6.11.10

Área VIP?


O primeiro show ao qual eu fui com a tão odiada "Área VIP" foi (acreditem) do Joe Satriani. Obviamente era uma "vibe" diferente. Agora com os shows de rock mais, digamos assim, vigorosos, a coisa fica mais latente. As cenas do video acima são do show do Rage Against The Machine no Chile. Aconteceram no mês passado, quando eles vieram ao Brasil e teve o mesmo quebra-quebra, empurra-empurra e invasão.

Alguns diriam: "isso é coisa de show de rock e metal mesmo, são todos loucos violentos". Se você pensa assim, pode parar de ler aqui e sair para babar ovo do Arnaldo Jabor ou do André Forastieri. A última vez na qual alguém morreu num show de rock no Rio de Janeiro foi em 1993, quando dois rapazes caíram no fosso do Maracanazinho e foram eletrocutados, durante um show da violentíssima banda de rock-bélico australiano: Midnight Oil. Sim, a banda daquele rapaz careca gente boa e que agora é o ministro do Meio Ambiente da Austrália. Obviamente foi um problema estrutural, sem correlação com a música ou com os frequentadores do evento.

Há um número muito maior de mortes e violência registrada em eventos de pagodes, axé, funk, micaretas e afins. Já o rock e o metal são igualitários, liberadores, niveladores. Os produtores insistem em separar o público, alegando que precisam de recursos para trazer as bandas. Vejamos: o dólar está em baixa, o preço dos ingressos continua subindo e as barreiras das áreas VIP também. Eu digo que os produtores de eventos em larga escala estão lucrando excessivamente. Isto se reflete nas pessoas que estão lá.

Em Março o Iron Maiden virá para o Rio. Desde já anuncio que só irei ao show da Donzela se não houver área VIP - não que eu goste de ficar "grudado" lá na frente ou que não tenha dinheiro para pagar um ingresso mais caro e esteja recalcado. O fato é que eu gosto de sair, me divertir, curtir boa música e boa companhia. Não quero assistir ao show da maior banda de metal do mundo tendo que me preocupar com a minha segurança, da minha esposa e dos meus amigos. Quero poder cantar "Fear of the Dark", não me defender de seguranças obtusos e pessoas desnecessariamente exaltadas e levadas a um comportamento extremo por terem algumas liberdades cerceadas - e por terem sido enganadas por empresários que só pensam em dinheiro.

Lamentável.

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