vivo sem meu trabalho!
- Considere isso como um favor por todas as guerras que você conseguiu instigar no último milênio, filho.
- Isso foi legal.
- Não foi não! Você jogou a culpa de quase todas elas em cima de mim!
- E isso foi melhor ainda.
- Coloque uma coisa na sua cabeça: a menos que nós dois façamos alguma coisa, tudo vai acabar.
- Hum... E na sua mente onipresente, qual seria a desculpa que a humanidade receberia para essa "interrupção" das minhas atividades?
- Eu pensei em algo novo, completamente inédito: que tal a paz na terra?
- Paz na terra?
- Sim, paz total. Igualdade entre os homens, fraternidade entre as nações. Nada de disputas territoriais, econômicas... E também podemos acabar com a fome e a miséria!
- Ah, você bem gostaria disso, né?
- Não nego que adoraria ver tudo na terra funcionando bem. Mas é apenas temporário, o desequilíbrio para o Meu lado também destruiria o mundo.
- Não esqueça de que eu recruto minhas almas de outras formas mais sutis. Especialmente num mundo onde tudo funciona perfeitamente, a luxúria vai prevalecer.
- Sim, eventualmente algumas almas virão para o inferno. Mas essas você pode deixar aos cuidados dos seus lacaios, certo?
- Eu tenho muitos lacaios. Demônios malditos. E são muito mais espertos e trabalhadores que qualquer um dos seus estúpidos anjos.
- Não vou discutir isso. O nosso objetivo é que apenas você fique fora de ação. Afinal de contas, você é o melhor adversário que um Deus como eu poderia ter... E sabe fazer seu serviço como ninguém.
- Eu me orgulho muito disso, sabia? É o meu pecado favorito!
- Não tenho dúvidas. Então? Vais considerar minha proposta?
- Vou pensar um pouco nela... E te envio um mensageiro alado quando tiver uma resposta.
- Por favor, mande um que não tenha cheiro de enxofre muito forte. Acabei de mandar limpar o céu e isso seria meio desagradável.
- Tá bom pai. É melhor ir agora, as pessoas estão nos olhando.
- Você sente vergonha de mim, filho?
- Claro que não. Eu só te odeio. Meus súditos vão achar que a ordem do inferno está mudando e daqui a pouco vão pedir para terem suas torturas e tormentos eternos aliviados.
- Tudo bem, vou embora agora. Algum recado para alguém que esteja lá em cima?
- Não... Quase todas as pessoas interessantes estão aqui comigo.
- Tudo bem filho. Tenha um bom dia e fique Comigo!
- Argh... Me esqueci que você adora essa piada estúpida...
Visita ao Paraíso
- Oi Pai.
- Lúcio! Você está atrasado! Mas seja bem vindo ao Paraíso.
- Em primeiro lugar, eu sou a visita aqui agora. Em segundo lugar, volto para o inferno imediatamente se você continuar me chamando desse nome estúpido.
- Dê graças a Mim que o seu nome não seja Luciomar.
- Você teria feito isso quando eu nasci?
- Não dizem que Deus possui um senso de humor bem sarcástico?
- Estou indo, adeus.
- Não, espere... Lúc...ifer. Vamos conversar. Quer dizer que você aceita o acordo para tirar umas férias temporárias?
- Sim. Vou fechar os portões do inferno durante algumas centenas de anos e parar de assediar almas humanas.
- E já decidiu para onde vais viajar?
- Não sei ainda... Palestina talvez, Iraque ou Rio de Janeiro... Qualquer lugar onde eu me sinta em casa.
- Seu diabinho... Bem. Basta assinar aqui então, e a papelada será enviada para a gerência de Recursos Humanos da Sagrada e Ancestral Congregação da Ordem Universal.
- S.A.C.O.U.?
- Eu não gosto dessas gírias, filho...
- Você vai enviar a papelada para a S.A.C.O.U., seu velho decrépito?
- Oh sim... É, a falta de atividade aqui em cima está me deixando meio enferrujado...
- Antes de assinar, tenho que esclarecer algumas dúvidas. Existem muitos dos meus lacaios na terra. Quem vai cuidar de todos durante a minha ausência?
- Não há problema, eu assumo essa responsabilidade.
- Ah é? E o que você vai fazer com o meus roqueiros e metaleiros? Vai enfiá-los em ternos e forçar todos a cantar músicas do Agnaldo Rayol?
- Ora, o Agnaldo tem uma voz divina...
- Isso mostra o seu mau gosto musical. Diga apenas um bom músico que você tenha patrocinado, em toda a eternidade?
- Johann Sebastian Bach. Ele me adorava, literalmente.
- Ok... E que tal Niccolò Paganini? Eu o patrocinei.
- Tá vendo um homem naquela nuvenzinha à sua esquerda? Ele se chama Ludwig van Beethoven.
- Jimi Hendrix era meu chapa!
- John Lennon usava drogas mas era um bom rapaz e está aqui também.
- Ozzy Osbourne é um dos meus!
- O Ozzy ainda está vivo meu filho...
- Mas nem parece. Vê como eu faço meu trabalho bem?
- Qual é o seu ponto, afinal de contas?
- Eu quero que meus súditos, ou futuros súditos, tenham seu direito de liberdade de expressão garantidos. É imperativo que suas crenças e gostos sejam aceitos aqui em cima também.
- Ah filho, isso vai ser meio difícil... Imagine a bagunça que vai virar o Paraíso?
- Se vira, Deus.
- Você sabe que eu sofro de insônia. Se isso aqui ficar cheio de gente berrando, tocando guitarra, buzinando, fazendo... Aquilo-que-você-sabe-muito-bem-o-quê-é...
- Sexo?
- Shhh... Não fale essa palavra alto por aqui...
- Qual palavra, SEXO?
- É, isso aí. A população residente pode se lembrar de como era bom e querer fazer de novo.
- E qual é o problema das pessoas quererem fazer SEXO?
- Ora, você sabe o que dizem... Os anjos não tem sexo... E todos que vêm para cá viram anjinhos com asinhas e auréolas douradas.
- Deixe de ser hipócrita... Eu era um anjo e tenho sexo sim. E é bem grande, vou até mostrar para aquela gracinha de anjinha que está passando ali. Neném? Psiu? Olha aqui pro papai...
- Pare de assediar a Joana D'Arc, Lúcifer!
- Bem que eu lembrava dela de algum lugar...
- Ok, eu aceito. Vou criar uma área de recreação especial aqui no Paraíso, quem quiser realizar atividades... Mundanas... Poderá se encaminhar para lá.
- Sério?
- Palavra de Deus.
- Então onde é que eu assino?
- Aqui... E aqui... Aqui também... Aqui é só rubricar... Pronto. Se sente mais leve?
- Já me sinto entediado... Posso ficar aqui por uns tempos, até me acostumar com a idéia?
- Não!
- Ah, qual é?! Só por umas décadas, paizão...
- Não, não e não. Que espécie de influência negativa você teria aqui neste lugar?
- Mas eu estou com saudades de casa...
- É sério filho?
- Não, eu estou mentindo. Vê? Já estou com vontade de trabalhar de novo.
- Tá bom, pode ficar então... Mas é só por duas décadas, ok?
- Prometo que não vou criar problemas.
- Posso acreditar na sua palavra?
- Não.
- Você é incorrigível, Lúcifer.
- Mas se você me apresentar àquela senhorita ali talvez eu me comporte um pouquinho, Deus...
- Não acredito que vou fazer isso... Ei, você pode vir aqui rapidinho, Joana?
- Oi filhão.
- Pai? O que diabos você está fazendo aqui?
- Resolvi fazer uma pequena visita.
- Mas você me expulsou de casa há milênios atrás!
- Sabe como funciona a coisa, né? Eu sou o Todo-Poderoso, Misericordioso... Ora, eu não posso perdoar meu próprio filho?
- Só que desse jeito você está atrapalhando meus negócios... Estamos no inferno!
- Eu quis fazer uma surpresa.
- Mas meus súditos podem não gostar... Você há de convir que ver Deus caminhando por aqui não é algo muito corriqueiro, certo? Inédito, talvez?
- Ah Lúcio, dê um desconto para os pobres coitados...
- É Lúcifer! Já falei que meu nome é Lúcifer!!!
- Tsc tsc... Você jovens são tão rebeldes...
- Corta o papo e conta logo porque você veio aqui embaixo.
- Bem, estamos com alguns problemas. Aparentemente o eixo da ordem natural das coisas está se desequilibrando.
- E o que eu tenho a ver com isso?
- Você está recrutando almas demais.
- Não é minha culpa se só eu sei trabalhar direito por aqui né? Durma com essa, pai...
- Tudo bem, eu te perdôo.
- Você sempre tem que ter a última palavra, não?
- Lúcio, eu sou A Palavra.
- Se você não parar de me chamar assim, eu não quero saber de conversa.
- Tá bom... Lúcifer...
- Vamos lá. Diga o que você tem em mente.
- O inferno está recrutando almas demais nos últimos dois séculos. Isso causou um grande desequilíbrio, e pode acabar destruindo o mundo. E nós dois não gostaríamos nada disso, certo?
- Estou ouvindo.
- A proposta é a seguinte. Pare de trazer almas para o inferno durante algum tempo, e quando o céu tiver tantas almas quanto há aqui embaixo, você volta à ativa.
- Ah... Não dá para acreditar. Você quer que eu tire férias, é isso? Mas você sabe que eu não vivo sem meu trabalho!
- Considere isso como um favor por todas as guerras que você conseguiu instigar no último milênio, filho.
- Isso foi legal.
- Não foi não! Você jogou a culpa de quase todas elas em cima de mim!
- E isso foi melhor ainda.
- Coloque uma coisa na sua cabeça: a menos que nós dois façamos alguma coisa, tudo vai acabar.
- Hum... E na sua mente onipresente, qual seria a desculpa que a humanidade receberia para essa "interrupção" das minhas atividades?
- Eu pensei em algo novo, completamente inédito: que tal a paz na terra?
- Paz na terra?
- Sim, paz total. Igualdade entre os homens, fraternidade entre as nações. Nada de disputas territoriais, econômicas... E também podemos acabar com a fome e a miséria!
- Ah, você bem gostaria disso, né?
- Não nego que adoraria ver tudo na terra funcionando bem. Mas é apenas temporário, o desequilíbrio para o Meu lado também destruiria o mundo.
- Não esqueça de que eu recruto minhas almas de outras formas mais sutis. Especialmente num mundo onde tudo funciona perfeitamente, a luxúria vai prevalecer.
- Sim, eventualmente algumas almas virão para o inferno. Mas essas você pode deixar aos cuidados dos seus lacaios, certo?
- Eu tenho muitos lacaios. Demônios malditos. E são muito mais espertos e trabalhadores que qualquer um dos seus estúpidos anjos.
- Não vou discutir isso. O nosso objetivo é que apenas você fique fora de ação. Afinal de contas, você é o melhor adversário que um Deus como eu poderia ter... E sabe fazer seu serviço como ninguém.
- Eu me orgulho muito disso, sabia? É o meu pecado favorito!
- Não tenho dúvidas. Então? Vais considerar minha proposta?
- Vou pensar um pouco nela... E te envio um mensageiro alado quando tiver uma resposta.
- Por favor, mande um que não tenha cheiro de enxofre muito forte. Acabei de mandar limpar o céu e isso seria meio desagradável.
- Tá bom pai. É melhor ir agora, as pessoas estão nos olhando.
- Você sente vergonha de mim, filho?
- Claro que não. Eu só te odeio. Meus súditos vão achar que a ordem do inferno está mudando e daqui a pouco vão pedir para terem suas torturas e tormentos eternos aliviados.
- Tudo bem, vou embora agora. Algum recado para alguém que esteja lá em cima?
- Não... Quase todas as pessoas interessantes estão aqui comigo.
- Tudo bem filho. Tenha um bom dia e fique Comigo!
- Argh... Me esqueci que você adora essa piada estúpida...
Visita ao Paraíso
- Oi Pai.
- Lúcio! Você está atrasado! Mas seja bem vindo ao Paraíso.
- Em primeiro lugar, eu sou a visita aqui agora. Em segundo lugar, volto para o inferno imediatamente se você continuar me chamando desse nome estúpido.
- Dê graças a Mim que o seu nome não seja Luciomar.
- Você teria feito isso quando eu nasci?
- Não dizem que Deus possui um senso de humor bem sarcástico?
- Estou indo, adeus.
- Não, espere... Lúc...ifer. Vamos conversar. Quer dizer que você aceita o acordo para tirar umas férias temporárias?
- Sim. Vou fechar os portões do inferno durante algumas centenas de anos e parar de assediar almas humanas.
- E já decidiu para onde vais viajar?
- Não sei ainda... Palestina talvez, Iraque ou Rio de Janeiro... Qualquer lugar onde eu me sinta em casa.
- Seu diabinho... Bem. Basta assinar aqui então, e a papelada será enviada para a gerência de Recursos Humanos da Sagrada e Ancestral Congregação da Ordem Universal.
- S.A.C.O.U.?
- Eu não gosto dessas gírias, filho...
- Você vai enviar a papelada para a S.A.C.O.U., seu velho decrépito?
- Oh sim... É, a falta de atividade aqui em cima está me deixando meio enferrujado...
- Antes de assinar, tenho que esclarecer algumas dúvidas. Existem muitos dos meus lacaios na terra. Quem vai cuidar de todos durante a minha ausência?
- Não há problema, eu assumo essa responsabilidade.
- Ah é? E o que você vai fazer com o meus roqueiros e metaleiros? Vai enfiá-los em ternos e forçar todos a cantar músicas do Agnaldo Rayol?
- Ora, o Agnaldo tem uma voz divina...
- Isso mostra o seu mau gosto musical. Diga apenas um bom músico que você tenha patrocinado, em toda a eternidade?
- Johann Sebastian Bach. Ele me adorava, literalmente.
- Ok... E que tal Niccolò Paganini? Eu o patrocinei.
- Tá vendo um homem naquela nuvenzinha à sua esquerda? Ele se chama Ludwig van Beethoven.
- Jimi Hendrix era meu chapa!
- John Lennon usava drogas mas era um bom rapaz e está aqui também.
- Ozzy Osbourne é um dos meus!
- O Ozzy ainda está vivo meu filho...
- Mas nem parece. Vê como eu faço meu trabalho bem?
- Qual é o seu ponto, afinal de contas?
- Eu quero que meus súditos, ou futuros súditos, tenham seu direito de liberdade de expressão garantidos. É imperativo que suas crenças e gostos sejam aceitos aqui em cima também.
- Ah filho, isso vai ser meio difícil... Imagine a bagunça que vai virar o Paraíso?
- Se vira, Deus.
- Você sabe que eu sofro de insônia. Se isso aqui ficar cheio de gente berrando, tocando guitarra, buzinando, fazendo... Aquilo-que-você-sabe-muito-bem-o-quê-é...
- Sexo?
- Shhh... Não fale essa palavra alto por aqui...
- Qual palavra, SEXO?
- É, isso aí. A população residente pode se lembrar de como era bom e querer fazer de novo.
- E qual é o problema das pessoas quererem fazer SEXO?
- Ora, você sabe o que dizem... Os anjos não tem sexo... E todos que vêm para cá viram anjinhos com asinhas e auréolas douradas.
- Deixe de ser hipócrita... Eu era um anjo e tenho sexo sim. E é bem grande, vou até mostrar para aquela gracinha de anjinha que está passando ali. Neném? Psiu? Olha aqui pro papai...
- Pare de assediar a Joana D'Arc, Lúcifer!
- Bem que eu lembrava dela de algum lugar...
- Ok, eu aceito. Vou criar uma área de recreação especial aqui no Paraíso, quem quiser realizar atividades... Mundanas... Poderá se encaminhar para lá.
- Sério?
- Palavra de Deus.
- Então onde é que eu assino?
- Aqui... E aqui... Aqui também... Aqui é só rubricar... Pronto. Se sente mais leve?
- Já me sinto entediado... Posso ficar aqui por uns tempos, até me acostumar com a idéia?
- Não!
- Ah, qual é?! Só por umas décadas, paizão...
- Não, não e não. Que espécie de influência negativa você teria aqui neste lugar?
- Mas eu estou com saudades de casa...
- É sério filho?
- Não, eu estou mentindo. Vê? Já estou com vontade de trabalhar de novo.
- Tá bom, pode ficar então... Mas é só por duas décadas, ok?
- Prometo que não vou criar problemas.
- Posso acreditar na sua palavra?
- Não.
- Você é incorrigível, Lúcifer.
- Mas se você me apresentar àquela senhorita ali talvez eu me comporte um pouquinho, Deus...
- Não acredito que vou fazer isso... Ei, você pode vir aqui rapidinho, Joana?
04/03/2009
Contrato de Namoro
O Famigerado contrato de namoro. Já é a quarta vez que publico o texto que está em sua terceira revisão. Eventualmente sempre me aparece um incauto pedindo para usá-lo e normalmente eu nego: todas as histórias que o envolvem são trágicas, portanto não recomendo que ele seja usado. Sério. Nunca. Mas como toda boa lenda urbana, é legal lembrar dele, especialmente neste frio do verão carioca, bebendo um chocolate quente debaixo das cobertas.
Loucura? Não, são as cicatrizes deixadas pelo Contrato...
CONTRATO DE CONCESSÃO DE NAMORO
Por meio deste, o SUPLICANTE adquire totais direitos e deveres de NAMORO sobre a citada CONCESSORA, pelo período de 3 (três) anos, em regime de Separação Total de Bens. A CONCESSORA retém todos os seus direitos anteriores ao contrato, apenas cedendo ao SUPLICANTE a condição de "namorado" exclusivo e único. São obrigações do SUPLICANTE para que o contrato seja válido:
1) Ser carinhoso em período integral com a CONCESSORA;
2) Ser totalmente fiel com a CONCESSORA, jamais celebrando contrato de NAMORO, NOIVADO, CASAMENTO, OLHADA, FICADA e CASUS SORDIDUS com qualquer outra mulher, homem, ou qualquer forma de vida baseada em Carbono;
3) Dedicar total atenção à CONCESSORA, porém sem cometer excessos, limitando-se a até 1 (uma) visita ao lar da acima citada por dia e a 2 (dois) encontros casuais por dia;
4) Dedicar-se ao estudo acadêmico e intelectual, de forma que suas faculdades mentais não se tornem obsoletas ou sem uso;
5) Encarar a vida e a sociedade com bom humor, comprometendo-se a fazer pelo menos 3 (três) piadas mordazes e sarcásticas por semana;
6) Abdicar e renegar totalmente à forma de expressão artística conhecida como"Pagode Romântico" "Forró Universitário" "Sertanejo Universitário" [texto alterado];
7) Abdicar e renegar totalmente a qualquer tipo de vídeo, revista ou material de conteúdo pornográfico e/ou erótico;
8) Aceitar e tolerar plenamente a religião/ideologia/filosofia da CONCESSORA, renegando e abdicando a qualquer religião/ideologia/filosofia que teria sido seguida antes da celebração do contrato e diretamente contrária à da CONCESSORA;
9) Aceitar a constante presença dos amigos e amigas da CONCESSORA,limitando-se a 1 (uma) cena de ciúmes por mês, e 1 (uma) cena de ciúmes extremos por semestre eximindo-se de quaisquer cenas de cíumes [texto alterado];
10) Após o período de 3 (três) anos de contrato de NAMORO, obriga-se o SUPLICANTE a apresentar proposta de contrato de NOIVADO, o qual anulará imediatamente o atual contrato de NAMORO. É obrigatória a presença da cláusula de CASAMENTO no contrato de NOIVADO, com a prescrição máxima de 3 (três) anos após o início deste, a qual anulará todos os contratos celebrados anteriormente pelo SUPLICANTE e pela CONCESSORA;
Ambos os CONTRATANTES concordam com os citados termos e celebram hoje, na presença de 2 (duas) testemunhas, a firmação deste contrato de NAMORO.
Loucura? Não, são as cicatrizes deixadas pelo Contrato...
CONTRATO DE CONCESSÃO DE NAMORO
Por meio deste, o SUPLICANTE adquire totais direitos e deveres de NAMORO sobre a citada CONCESSORA, pelo período de 3 (três) anos, em regime de Separação Total de Bens. A CONCESSORA retém todos os seus direitos anteriores ao contrato, apenas cedendo ao SUPLICANTE a condição de "namorado" exclusivo e único. São obrigações do SUPLICANTE para que o contrato seja válido:
1) Ser carinhoso em período integral com a CONCESSORA;
2) Ser totalmente fiel com a CONCESSORA, jamais celebrando contrato de NAMORO, NOIVADO, CASAMENTO, OLHADA, FICADA e CASUS SORDIDUS com qualquer outra mulher, homem, ou qualquer forma de vida baseada em Carbono;
3) Dedicar total atenção à CONCESSORA, porém sem cometer excessos, limitando-se a até 1 (uma) visita ao lar da acima citada por dia e a 2 (dois) encontros casuais por dia;
4) Dedicar-se ao estudo acadêmico e intelectual, de forma que suas faculdades mentais não se tornem obsoletas ou sem uso;
5) Encarar a vida e a sociedade com bom humor, comprometendo-se a fazer pelo menos 3 (três) piadas mordazes e sarcásticas por semana;
6) Abdicar e renegar totalmente à forma de expressão artística conhecida como
7) Abdicar e renegar totalmente a qualquer tipo de vídeo, revista ou material de conteúdo pornográfico e/ou erótico;
8) Aceitar e tolerar plenamente a religião/ideologia/filosofia da CONCESSORA, renegando e abdicando a qualquer religião/ideologia/filosofia que teria sido seguida antes da celebração do contrato e diretamente contrária à da CONCESSORA;
9) Aceitar a constante presença dos amigos e amigas da CONCESSORA,
10) Após o período de 3 (três) anos de contrato de NAMORO, obriga-se o SUPLICANTE a apresentar proposta de contrato de NOIVADO, o qual anulará imediatamente o atual contrato de NAMORO. É obrigatória a presença da cláusula de CASAMENTO no contrato de NOIVADO, com a prescrição máxima de 3 (três) anos após o início deste, a qual anulará todos os contratos celebrados anteriormente pelo SUPLICANTE e pela CONCESSORA;
Ambos os CONTRATANTES concordam com os citados termos e celebram hoje, na presença de 2 (duas) testemunhas, a firmação deste contrato de NAMORO.
01/02/2009
ES-ADOF, "O" Jogo
Muitos anos atrás um amigo, Nilson Nagamine, e algumas de suas colegas de faculdade me ensinaram este jogo maravilhoso, relaxante e viciante. Desde então passei a espalhar as regras do jogo, ensinando-o para várias pessoas e círculos de amigos. A princípio todo mundo acha o jogo estranho, mas ele é, literalmente, o jogo de cartas mais simples e viciante do mundo. Agora, para compartilhar este conhecimento de forma irrestrita, seguem abaixo as regras do ES-ADOF, conforme me foi ensinado:
Componentes:
- Dois baralhos convencionais sem os coringas
- Papel
- Caneta
Número de jogadores:
- De 3 a 10 jogadores.
Objetivo:
- Terminar uma partida com a menor pontuação dentre todos os jogadores.
Como jogar:
- Escolha um jogador para ser o distribuidor na primeira rodada. Este deve embaralhar as cartas e em seguida entregar três para cada jogador, com a face voltada para baixo.
- Cada jogador deve colocar as três cartas numa fila horizontal à sua frente, escolhendo a ordem das mesmas enquanto elas estão voltadas para baixo. Quando todos tiverem arrumado suas cartas, cada um terá dez segundos para olhar e memorizar a carta da ponta esquerda e a da ponta direita da sua própria fila, para então colocá-las no mesmo lugar novamente, com a face para baixo. Os jogadores não devem olhar a carta do meio.
- O Distribuidor pega a primeira carta do baralho e abre com a face para cima na mesa. Então o jogador à sua esquerda pode decidir comprar a carta aberta, ou comprar uma do baralho. Após comprar a carta, ele deve substituir uma das suas próprias cartas da fila por esta, ou descartá-la.
- O objetivo do jogo é fazer a menor pontuação possível, logo, deve-se tentar substituir cartas de valor alto por outras de valor baixo. A pontuação segue abaixo:
K (rei) = 0 ponto
A (ás) = 1 ponto
2 (dois) = 2 pontos
3 (três) = 3 pontos
4 (quatro) = 4 pontos
5 (cinco) = 5 pontos
6 (seis) = 6 pontos
7 (sete) = 7 pontos
8 (oito) = 8 pontos
9 (nove) = 9 pontos
10 (dez) = 10 pontos
J (valete) = 11 pontos
Q (dama) = 12 pontos
- Todas as cartas descartadas devem ser colocadas em uma pilha única ao lado do baralho. A única carta que pode ser comprada desta pilha é a última que foi descartada.
- O jogo segue em sentido horário até acabarem as cartas do baralho ou um dos jogadores pedir "mesa". Qualquer jogador pode pedir "mesa", desde que seja sua vez de jogar e ele ainda não tenha comprado uma carta. Ao fazer isso, todos os jogadores devem revelar suas cartas com as faces para cima e contabilizar seus próprios pontos.
* Se o jogador que pediu "mesa" tiver a menor pontuação dentre todos os jogadores, ele não fará nenhum ponto e os outros jogadores devem anotar as pontuações de suas filas de cartas.
* Se o jogador que pediu "mesa" tiver a menor pontuação, porém empatado com um ou mais jogadores, cada jogador deve anotar a pontuação de sua própria fila de cartas.
* Se o jogador que pediu "mesa" não tiver a menor pontuação, cada jogador deve anotar a pontuação de sua própria fila de cartas e o jogador que pediu "mesa" deve anotar para si a pontuação total de todos os jogadores e a dele próprio.
* Se o baralho acabar, isto é, um jogador não tiver mais a possibilidade de comprar carta do baralho, o jogo termina e cada jogador deve anotar a pontuação de sua própria fila de cartas.
Fim do Jogo:
- Antes do início do jogo, todos devem acordar a quantidade de pontos que encerrará uma partir. Por exemplo, se uma partida for de "100 pontos", o jogo termina quando um jogador tiver somado 100 ou mais pontos. Neste momento, o jogador com a menor pontuação da mesa é o vencedor.
Componentes:
- Dois baralhos convencionais sem os coringas
- Papel
- Caneta
Número de jogadores:
- De 3 a 10 jogadores.
Objetivo:
- Terminar uma partida com a menor pontuação dentre todos os jogadores.
Como jogar:
- Escolha um jogador para ser o distribuidor na primeira rodada. Este deve embaralhar as cartas e em seguida entregar três para cada jogador, com a face voltada para baixo.
- Cada jogador deve colocar as três cartas numa fila horizontal à sua frente, escolhendo a ordem das mesmas enquanto elas estão voltadas para baixo. Quando todos tiverem arrumado suas cartas, cada um terá dez segundos para olhar e memorizar a carta da ponta esquerda e a da ponta direita da sua própria fila, para então colocá-las no mesmo lugar novamente, com a face para baixo. Os jogadores não devem olhar a carta do meio.
- O Distribuidor pega a primeira carta do baralho e abre com a face para cima na mesa. Então o jogador à sua esquerda pode decidir comprar a carta aberta, ou comprar uma do baralho. Após comprar a carta, ele deve substituir uma das suas próprias cartas da fila por esta, ou descartá-la.
- O objetivo do jogo é fazer a menor pontuação possível, logo, deve-se tentar substituir cartas de valor alto por outras de valor baixo. A pontuação segue abaixo:
K (rei) = 0 ponto
A (ás) = 1 ponto
2 (dois) = 2 pontos
3 (três) = 3 pontos
4 (quatro) = 4 pontos
5 (cinco) = 5 pontos
6 (seis) = 6 pontos
7 (sete) = 7 pontos
8 (oito) = 8 pontos
9 (nove) = 9 pontos
10 (dez) = 10 pontos
J (valete) = 11 pontos
Q (dama) = 12 pontos
- Todas as cartas descartadas devem ser colocadas em uma pilha única ao lado do baralho. A única carta que pode ser comprada desta pilha é a última que foi descartada.
- O jogo segue em sentido horário até acabarem as cartas do baralho ou um dos jogadores pedir "mesa". Qualquer jogador pode pedir "mesa", desde que seja sua vez de jogar e ele ainda não tenha comprado uma carta. Ao fazer isso, todos os jogadores devem revelar suas cartas com as faces para cima e contabilizar seus próprios pontos.
* Se o jogador que pediu "mesa" tiver a menor pontuação dentre todos os jogadores, ele não fará nenhum ponto e os outros jogadores devem anotar as pontuações de suas filas de cartas.
* Se o jogador que pediu "mesa" tiver a menor pontuação, porém empatado com um ou mais jogadores, cada jogador deve anotar a pontuação de sua própria fila de cartas.
* Se o jogador que pediu "mesa" não tiver a menor pontuação, cada jogador deve anotar a pontuação de sua própria fila de cartas e o jogador que pediu "mesa" deve anotar para si a pontuação total de todos os jogadores e a dele próprio.
* Se o baralho acabar, isto é, um jogador não tiver mais a possibilidade de comprar carta do baralho, o jogo termina e cada jogador deve anotar a pontuação de sua própria fila de cartas.
Fim do Jogo:
- Antes do início do jogo, todos devem acordar a quantidade de pontos que encerrará uma partir. Por exemplo, se uma partida for de "100 pontos", o jogo termina quando um jogador tiver somado 100 ou mais pontos. Neste momento, o jogador com a menor pontuação da mesa é o vencedor.
27/11/2008
Resenhas Musicais - Inauguração!
Decidi postar aqui minhas brevíssimas resenhas dos discos que escuto. Não é nada muito complicado, nem vou fazer profundas análises musicais ou um "faixa-por-faixa" - simplesmente, como o título diz, a resenha é uma "impressão musical". O feeling que o disco me passa, o tipo de música que ele contém, a qualidade geral da gravação e das composições. À frente do título do álbum, vou utilizar uma classificação geral que varia conforme abaixo:
= Nem se dê ao trabalho de ouvir.
= Fraco, poderia ter sido melhor.
= Razoável, não fede nem cheira.
= Bom disco, vale a pena comprar.
= Ouça. Agora. Você não sabe o que está perdendo.
Começo com cinco petardos de uma vez só, os lançamentos mais dignos de nota deste ano:

- Black Ice (AC/DC) [2008]
Está aí um disco digno de nota. O AC/DC surgiu das trevas de várias décadas de acomodação e conforto, escrevendo ocasionais músicas interessantes, porém nada com o mesmo ímpeto roqueiro da década de 70. "Black Ice" é uma lição de rock'n'roll para esta imensidão de bandas novas que "acham" saberem tudo sobre música. O disco é excelente do início ao fim, e o melhor: AC/DC style. Eles não fogem da antiga fórmula que consagrou a banda e talvez seja isto que deu um toque especial à gravação: o retorno às raízes, sem frescuras modistas. Obrigatório ouvir este disco e aproveitar pois está sendo vendido por um preço bastante acessível em todas as lojas do país. 28 anos após "Back in Black", o AC/DC prova que é capaz de voltar em grande estilo.

- The Formation of Damnation (Testament) [2008]
O quê dizer sobre o Testament? Eles sempre foram uma das melhoras bandas de thrash metal do mundo e com certeza uma das minhas favoritas. Este é o primeiro disco com o retorno da formação "clássica" (com Chuck Billy, Eric Peterson, Alex Skolnick e Greg Christian, porém sem Louis Clemente devido à sua enfermidade). O álbum é um petardo que equilibra com perfeição peso e melodia, no melhor estilo do início do Testament - porém os músicos estão mais maduros e experientes. A banda mostra que está mais viva e enérgica do que nunca, com todos os músicos apresentando performances magistrais e o melhor de tudo - vontade para continuar os trabalhos. Sim, o Testament voltou pra valer, na minha opinião, a melhor banda de thrash metal da atualidade.

- Global Warning (Jon Oliva's Pain) [2008]
Quem me conhece, sabe que sou um grande fã do Savatage. Daquele tipo de fã que tem todos os CDs, vai em todos os shows, etc etc. O Jon Oliva's Pain, conforme anunciado pelo próprio, é a banda que continua com o legado do Savatage, colocado no freezer por tempo indeterminado. O que temos neste disco vai além da música do Savatage - Jon Oliva conseguiu evoluir sua música para algo mais grandioso. Ainda usando riffs e licks recém-descobertos do seu irmão Criss, ele eleva sua música à capacidade de equilibrar momentos de forte vigor e rispidez com melodias e baladas suaves. Parece-me que todo o trabalho dos dois discos anteriores do JOP estava destinado a culminar nesta excelente gravação, que comprova algo que eu já sabia há tempos: o Sr. Jonathan Nicholas Oliva é um gênio - infelizmente, sem o devido reconhecimento.

- Death Magnetic (Metallica) [2008]
Havia muita expectativa em torno do lançamento do "Death Magnetic", especialmente após o fiasco total que foi o "St. Anger". Graças a todo o pessimismo dos fãs no mundo inteiro, o Metallica nos surpreende com o melhor lançamento da banda desde o multi-platinado "Black Album". Obviamente o disco não está no mesmo nível que os maiores clássicos da banda, mas pelo menos eles mostraram que estão dispostos a fazer boa música novamente. Riffs poderosos de guitarra, ricas linhas de baixo, vocais precisos, composições cativantes e pasmem: solos. O Metallica está jogando na nossa cara que eles ainda tem gás e coisas boas para oferecer. Eu digo: vamos pagar pra ver.

- Chinese Democracy (Guns N'Roses) [2008]
"Chinese Democracy" talvez seja o disco de rock mais aguardado dos últimos quinze anos. Eu mesmo estava bastante curioso para ouví-lo, pois gosto muito do Guns. Após isso, cheguei a uma conclusão: o Muse flerta com a música eletrônica. O Nine Inch Nails e o Ministry consagraram um casamento maravilhoso e sólido com a música eletrônica. O Rammstein pratica S&M consensual com a música eletrônica. O Guns N' Roses teve uma foda mal dada com a música eletrônica, daquelas que você não liga de volta dois dias depois e ainda tem vergonha de contar para os amigos.
Onde o Axl Rose está com a cabeça? Lançou o disco apenas "por lançar", ou por pressão da gravadora? Será que ele fez isso para provar que podia lançar seu disco no mesmo ano que tantas bandas voltaram a fazer música boa? Uma aviso para ele: seria até possível, mas para isso acontecer, ele precisa antes fazer músicas boas. Espero com toda sinceridade que o "Chinese Democracy" seja o "St. Anger" do Guns N' Roses, e que daqui a alguns anos todos possamos ouvir um bom lançamento deles. Mas do jeito que a coisa anda, com os principais compositores da banda liderando o Velvet Revolver, acho muito improvável. Meu conselho é gratuito: nem se dê ao trabalho de escutar o "Chinese Democracy", e se você respeita o legado de uma das maiores bandas de hard rock de todos os tempos, jamais ouça esta porcaria, pois ela se iguala a toda a mediocridade do cenário musical atual.
Começo com cinco petardos de uma vez só, os lançamentos mais dignos de nota deste ano:
Está aí um disco digno de nota. O AC/DC surgiu das trevas de várias décadas de acomodação e conforto, escrevendo ocasionais músicas interessantes, porém nada com o mesmo ímpeto roqueiro da década de 70. "Black Ice" é uma lição de rock'n'roll para esta imensidão de bandas novas que "acham" saberem tudo sobre música. O disco é excelente do início ao fim, e o melhor: AC/DC style. Eles não fogem da antiga fórmula que consagrou a banda e talvez seja isto que deu um toque especial à gravação: o retorno às raízes, sem frescuras modistas. Obrigatório ouvir este disco e aproveitar pois está sendo vendido por um preço bastante acessível em todas as lojas do país. 28 anos após "Back in Black", o AC/DC prova que é capaz de voltar em grande estilo.
O quê dizer sobre o Testament? Eles sempre foram uma das melhoras bandas de thrash metal do mundo e com certeza uma das minhas favoritas. Este é o primeiro disco com o retorno da formação "clássica" (com Chuck Billy, Eric Peterson, Alex Skolnick e Greg Christian, porém sem Louis Clemente devido à sua enfermidade). O álbum é um petardo que equilibra com perfeição peso e melodia, no melhor estilo do início do Testament - porém os músicos estão mais maduros e experientes. A banda mostra que está mais viva e enérgica do que nunca, com todos os músicos apresentando performances magistrais e o melhor de tudo - vontade para continuar os trabalhos. Sim, o Testament voltou pra valer, na minha opinião, a melhor banda de thrash metal da atualidade.
Quem me conhece, sabe que sou um grande fã do Savatage. Daquele tipo de fã que tem todos os CDs, vai em todos os shows, etc etc. O Jon Oliva's Pain, conforme anunciado pelo próprio, é a banda que continua com o legado do Savatage, colocado no freezer por tempo indeterminado. O que temos neste disco vai além da música do Savatage - Jon Oliva conseguiu evoluir sua música para algo mais grandioso. Ainda usando riffs e licks recém-descobertos do seu irmão Criss, ele eleva sua música à capacidade de equilibrar momentos de forte vigor e rispidez com melodias e baladas suaves. Parece-me que todo o trabalho dos dois discos anteriores do JOP estava destinado a culminar nesta excelente gravação, que comprova algo que eu já sabia há tempos: o Sr. Jonathan Nicholas Oliva é um gênio - infelizmente, sem o devido reconhecimento.
Havia muita expectativa em torno do lançamento do "Death Magnetic", especialmente após o fiasco total que foi o "St. Anger". Graças a todo o pessimismo dos fãs no mundo inteiro, o Metallica nos surpreende com o melhor lançamento da banda desde o multi-platinado "Black Album". Obviamente o disco não está no mesmo nível que os maiores clássicos da banda, mas pelo menos eles mostraram que estão dispostos a fazer boa música novamente. Riffs poderosos de guitarra, ricas linhas de baixo, vocais precisos, composições cativantes e pasmem: solos. O Metallica está jogando na nossa cara que eles ainda tem gás e coisas boas para oferecer. Eu digo: vamos pagar pra ver.
"Chinese Democracy" talvez seja o disco de rock mais aguardado dos últimos quinze anos. Eu mesmo estava bastante curioso para ouví-lo, pois gosto muito do Guns. Após isso, cheguei a uma conclusão: o Muse flerta com a música eletrônica. O Nine Inch Nails e o Ministry consagraram um casamento maravilhoso e sólido com a música eletrônica. O Rammstein pratica S&M consensual com a música eletrônica. O Guns N' Roses teve uma foda mal dada com a música eletrônica, daquelas que você não liga de volta dois dias depois e ainda tem vergonha de contar para os amigos.
Onde o Axl Rose está com a cabeça? Lançou o disco apenas "por lançar", ou por pressão da gravadora? Será que ele fez isso para provar que podia lançar seu disco no mesmo ano que tantas bandas voltaram a fazer música boa? Uma aviso para ele: seria até possível, mas para isso acontecer, ele precisa antes fazer músicas boas. Espero com toda sinceridade que o "Chinese Democracy" seja o "St. Anger" do Guns N' Roses, e que daqui a alguns anos todos possamos ouvir um bom lançamento deles. Mas do jeito que a coisa anda, com os principais compositores da banda liderando o Velvet Revolver, acho muito improvável. Meu conselho é gratuito: nem se dê ao trabalho de escutar o "Chinese Democracy", e se você respeita o legado de uma das maiores bandas de hard rock de todos os tempos, jamais ouça esta porcaria, pois ela se iguala a toda a mediocridade do cenário musical atual.
17/07/2008
Um dia para ser lembrado...
Conquistamos nosso primeiro Darwin Award! Foi não apenas a votação mais expressiva já registrada por Darwin (33981 votos), mas também a maior nota de todos os tempos (9,6). Agora que já temos o maior, melhor e mais incrível prêmio Darwin de todos os tempos, só nos falta... Ehr... Todo o resto.
http://www.darwinawards.com/darwin/darwin2008-16.html
Balloon Priest
2008 Darwin Award Nominee
Confirmed True by Darwin
(20 April 2008, Atlantic Ocean, Brazil) In 1982 Lawn Chair Larry, beloved survivor of a Darwin Award attempt, attached 45 huge helium balloons to his comfortable Sears lawn chair, packed a picnic lunch, and cut the tether. But instead of drifting lazily above the Los Angeles landscape, the combined lift of 45 weather balloons rocketed Larry into LAX air traffic lanes 16,000 feet above sea level. Astoundingly, he survived the "flight."
In homage to Larry's whimsical adventure, a Catholic priest recently ascended towards heaven on a host of helium party balloons. Adelir Antonio de Carli, 41, was attempting to set the world record for clustered balloon flight to publicize his plan to build a spiritual rest stop for truckers.
Spending more than 19 hours in a lawn chair is not a trivial matter, even in the comfort of your own backyard. The priest took numerous safety precautions, including wearing a survival suit, selecting a buoyant chair, and packing a satellite phone and a GPS. However, the late Adelir Antonio made a fatal mistake.
He did not know how to use the GPS.
The winds changed, as winds do, and he was blown inexorably toward open sea. He could have parachuted to safety while over land, but chose not to. When the voyager was perilously lost at sea, he prudently phoned for help. But rescuers were unable to reach him since he could not use his GPS! HE struggled with the control panel as the charge on the satellite phone dwindled.
Instead of a GPS, the priest let God be his guide, and God guided him straight to heaven. Bits of balloons began appearing on mountains and beaches. Ultimately the priest's body surfaced, confirming that he, like Elvis, had left the building.
The kicker? It's a Double Darwin. Catholic priests take vows of celibacy. Since they voluntarily remove themselves from the gene pool, the entire group earns a mass Darwin Award. Adelir Antonio wins twice over!
http://www.darwinawards.com/darwin/darwin2008-16.html
Balloon Priest
2008 Darwin Award Nominee
Confirmed True by Darwin
(20 April 2008, Atlantic Ocean, Brazil) In 1982 Lawn Chair Larry, beloved survivor of a Darwin Award attempt, attached 45 huge helium balloons to his comfortable Sears lawn chair, packed a picnic lunch, and cut the tether. But instead of drifting lazily above the Los Angeles landscape, the combined lift of 45 weather balloons rocketed Larry into LAX air traffic lanes 16,000 feet above sea level. Astoundingly, he survived the "flight."
In homage to Larry's whimsical adventure, a Catholic priest recently ascended towards heaven on a host of helium party balloons. Adelir Antonio de Carli, 41, was attempting to set the world record for clustered balloon flight to publicize his plan to build a spiritual rest stop for truckers.
Spending more than 19 hours in a lawn chair is not a trivial matter, even in the comfort of your own backyard. The priest took numerous safety precautions, including wearing a survival suit, selecting a buoyant chair, and packing a satellite phone and a GPS. However, the late Adelir Antonio made a fatal mistake.
He did not know how to use the GPS.
The winds changed, as winds do, and he was blown inexorably toward open sea. He could have parachuted to safety while over land, but chose not to. When the voyager was perilously lost at sea, he prudently phoned for help. But rescuers were unable to reach him since he could not use his GPS! HE struggled with the control panel as the charge on the satellite phone dwindled.
Instead of a GPS, the priest let God be his guide, and God guided him straight to heaven. Bits of balloons began appearing on mountains and beaches. Ultimately the priest's body surfaced, confirming that he, like Elvis, had left the building.
The kicker? It's a Double Darwin. Catholic priests take vows of celibacy. Since they voluntarily remove themselves from the gene pool, the entire group earns a mass Darwin Award. Adelir Antonio wins twice over!
04/06/2008
Vintage: A Festa do Povinho (em suma, voltei!)
Nos vemos na Vintage: A Festa do Povinho! :D
--
Vintage
A Festa do Povinho
Venha para uma noite de curtição e muita música boa com a festa Vintage: A Festa do Povinho.
O melhor da música, dos anos 60/70/80/90, nas mãos de DJs que vão agitar a pista com muito rock, pop e dance:
Bart Rabelo
Bonham
Crang
Duim
Flavio Cobain
KK Leporace
Lulu
Windblow
Os 30 primeiros a chegarem na festa ganharão um CD com as músicas favoritas dos DJs. Não perca!
Serviço:
Vintage - A Festa do Povinho
Data: 20/Junho (sexta-feira)
Horário: a partir das 23:00 hrs
Local: Espaço Marun
Endereço: Rua do Catete, 124 (Próximo à saída do metrô)
R$ 10 reais (entrada até a meia-noite)
R$ 12 reais (após meia-noite, com nome na lista ou com flyer)
R$ 15 reais (após meia-noite, sem flyer)
Inscrição na lista de desconto: envie um e-mail para bartrabelo@gmail.com com seu nome/sobrenome e de seus amigos.
Link para imprimir o flyer: http://www.vintage.bartrabelo.com
Informações sobre a festa: (21) 8675-1795 [Bart] / bartrabelo@gmail.com
Informações sobre o local: (21) 2558-3431 / 2225-7951
Comunidade no orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=55679213
04/04/2008
Black Label Society + Ozzy Osbourne
Local:
Apesar do fato de ser longe do resto da civilização, as instalações da Rio Arena (agora HSBC Arena) são boas. A disposição do palco com relação à pista e à arquibancada parecia dar um bom ângulo de visão para todos os presentes. O grande problema é que a pista só tem um nível (não tem degraus como o Credicard Hall, o Canecão e a Fundição Progresso), então mesmo as pessoas de menor estatura que ficam nela não conseguem ver o show direito, independente de ondem estejam - perto ou longe do palco. A segurança poderia ser sido um pouco mais rígida, e o estoque de refrigerantes e água acabou rápido demais.
Caravana:
Peguei uma caravana saindo de Niterói, organizada pela Sra. Solange. Apesar o ônibus luxuoso e confortável, e absoluta falta de organização e respeito da organização desta caravana fizeram com que eu perdesse metade do show da Black Label Society, a principal razão para eu e minha mulher comprarmos nossos ingressos do Festival. Para piorar, após o final do evento, o ônibus ficou dando voltas e mais voltas, somente chegando em Niterói às 3:10 hrs da madrugada. Péssimo para quem trabalharia no dia seguinte, precisando acordar às 06:00 hrs, impreterivelmente. Todavia, escrevo este relatório durante meu horário de almoço. Não há sono que uma caneca gigante de café não cure. Para os desavisados, sugiro que jamais peguem uma caravana organizada por este grupo. Foi minha primeira viagem com eles e também a última - pelos comentários no ônibus de madrugada, eles perderam uma grande quantidade de clientes, numa patuscada só. Deprimente.
Black Label Society:
O Sr. Zakk Wylde sabe muito bem o que faz quando sobe no palco, assim como sua banda. Todos eles tem uma ótima presença e tocam com exímio profissionalismo, interagindo com os fãs, agitando e exibindo técnica, com bastante equilíbrio entre todos os quesitos já mencionados. Foi realmente uma pena o show ter sido tão curto, tão pequeno - praticamente um pocket show - pois a Black Label Society era há muito aguardada pelos seus fervorosos fãs, que ficam insatisfeitos com a programação. Tantos anos de espera, para assistir algo que apenas deu um "gostinho", mas não serviu sequer como entrada.
Korn:
Se o prato principal da noite seria o show do Ozzy, o Korn foi o responsável pela entrada. Já disse diversas vezes que eu não gosto do Korn, nunca gostei, mas assistiria o show deles com o coração aberto. O resultado? Fiquei sentado com a minha mulher e um amigo, irritado com a música deles e a longa duração do show. A produção do evento poderia, ou deveria, ter estendido o show da Black Label Society, e reduzido um pouco o do Korn. Não digo que odeio a banda, pois "ódio" é um conceito muito forte e perigoso, mas com certeza desprezo a música deles com mais afinco desde ontem. Para piorar, o Korn com seu som estridente e irritante conseguiu estourar as caixas de agudos e os retornos do palco, tornando a vida da próxima banda muito difícil.
Ozzy:
Ele realmente é o Madman. Mesmo com a idade avançada, a deterioração da saúde pelos problemas passados com drogas, álcool e toda a ridicularização de sua imagem na mídia ao longo da última década, Ozzy é um gigante no palco. A banda de suporte também é excepcional, pois Zakk Wylde, Rob Blasko e Mike Bordin dispensam apresentações. Adam Wakeman foi uma grata surpresa, como já era de se esperar (uma questão de dinastia). A banda enfrentou graves problemas, pois em especial o Zakk não tinha retorno algum do som da sua guitarra, o que o obrigou a passar bastante tempo de costas para a platéia, grudado na parede de caixas Marshall. Ok, todo mundo dirá que seu solo foi uma chatice sem tamanho, e eu concordo. Usou padrões bem simples, não inovou, não surpreendeu, demorou demais. Mas quem ouviu sua guitarra ao longo do show inteiro não pode criticá-lo, foi impecável. Já o Ozzy... Bem, todo mundo já ouviu boatos de que ele canta com um playback dos vocais "por baixo", mas ontem de noite isso foi totalmente escancarado. Em vários trechos, especialmente durante "Mr. Crowley", os vocais do Madman ficaram sobrepostos, criando um "eco" estranho e fora de compasso.
Melhor momento:
Ozzy estava visivelmente empolgado com a platéia, mais até do que o normal. Ele não é ator, dava para ver a felicidade estampada na cara do roqueiro quase sexagenário, de encontrar um público tão disposto e empolgado para reagir a cada um de seus movimentos. Então ele decidiu mudar o roteiro e tocar "No More Tears". Quem vem acompanhando esta turnê do Ozzy, sabe que ele não tem tocado este clássico, e isso tanto é verdade que antes de começar a música a produção levou um bom tempo para achar o efeito de video correto a ser usado no telão (e provavelmente o backtrack para os vocais do Ozzy). Foi perfeito.
Pior momento:
No final do show, imediatamente antes de tocar o solo de Paranoid, o Zakk Wylde jogou sua guitarra (ver foto acima) para a platéia, como é tradicional nas apresentações do fiel escudeiro berserker. Na hora da platéia devolver a guitarra, isso não aconteceu. Então ele desceu do palco para pedir a guitarra de volta, e isso não aconteceu. Eis que o Zakk resolve partir pra porrada, para tentar reaver a guitarra. Os seguranças da HSBC Arena e da banda agiram o mais rápido possível, e conseguiram recuperar a guitarra, destruída e com o headstock partido. Então Zakk, puto da vida, pega a guitarra quebrada e a joga no chão, com violência. Só posso definir meu sentimento como a mais pura e insólita vergonha. Brasileiro não sabe se comportar em público, isto é fato. Ainda tive que ouvir comentários de cretinos me dizendo coisas como "essas guitarras não fazem falta, ele tem várias", "essas daí ele ganha de graça", ou o pior, "ele foi burro de achar que negozinho devolveria a guitarra". Não, o Zakk não foi burro, ele tentou interagir com o público, como faz em todos os lugares nos quais toca. Aqui no Brasil, graças a um grupo de retardados que pararam num estágio inferior ao do Homo Sapiens na cadeia de evolução, ele nunca mais tocará com o mesmo gosto e desenvoltura que ontem pudemos observar na HSBC Arena até o momento do incidente. Citando Bóris Casoy, isso é uma VERGONHA.
Saldo da noite:
Não valeu a pena pagar R$ 180,00 mais R$ 36,00 de taxa de conveniência para ver um show minúsculo da Black Label Society, aturar mais de uma hora de Korn, e ainda ver meus irmãos brasileiros se prestando a um papel tão ridículo e vergonhoso. Foi caro demais, e não consigo ter aquele sentimento de satisfação e felicidade típicos que se tem após assistir um show de uma banda da qual sou grande fã. Foi estranho e triste, simplesmente isso.
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