Faltam ao Chelsea respeito e lealdade.

Sabem qual é a diferença entre o Manchester United e alguns outros times? Respeito e lealdade.

Os Red Devils mantém duas lendas vivas do futebol, Ryan Giggs e Paul Scholes, na ativa. O Scholes, mesmo quando se aposentou temporariamente em meados de 2011, virou treinador do time de juniores e quando a provável aposentadoria de ambos vier no final da temporada atual, eles serão tratados como merecem: heróis. Receberão uma despedida à altura de tudo o que fizeram pelo time e é quase certo que continuarão trabalhando em Old Trafford.

Agora vejam o que está acontecendo com Frank Lampard, um jogador de categoria internacional, leal e dedicado. Está sendo chutado para fora do time que ama, saindo pela porta dos fundos. Este é o tipo de tratamento que um mafioso russo que brinca de ser dono de time de futebol dispensa para aqueles que não o servem mais.

Quem torce pelo Chelsea deveria se envergonhar. Não do clube em si, mas deste dirigente nefasto que mais uma vez mancha a história do time e a carreira de um grande jogador.

Instagram, foi bom enquanto durou

Hoje algumas pessoas entraram em pânico com a notícia que de acordo com os novos termos de uso do Instagram, a rede social favorita de quem gosta de fotografar o dia-a-dia, seu almoço ou gatos (mea culpa), poderá utilizar suas fotos para fins comerciais, sem avisar nem nada.

Cada um sabe bem o que faz da sua própria vida, mas entendo que a questão relacionada à privacidade de seus dados e direito de imagem é muito maior do que uma redezinha social na internet - divertida, porém, apenas mais uma. Então entrei no rol dos desesperados para descobrir como remover minha conta do Instagram.

Apesar do aplicativo (no meu caso para plataforma Android) não te dar nenhuma pista neste sentido, remover sua conta do Instagram é muito simples: basta clicar neste link aqui e seguir as instruções. E óbvio, remover o aplicativo do seu celular também né.

Agora, notem que de acordo com os termos de uso do Instagram, "Conteúdo não-compartilhado publicamente ("privado") não será distribuído fora dos Serviços do Instagram." Isto é meio capcioso: significa que eles realmente vão respeitar a privacidade de quem optar por não compartilhar suas fotos publicamente, ou vão ainda assim utilizá-las de alguma forma dentro do Instagram?

Na dúvida, estou apagando minha conta agora. :)

Famílias de pequenos e grandes


Eu e minha esposa temos gatos. Três para sermos exatos; na foto acima, da esquerda para a direita: Fera, Chico e Pixie. A Pixie foi comprada, o Fera é filho dela e o Chico foi retirado das ruas. Hoje os três vivem em relativa harmonia e fazem parte da nossa pequena, porém feliz família. Se há uma coisa que eu tenho certeza na vida é que daqui a muitos anos (espero), outros gatos serão adotados por nós e terão um lar, uma família. Sequer imaginar a morte de um deles já é doloroso.

Creio que seja assim com todos os animais de estimação. Cães, gatos, chinchilas, não interessa. Uma vez que você recebe um animal em sua família, cuida dele, dá carinho, atenção e amor, ele é família. Entretanto no caso específico dos gatos, eles tem um índice de rejeição muito alto. É grande a quantidade de pessoas que odeiam gatos sem qualquer motivo aparente. "Por que sim", "eles são traiçoeiros", "gatos não gostam de ninguém". Grandes mentiras. Gatos, assim como todo animal de estimação, se adaptam à personalidade dos seus donos, se adaptam ao meio no qual vivem. Assim como cachorros. Se você tratar um rottweiler com violência, um dia terá uma máquina assassina em casa. Se tratar um rottweiler com carinho e atenção, terá um dos melhores cães ao seu lado por muitos anos. Mas eu particularmente gosto de gatos, como pode ser conferido aqui e aqui.

Ontem a gata de uma das minhas melhores e mais queridas amigas foi morta por cachorros. Não vou entrar em detalhes por respeitar a privacidade dela, mas foi uma situação muito triste, inesperada e infeliz. Eu estava trabalhando quando recebi a notícia e compartilhei a história com uma amiga que também adora gatos enquanto tomava um café. Um dos nossos funcionários, se metendo na conversa, virou pra mim e disse: "mas é pra isso que gato serve mesmo, ser brinquedo de cachorro."

Não dava pra acreditar que ele falou aquela asneira, uma pessoa que nem me conhece direito. A falta de empatia do cara, ao não perceber que eu estava visivelmente chateado com o ocorrido, ou simplesmente o fato de que ele não se importa, pode dizer muito (psicólogos, analisem isso). Mas tive que manter uma postura e não responder nada para ele, visto que estava num ambiente profissional e este tipo de discussão não deve ser tomada lá. Se estivéssemos na rua tomando um chopp, eu humilharia o desgraçado até ele pedir desculpas.

Se você conseguiu a proeza de ler este texto e não gosta de gatos ou de animais em geral, peço um favor: pense um pouco antes de agredir seus amigos e conhecidos que os têm em suas famílias. Ninguém gosta de ouvir ofensas sobre seus familiares e é isso que nossos animais de estimação são para nós: entes queridos e importantes.

P.S.: após a publicação, percebi que este é o post de número 200 do meu blog. Fico feliz que tenha sido sobre um assunto relevante, mesmo que poucos venham a lê-lo.

Advogados...

Chego num prédio, apresso o passo para pegar o elevador. Um advogado já está dentro dele, faz contato visual comigo, percebe que estou me apressando para pegar o elevador, mas não faz menção de segurar a porta.

Ela começa a fechar. Eu corro mais ainda e seguro a porta, dando um tapa sonoro e forte nela quando já estava quase fechada. Aperto o botão do meu andar. O advogado vira pra amiga dele e fala rindo: "então, acho que no Brasil faltam heróis."

Eu viro pra ele e balançando a cabeça de forma negativa falo: "fucking lawyers..." Ele fica meio chocado. Eu saio. Ele fica sem resposta.

Ser passivo-agressivo em línguas estrangeiras é divertido, crianças. Eu recomendo.

Um Belo Sorriso


Aquela menina tinha o sorriso mais lindo do mundo. Por todos os lugares pelos quais ela passava, todos se animavam com seu sorriso iluminado, que trazia alegria, paz e uma sensação de plenitude em si.

Era o tipo de sorriso capaz de banir o estresse cotidiano de quem pegava ônibus com ela todos os dias de manhã. Que cativava amigos e deixava todas os meninos suspirando pelos cantos. Alguns diziam que seu sorriso era largo como o mundo, mas isso era mentira - ele cabia apenas no espaço do rosto da menina, comprimido e limitado por suas bochechas.

Seu sorriso era digno de ser desfilado em parada nacional todos os dias e já havia sido gravado para um programa de televisão. O produtor decidiu no fim das contas não incluir as cenas na edição final, com ciúmes de que o mundo inteiro conhecesse um sorriso tão lindo e tranquilizante. Gravou a fita e levou para casa, com o objetivo de tê-lo apenas para si.

O que poucos sabiam era que todas as noites, quando a menina chegava em casa, ela sentava à mesa, colocava as mãos na cabeça e suas lágrimas apagavam o sorriso desenhado com caneta do rosto.

Os Monstros Existem

Vou compartilhar um segredo com o mundo: os monstros caminham entre nós. Para piorar ainda mais a situação, eles são invisíveis.

Eles espreitam em cada esquina, vigiam todos os nossos movimentos. Tem garras longas e dentes afiados, dentro de bocas curvadas em sorrisos maléficos e cruéis. Seus corpos são cobertos de pelos ensebados e que poderiam brilhar à lua da lua, se eles não fossem invisíveis.

Os monstros estão do nosso lado quando acordamos de manhã e vamos para a escola, para o trabalho. Na hora do almoço nos aguardam escondidos em cada canto dos restaurantes. Também estão olhando quando chegamos em casa de noite e tomamos um banho, ou lemos um livro.

Um curioso fato amplamente desconhecido sobre os monstros é que eles gostam que nós continuemos com nossas rotinas, dia após dia. Mas ao mesmo tempo odeiam serem ignorados. A única função deles no mundo é inspirar o medo e horror, causar o pânico e a desordem, pois é disso que se alimentam: os nossos sonhos partidos, desejos frustrados, amores esquecidos. Algo sempre deve existir antes que possa ser destruído.

Talvez o aspecto mais importante sobre os monstros é que eles não ficam invisíveis para sempre.

Mas para enxergá-los, é necessário primeiro acreditar que eles existem.

Dançando na Câmera


Algumas pessoas me perguntam por quê eu costumo andar na rua no modo "autista", ou seja, com fones de ouvido e ignorando tudo ao meu redor. Eis um bom motivo.

Hoje saí pra almoçar e esqueci meus fones na mesa. Sentei ao lado de duas mulheres completamente desconhecidas e não deu para não ouvir a conversa delas, pura fofoca de escritório, que eventualmente chegou a este ponto:

- Mas vem cá, a Fulana já conseguiu emprego, está fazendo alguma coisa?
- Está sim menina. Ela está dando aulas de dança pela internet de noite.

HUM. Ou aquelas mulheres são inocentes demais, ou eu tenho a mente muito suja e a única dança que consigo imaginar a Fulana desconhecida dando é de "dancinha na boquinha da garrafa" para homens adultos via internet e webcam?

Então me consultei com um amigo que já foi professor de dança e realmente entende do assunto. Ele disse que é muito incomum e pouco válido, mas que sim, existem pessoas que dão aulas de dança pela internet.

Devo eu acreditar na inocência humana, ou sou hipócrita demais para isso?

Tá difícil ou dá pra ser?


Estou aqui no hotel, assistindo a um jogo de basquete dos Jogos Paraolímpicos de Londres. No intervalo os apresentadores mostraram a vitória de uma atleta britânica, Hannah Cockroft, que ganhou a corrida de 100m em cadeira de rodas. Bastou o nome dela ser mencionado pelo apresentador que o Estádio Olímpico veio abaixo com uma ovação enorme.

Será que a sociedade carioca, por que não, brasileira, está preparada para dar essa recepção para nossos atletas paraolímpicos? Eles são indivíduos cuja capacidade de superação está com certeza além da minha capacidade de compreensão, mas tem 111% do meu apoio. Não apenas os brasileiros, mas os atletas paraolímpicos de todo o mundo.

Pode ser apenas um desabafo, mas não vejo como o Brasil será capaz de hospedar jogos olímpicos sendo uma nação que trata os atletas como párias. Se é apenas pra "mostrar pra gringo" que a gente também "sabe fazer bonito", muita coisa tem que mudar neste nosso lindo e amado país.

Minhas pequenas sugestões:

1) QUE O PROJETO-LEI DO SENADO NÚMERO 204/11, QUE TRANSFORMA CORRUPÇÃO ATIVA E PASSIVA EM CRIME HEDIONDO E INAFIANÇÁVEL SEJA LOGO APROVADO

2) QUE O GOVERNO INVISTA MAIS NOS ESPORTES E QUE AUMENTE OS INCENTIVOS FISCAIS PARA EMPRESAS QUE PATROCINAM ESPORTES

3) QUE OS BENEFÍCIOS FARAÔNICOS DOS POLÍTICOS EM BRASÍLIA SEJAM REVERTIDOS EM ORÇAMENTO PARA A EDUCAÇÃO

É assim que se constrói um país sério, saudável e inteligente. Tá difícil de entender, ou vamos continuar com o oba-oba e as medidas paliativas?


A Filha do Mr. Bean?

Local: facebook. Mais de mil pessoas curtiram e mais de 1400 pessoas compartilharam a foto abaixo.



Eu olho e fico encucado. Será? Normalmente suspeito quando alguém já chegando falando que "é verdade, pode acreditar", ou que "você não precisa acreditar em mim, mas é verdade sim". A chance de que a pessoa esteja mentindo é muito alta, ao tentar infantilmente dar mais credibilidade à sua própria mentira. Então eu parti para um procedimento complexo, tão difícil que está disponível para poucos.

Pesquisei no Google!

Gente, eu sei que é difícil, mas vamos tentar. Neste caso eu entrei no Google e digitei: Filha do Rowan Atkinson. Recebi os resultados e puder perceber que não se tratava da mesma mulher:


Então, ainda no Google, digitei: Lily Atkinson confundida na internet. E descobri que a gostosona da primeira foto é a pouco inibida modelo e atriz Gemma Atkinson:


Sério, é tão difícil? Por que diabos as pessoas tem essa tendência a acreditar na primeira idiotice que lêem ou escutam?

Denuncie! Compartilhe!


Hoje me deparei com uma informação no Facebook... Fiquei chocado, sem saber por que ainda deveria me assustar com isso. Espero que eu tenha entendido errado, mas com meu parco conhecimento de Direito, procurei a lei para entender direito.

"PROCESSO Nº 08/001.433/2012 – AUTORIZO a aquisição de 20 ( vinte ) troféus no valor de R$ 5.100.000,00 ( Cinco milhões e cem mil reais ) por dispensa de licitação com base no artigo 24, II da Lei nº 8.666/93."

De acordo com a Lei 8.666/93, o valor máximo que poderia ter sido contratado sem licitação é R$ 8.000,00

DENUNCIE! COMPARTILHE!

Veja aqui o link para o Diário oficial do Município do Rio de Janeiro e aqui para a Lei 8.666, de 21 de Junho de 1993.


O que mais me revolta é trabalhar há anos como profissional de suprimentos e conhecer a seriedade que é a aprovação de uma contratação, sem licitação, de um valor tão alto.


A podridão está em todos os setores, tanto o privado quanto o público, mas a cara-de-pau dessas pessoas, de simplesmente pisar nas leis da REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL desta forma, me dá nojo, me dá ânsia de vômito. Eu sempre disse que a corrupção começa na base da pirâmide... Quem está no topo é apenas um ícone e um comandante. Se a base enfraquecer, o topo não resiste.

Cerveja e mulheres gostosas

Uma conversa no facebook sobre cervejas acabou trazendo à tona um dos tópicos que eu mais odeio: cervejas ruins. Começaram a falar de Bavária, Cristal, Glacial... Aí falaram de Lokal. E lembrei de uma história engraçada que aconteceu comigo, relacionada a esta "cerveja".

O local (com "c") era Macaé, há muitos anos atrás. Estava no bar com alguns amigos do trabalho tomando chopp e comendo pizza, quando aparece saem de um carro várias mulheres gostosas usando roupas minúsculas e fazendo promoção dessa nova cerveja no mercado, a "Lokal". Elas vem para o bar e começam a oferecer amostras para degustação da cerveja em copinhos de plástico. Uma delas vem na direção da minha mesa.

- Aceita degustar a cerveja Lokal?
- Hum... Melhor não.
- Tem certeza? Ela é boa.
- Você já bebeu?
- ...
- Imaginei. Você tem recebido muitas recusas assim?
- Um pouco...
- Não está acostumada, né?
- Pois é...

Ela vai embora, meio desapontada (e com frio, era inverno). Um dos meus amigos de mesa decide que era a hora certa de me zoar:

- Porra aquela gostosa vem te oferecer cerveja de graça e você recusa? Sua bicha!
- Você percebeu que eu conversei bastante com ela?
- Mas não quis a cerveja! Viado!
- Se eu aceitasse a cerveja ela me daria o copo e iria embora. Conversando, ela ficou mais tempo aqui do meu lado com aquele decotão quase na minha cara.
- ...
- Bicha.

O Dia da Toalha e sua importância

O Dia da Toalha é uma data que começou a ser celebrada em 25 de Maio de 2001. Sua escolha foi completamente aleatória, mas a homenagem não é: neste dia lembramos da vida e obra do Douglas Adams, escritor e roteirista inglês, mas não menos importante um notório preservacionista e ambientalista. Este dia no mínimo "curioso" para a maioria das pessoas foi originado da primeira homenagem feita por fãs, duas semanas após o falecimento de Adams, vitimado pelo câncer.

O que deve ser feito no Dia da Toalha? Você tira uma foto sua em algum lugar interessante (pode ser sua casa mesmo, na rua, na frente de monumentos históricos, etc). Mas o importante é não esquecer de tirar a foto com a sua toalha. Este movimento vem sendo liderado por um blog há anos, que reúne globalmente as informações acerca daqueles que comemoram tal dia e também publica as fotos mais divertidas dos fãs do Douglas Adams.

Ele ficou famoso mundialmente ao escrever a série de livros "O Guia do Mochileiro das Galáxias", que eventualmente virou um filme. Sua série de livros (composta por apenas dois volumes) sobre o detetive holístico Dirk Gently também é muito boa. Mas vivemos em tempos nos quais acidentes muito estúpidos podem estar prestes a se repetir, assim como a ganância do homem para subjugar a natureza apenas cresce. Douglas era contra isso, ele era uma pessoa que queria que o mundo se tornasse um lugar mais viável e limpo no futuro. Eu também penso assim.

Este ano não pretendo fazer uma bagunça generalizada, muito menos tenho a pretensão de organizar uma marcha. Não consigo levantar gente suficiente para isso, nem tenho tempo ou recursos. Mas na sexta-feira, dia 25 de Maio de 2012, exatamente 11 anos e 14 dias depois que Douglas Adams faleceu, quero fazer algo pela sua memória. Então minha idéia é ir para algum bar no Rio de Janeiro, ou casa de festas, para celebrar em alto estilo e vida e memória deste grande escritor e ambientalista.

Alguém teria alguma sugestão de onde poderemos ir? Só não pode esquecer sua toalha.

Se publicaram na internet é porque deve ser verdade, né?

Gente, algum babaca está espalhando por aí que a chamada "Lei da Ficha Limpa" (Lei Complementar 135/2010) foi vetada pelo congresso nacional e que a mídia está censurando o assunto... NÃO ACREDITEM! Leiam os links que acabei de compartilhar... Se informem, pelo amor dos seus filhinhos!


A internet é um prato cheio para oportunistas, alarmistas, spammers, anônimos e outros tipos de roedores de esgoto. A tal "notícia" censurada aparentemente começou numa comunidade do orkut (putz, ainda tem gente usando aquilo, incrível) e agora tomou o facebook de assalto através de arquivos de imagem com um texto que além de mal escrito é muito pedante.

Uma coisa é gerar percepção pública através de discussão séria para aquele que eu acredito ser o maior problema do nosso país: a corrupção. Outra coisa é inventar uma mentira para gerar esta percepção. Você não pode simplesmente enganar as pessoas para despertar nelas o senso crítico e o desejo de lutar pela sua cidadania.

Para piorar, os cretinos tem espalhado a imagem no facebook sempre acompanhada da foto de uma mulher bem gostosa. Só assim pra chamar atenção, não é verdade? Vejam abaixo o texto original que tem circulado:


ESCÂNDALO NACIONAL

Para quem não sabe, ontem, foi rejeitada a votação, na Ordem do Dia da Câmara Federal, o Projeto de Lei FICHA LIMPA, que impede a candidatura a qualquer cargo eletivo, de pessoas condenadas em primeira ou única instância ou por meio de denúncia recebida em tribunal - no caso de político com foro privilegiado - em virtude de crimes graves, como: racismo, homicídio, estupro, homofobia, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas..

A imprensa foi censurada e está impedida de divulgar ! Portanto, vamos usar a internet, para dar conhecimento aos outros 198.000.000 de brasileiros¹ que os deputados federal traíram o povo!

Espalhe esta notícia; segundo dados, uma mensagem da internet enviada a 12 pessoas, no fim do dia chega a 30.000 usuário². Vamos espalhar!

Fiz minha parte, faça a sua!!!!!³


(1) Nota do Bart: na verdade a última estimativa do IBGE colocou o Brasil com uma população de 192 milhões de pessoas, em 2011.

(2) Nota do Bart: "30.000 usuário" (sic). "Segundo dados". Uau. Isso realmente dá uma dimensão totalmente nova de credibilidade ao texto, não é verdade?

(3) Nota do Bart: quanto maior o número de exclamações numa frase, mais importante e grave é o assunto, isso é óbvio.

Praticando a Arte do Insulto

Recentemente tive problemas com a internet. Não foi com uma pessoa em especial, ou com um grupo das mesmas. Foi com a internet mesmo.

Algumas pessoas que eu não conheço passaram a visitar este meu blog e fazer comentários. Percebi que era gente que queria aparecer. Eventualmente acabei me irritando com elas, mas aí percebi uma coisa: algumas dessas pessoas não tem nome e não tem rosto. Escondem-se atrás de "aliases", de apelidos anônimos, siglas misteriosas e tendem a elevar a um patamar muito interessante. Elas realmente acreditam que tem mais importância do que possuem de fato.

Aí comecei a pensar com meus botões: eu não dou importância a este tipo de gente, mas aparentemente elas adoram vigiar minha vida, o que eu escrevo, o que eu penso. Então posso presumir que quem está em destaque não são elas, sou eu. Se a minha opinião é tão relevante para elas, é porque eu devo estar fazendo algo de certo - ou errado.

O que estou fazendo de errado é prestar atenção no que escrevem os covardes anônimos (que como diz o aviso ali do lado, são convidados a se retirarem e todos os comentários anônimos ou de pessoas cujas existência física não possa ser comprovada serão removidos). Eu não preciso deste tipo de gente, mas aparentemente eles precisam de mim.

A internet possibilita este recurso covarde e inconstitucional do anonimato. Qualquer um pode se esconder atrás de um e-mail falso, uma foto falsa, um nome falso. É a coisa mais simples do mundo. Então o meu problema é com a internet, não com as pessoas infelizes que utilizam tais recursos. As discussões seriam muito mais saudáveis se fossem como na vida real: entre pessoas de verdade. Mas o que temos aí são n³ "trolls", "flamers" e etc.

Então se você me trata como se eu fosse famoso ou relevante, te darei tratamento equivalente. Como qualquer famoso ou pessoa de grande importância, vou te ignorar, fingir que você não existe. Você terá que se deliciar com aquilo que eu escrevo silenciosamente, ou gritando com a sua meia dúzia de leitores e parceiros. Mas conviva com o conhecimento de que sua opinião é algo completamente irrelevante para mim.

Aprendi isso com este cara aqui. Ele é famoso e rico, deve saber o que faz:




Drops Mentais: atrasadão

Eu odeio quando acontece este tipo de situação no facebook ou em chats (e vejo este tipo de coisa acontecer há muito tempo):

Fulano: "Gente, onde eu posso comprar uma carrapeta nova pra minha torneira???"
Siclana: "Putz nem faço idéia, foi malz... :("
Fulana: "Pode ir em qualquer loja de ferragens que eles vendem."
Fulano: "Êêê brigadão fulana, valeu!!! ;)"
Beltrano: "COMPRA NUMA LOJA DE FERRAGENS"

Além de usar caps lock, responde a algo que já foi respondido. Não sei se é dislexia, necessidade de auto-afirmação ou preguiça de ler.

O nerd da informática

Muitas pessoas presumem que trabalho na área da informática porque, bem, vários do meus amigos são, ou porque acham que eu sou "nerd". O Jimmy Page também lia "O Senhor dos Anéis" e tocava guitarra, por isso o chamam até hoje de "nerd"? Não é, está na hora de rever os conceitos ou assumir, pessoal. Surpresa. Nem tudo é o que parece. Vamos lá: alguns dirão que na verdade o conceito "nerd" é sinônimo de inteligência, mas não concordo com isso - conheço alguns nerds que são burros de doer. Além do mais, estou para ver uma garota bonita dizer que "adora aquele cara porque ele é nerd." Ã-hã. O público em geral tem um esteriótipo que é seguido à risca, ser "nerd" é um pacote completo na visão da maioria das pessoas.

Agora gente, eu não sou da informática, nunca fui e nunca quis ser. Inclusive desmistificando uma imagem que alguns possam ter sobre mim, não entendo muita coisa sobre computadores ou sistemas. O lance é que eu gosto de aprender qualquer coisa, o faço rápido e normalmente não esqueço. Logo as pessoas tem uma impressão um pouco equivocada sobre mim. Eu sei tanto sobre computadores como sei sobre guitarras, livros de ficção fantástica ou sobre a anatomia dos ornitorrincos.

Por exemplo, ontem à noite aprendi a configurar um modem ADSL2 tanto em roteamento como em modo bridge. Também aprendi a configurar um roteador wireless em vários modos de segurança com portas diferenciadas.

Entretanto uma coisa que não aprendi até hoje é que, toda vez que tenho um problema com a Oi-Velox, não adianta ligar novamente para eles. A forma mais rápida de resolver um problema com eles é fazer a reclamação, esperar pacientemente o prazo da solicitação expirar e então ligar imediatamente para o telefone 1331 da Anatel, informar o protocolo inicial de atendimento e iniciar um novo protocolo de reclamação. Aí a Oi (Velox, fixo, celular, etc) resolve o problema no mesmo dia.

Vamos ver se daqui em diante eu lembro disso e aprendo de vez.

An Evening in Rio with Zak Stevens

O cantor norte-americano Zak Stevens (Circle II Circle e ex-Savatage, minha banda favorita) está no Brasil fazendo uma série de shows acústicos, acompanhado pelo Mitch Stewart (Circle II Circle) no violão e pelo Mauricio del Bianco (Soulspell) no teclado. Antes de tudo, eu quero (novamente) agradecer muito ao Mauricio e à produtora Overload, pois sem eles, esta turnê maravilhosa não teria sido possível. E é muito gratificante ver a paixão com a qual eles se dedicaram à ela.

Eu, Zak Stevens e Clara.
Realmente é difícil encontrar palavras para descrever o show. O Zak Stevens é um dos meus cantores favoritos e um dos motivos pelos quais eu tive qualquer motivação para um dia pegar um microfone e soltar a voz. A noite do dia 16 de Março de 2012 ficará para sempre gravada na minha memória não apenas por estar ali com minha esposa e amigos incríveis, mas também por ver um público tão apaixonado quanto eu, tão fascinado por aquela música sublime quanto eu. Quando finalmente fui conhecer um dos meus ídolos pessoalmente na sessão de fotos, pensei que a única coisa que não poderia dizer é "sou o maior fã do seu trabalho." Obviamente isso seria um desmerecimento incabível com todos os outros que estavam lá assim como eu, soltando a voz alto, se emocionando e se apegando àquele momento inesquecível.

Eu, Clara, Mitch Stewart, Takashi e Mauricio Del Bianco
Uma das coisas mais legais foi perceber que os caras (Zak e Mitch) são gente boa demais além da conta. Muito simpáticos, trataram todo mundo bem. Agora, a história engraçada da noite. Quase no fim do show, o Mauricio começou a tocar uma música instrumental do Savatage, "Storm", sozinho no piano. Aproveitei aquele momento para ir ao banheiro, pois as Guinness que tomei no Lapa Irish Pub antes do show e as Stella Artois do Rio Rock & Blues estavam começando a fazer efeito e a natureza chamava. Desci correndo, entrei no banheiro e estavam lá os dois, o Mitch e o Zak, nas cabines. Foi estranho, fiquei na minha e fazendo "meu negócio". O Zak falava alto: "Mitch, a gente não vai conseguir. Mitch, ele vai terminar de tocar antes de a gente voltar. Cara, por que eu estou mijando tanto hoje? Da próxima vez tenho que beber menos cerveja, Mitch. Cara, a gente não vai conseguir." Então o Mitch saiu correndo do banheiro, o Zak faz a mesma menção, dá de cara comigo. Eu abro a porta e digo: "eu posso não conseguir, mas você sim. VAI VAI VAI!!!" Ele gargalhou e saiu para terminar o show.

Ele é uma pessoa de verdade, é um cara comum. Um cantor fenomenal, incrível, com certeza. Mas é uma pessoa "real", não tem estrelismos e é de uma simpatia ímpar. Certa vez eu vi o Chris Caffery (guitarrista, ex-Savatage) dizer que quando era novo foi pegar um autógrafo com um dos seus ídolos e o cara o esnobou completamente. Por causa disso ele decidiu que se ficasse famoso, sempre trataria seus fãs bem, com carinho e atenção, pois assim todos se sentiriam bem e ficariam felizes. Eu já tinha o Zak Stevens num pedestal alto graças à sua música e técnica vocal, mas depois de anteontem ele subiu mais alguns degraus.

Outro fato interessante é que eu assisti o show com a mesma camisa que usei no primeiro show do Savatage no Brasil, em 1998. 14 anos depois, não é apenas incrível que a minha camisa esteja inteira, mas que o sentimento com relação à música não tenha diminuído nem um pouco. Para os fãs, segue abaixo o setlist do show. E mesmo para quem não é fã, seguem os videos feitos pelo Tiago. Em particular, o último ("Alone You Breathe") será para sempre uma memória maravilhosa e mágica, assim como todo o resto do show.


The Ocean
Welcome
Take Back Yesterday
Watching You Fall
Believe
All That I Bleed
Edge of Thorns
Handful of Rain
Into The Wind
Watching in Silence
Desirée
Alone You Breathe
Gutter Ballet
Sleep
Sarajevo
This is the Time
Storm
If I Go Away



WELCOME (Savatage):



TAKE BACK YESTERDAY (Circle II Circle):



WATCHING YOU FALL (Savatage):



BELIEVE (Savatage):



EDGE OF THORNS (Savatage):



EDGE OF THORNS (final da música):



HANDFUL OF RAIN (Savatage):



ALONE YOU BREATHE (Savatage):



GUTTER BALLET (Savatage):



SLEEP (Savatage):

Kindle? Mas o quê diabos é isso?

O Kindle é um aparelho impressionante. Trata-se de um leitor de livros em formato eletrônico, vendido pela Amazon (famosa loja virtual originária dos EUA). Eu era muito reativo com relação a ele, as pessoas que me falavam sobre como era prático, bom e fácil de usar, mas sempre me recusava a testá-lo. Meu apego aos livros de papel, empilhados na estante da parede sempre foi notório. Quem me conhece bem sabe que eu tenho muito cuidado com minhas coisas, especialmente meus livros e cartas. Capas danificadas, páginas com orelhas, rabiscos e rasuras são totalmente inaceitáveis.

Um amigo estava vendendo o Kindle dele e percebi que seria uma ótima oportunidade de investimento para a Clara, que começou no ano passado a estudar Letras-Francês e por este motivo tivemos que gastar uma pequena fortuna em livros. A minha idéia de dar o Kindle para ela seria investir na a compra de livros de referência mais baratos (livros em formato virtual na Amazon são cerca de 20% a 30% mais baratos que as versões impressas) e com maior facilidade, assim como ter acesso à literatura em domínio público, a qual nas línguas francesa e inglesa tem ampla divulgação e distribuição, ao contrário da língua portuguesa.

O assunto do domínio público, por si só, é muito interessante. Poucas pessoas costumam saber que no Brasil uma obra se torna domínio público 70 anos após o falecimento do(s) seu(s) autor(es). Mas isso fica para depois, o negócio agora é o Kindle.

Vendo a Clara se divertir com o aparelho dela começou a mexer comigo, então no ano passado uma oportunidade apareceu por um ótimo preço e comprei um para mim, igual ao dela. Neste meio tempo, eu já estava lendo o terceiro livro da série "A Song of Ice and Fire", do George R.R. Martin... Vulgarmente conhecida no Brasil como a série "Guerra dos Tronos". Mudei imediatamente do "papel" para a "tela" e não me arrependo nem um pouco.

Hoje estou lendo mais rápido e com mais conforto. O Kindle permite que você ajuste o tamanho e tipografia da fonte, o espaçamento das linhas, as margens. Você não precisa mais ficar segurando o livro em posições desconfortáveis que mudam a cada virada de página, apenas uma posição, fixa (a melhor possível) já basta. Virar páginas? Coisa do passado. Com um simples clique as páginas vão voando à sua frente, não mais contadas individualmente, mas sim na porcentagem total da leitura realizada do livro. Como bem disse um amigo certa vez, com o Kindle a gente não pergunta mais para os outros "em qual página você está?", mas sim "em qual porcentagem do livro você já chegou?" Isso para não mencionar que a tela com tecnologia e-Ink, que simula uma folha de papel impressa, realmente funciona que é uma maravilha - você lê à vontade, pode bater luz, sol, sombra, sem estresse. Mas se estiver escuro, você precisará acender uma luz de leitura.

Desde o ano passado rumores indicam que a Amazon pretende abrir sua loja virtual no Brasil, para vender aparelhos Kindle localmente e difundir ainda mais o formato de livros eletrônicos entre o nosso mercado consumidor com bom poder aquisitivo, empreitada que a Saraiva ainda não conseguiu com sucesso. O prego no caixão das lojas que não conseguirem se adaptar seriam os rumores cada vez mais fortes de que a partir de agosto a Amazon não apenas venderá os seus modelos de Kindle no Brasil, mas também o fará a preços bastante próximos daqueles praticados nos EUA, graças a uma estratégia de mercado agressiva, aliada à perspectiva de eventual produção dos aparelhos por aqui, graças à isenção de alguns impostos para a fabricação de tablets que foi concedida pelo governo brasileiro no ano passado.

Meu veredito final? Se você gosta de ler muito, o Kindle vai melhorar sua experiência. Na verdade, depois de se acostumar com o dispositivo, é difícil viver sem ele.

Já que as coisas são ditas por aqui...

Eu me recuso a discutir com quem eu não conheço, não tem nome e sobrenome, não tem cara. Se você é uma pessoa com este perfil e está me seguindo ou me assediando, fique ciente que a Google eventualmente pode liberar acesso aos seus dados, seguindo certos mecanismos burocráticos.

Mas isso é apenas uma hipótese. Caso ela fosse verdadeira, gostaria que parassem de me encher o saco. Não tenho que dar atenção ou ter respeito por anônimos e gente sem identidade.

Dançando na chuva social

Uma das discussões mais interessantes da internet é sobre a forma como as pessoas divulgam e compartilham seus dados pessoais; idade, sexo, opção sexual, região geográfica, classe social, etc. Sempre surgem dúvidas sobre como "bloquear" seus dados, ou restringí-los a um determinado grupo de pessoas. Mas agora vou contar um segredo: não há como restringir isto, uma vez que você entra no jogo.

A verdadeira idéia das redes sociais é adquirir dados e estatística em massa dos usuários para marketing, mídia e planejamento de vendas. Ocasionalmente, elas permitem que você mantenha contato com algumas pessoas.

Por exemplo, estatísticamente, o facebook "sabe" que eu sou homem, tenho 33 anos, moro na região do Rio de Janeiro e sou fã de algumas bandas, como o Savatage e o Black Sabbath. Meu perfil isolado é insignificante, mas somado ao perfil de milhares, não, de milhões de pessoas, vira um produto de grande valor. Quando você cria uma página no facebook, recebe a opção de realizar um "upgrade" (pago, obviamente) para ter acesso a estatísticas e dados mais detalhados dos usuários que acessam e curtem sua página.

Há alguns meses atrás li um artigo muito interessante (infelizmente não achei o link agora, para referenciar) que dizia que "curtir" a página de um artista no facebook é o "novo CD": astros da música mundial estão progressivamente abandonando a estratégia de vender CDs para divulgar seus trabalhos e focando em divulgação nas redes sociais, distribuindo suas músicas por streaming no facebook, Sound Cloud, YouTube e até para download gratuito. Desta forma um cara como o Kayne West sabe quantos fãs tem no Equador, a reação deles para seu disco novo, quantos vivem na região de Quito e se seria viável fazer um show por lá (ou se seria furada). E assim por diante.

Novamente, quem decide o que "venderá" de informação para as redes sociais em troca desta ferramenta de interação ocasional somos nós mesmos. Só não é legal ouvir pessoas com a postura de "ame-o ou deixe-o" com relação a este assunto. Não é bem assim que a banda toca. O velho e bom "tá na chuva é pra se molhar" não é verdadeiro se você tiver um guarda-chuva e capa.

Sobre auto-censura

Cá estava eu, rumo ao post número 200, quando lembrei de uma coisa: até alguns anos atrás, eu escrevia crônicas e colocava aqui no meu blog. Achava uma forma divertida e interessante de compartilhar meu trabalho.

Hoje em dia eu tenho medo e vergonha. Medo do plágio, da infração de direitos autorais. Não que meus textos sejam dignos de serem plagiados, mas são meus e eu tenho certo carinho por eles. Por outro lado, iniciei uma revisão de todas as crônicas, o que basicamente abriu meus olhos. Cacete, como eu escrevia mal. Tanto erros, tantas incoerências.

As falhas persistem até hoje, mas particularmente em 2004 e 2005 elas estavam lá com uma frequência assustadora, sendo esfregadas na cara do mundo. Não imagino que alguém hoje em dia leia aqueles textos antigos, mas caso isso ocorra, minha cara pararia no chão. Então decidi remover 10 crônicas do meu blog e estou revisando as mesmas para um projeto. Nem todas devo reaproveitar neste trabalho, mas acrescido do que venho escrevendo, espero ter boas notícias em breve.

E agora, um caminho mais longo rumo à barreira do 200º post.

Por quê não gosto mais do facebook

Como disse ontem, causando certo horror, apreensão e preocupação, estou de saco cheio do facebook. Na verdade, estou de saco cheio de um monte de coisas, mas não consigo me livrar de todas com facilidade. Antes que venham me perguntar, não, eu não pretendo fazer "facebookcídio", como há alguns anos atrás era comuns as pessoas dizerem que fizeram "orkutcídio". Isso é estúpido, primeiro porque caso sua intenção seja manter a privacidade dos seus dados, já os perdeu - o facebook e a Google guardam todos os dados de quem se inscreve nos seus sites e programas. Em segundo lugar, se a sua intenção ao apagar um perfil em rede social é evitar que as pessoas "fuxiquem" sua vida, bem, tenho novidades para você - as pessoas só buscam saber o que você mesmo compartilha com elas. Se você ficar quietinho, caladinho no seu canto, ninguém vai ficar sabendo.

O facebook é uma rede social, na qual você mantém contato com seus amigos e conhecidos. Oh, nenhuma novidade. Até agora, é só mais uma rede social - não tenho nada contra este princípio, o problema é que o facebook tende a criar uma "rede dentro da rede", um novo ambiente no qual a sua participação, as suas idéias, a sua presença, os seus dados pessoais e profissionais, são a verdadeira moeda. Anotem o que estou falando, daqui a pouco o tal do "facebookmail" (que ainda não colou) será transformado em pré-requisito para usar alguma funcionalidade nova do site, sendo integrado ao chat online. Uau, que novidade, não?! Quem tiver o mínimo de visão lembrará que o e-mail da Google é integrado ao chat online da Google que são integrados a qualquer programa ou site da Google. O velho e bom combo do Gmail + Gtalk, na estrada desde o quê, 2005? 2006?

Não lembro direito, pois parece que foi há uma eternidade. Seis ou sete anos. E o que nós fizemos neste tempo todo? O quanto construímos? De lá para cá eu me mudei de cidade, casei, troquei de emprego, aconteceu muita coisa na minha vida. Entretanto olhando para trás, nenhuma, absolutamente nenhuma dessas coisas boas tiveram o "dedo mágico" de uma rede social, seja o orkut, o facebook, etc etc. Aliás, pelo contrário, a rede maravilhosa de compartilhamento de informações que nos é oferecida hoje é sim algo próximo do mágico: dados voando na tela, milhares de rostos e pessoas flutuando à sua frente, memes, muitos memes, as mesmas piadas sendo contadas um milhão de vezes, à exaustão. E para piorar, temos as pessoas.

Acho que uma das coisas mais legais de manter real e verdadeira interação social com o mundo é que você passa a conhecer as pessoas de verdade. Alguns argumentarão que antigamente havia correspondência por correio, o que inegavelmente, era uma boa ferramenta. Mas naquela época quem se dignava a pegar a caneta, pena ou máquina de escrever, não materializava apenas dez ou doze linhas de informações. As pessoas realmente escreviam cartas, contando sobre como a vida estava, explicando um assunto em comum, argumentando, discutindo. Lembro que quando comecei a usar e-mail, ainda tínhamos esta mentalidade: escrever o que realmente deve ser escrito, e e-mails eram longos! Já hoje, nos satisfazemos com duas ou três linhas, é suficiente - você só quer que aquele pequeno filamento de informação chegue ao "outro lado".

As redes sociais estão estrangulando nosso convívio social verdadeiro, ao invés de dar vazão para o mesmo. O mundo está veloz demais, rápido demais, ocupado demais e nós, sem tempo para os amigos e família. Elas criam relacionamentos delicados, construídos em papel fino, não em madeira ou concreto. E é neste ponto que você começa a se decepcionar com as pessoas. Ao receber as opiniões de todos, sem qualquer discrição ou filtro, você acaba descobrindo que algumas pessoas na verdade não são tão próximas de você do que imaginaria. Antes das redes sociais, esta pessoa estaria na sua frente, falando o que ela disse, talvez com outras olhando. Será que ela teria coragem de falar realmente tudo o que pensa? Será que o medo da repreensão social não faria com que ela pensasse duas vezes antes de entrar numa discussão, independente dela ter a razão ou não?

O facebook está deixando as pessoas mais corajosas, desinibindo-as para falarem sobre o que quiserem. Aí vemos comentários preconceituosos, racistas, sexistas, fascistas, etc. E quem gosta de uma boa discussão, de uma argumentação acalorada, acaba mordendo a isca. Isto só pode levar a um caminho: a procrastinação. Aqueles que se deixam envolver demais pelo fascínio brilhante das redes sociais, como uma mariposa pela lâmpada, acabam dando mais importância a um site na internet do que aos seus relacionamentos, aos seus projetos pessoais, muitas vezes ao trabalho, reduzindo o rendimento e produtividade.

Não vou apagar meu perfil. Não vou bloquear as pessoas, removê-las da minha "persona virtual". Mas deixo meu conselho: vivam menos no facebook e passem mais tempo com suas próprias vidas. Desta forma menos gente te decepcionará, incluindo você mesmo.

E o humor brasileiro?

Já faz um bom tempo que o humor brasileiro apenas atinge as manchetes por motivos não tão engraçados. Uma piada politicamente incorreta ali, outra racista aqui. Talvez um comentário danado de infeliz, salpicado de malícia e um pouco de falta de noção. Enfim, o quê diabos está acontecendo de errado com o humor brasileiro?


Nada. Nós sempre fomos assim, a diferença é que com o mágico avanço da internet, a quantidade de multiplicadores e opinião e críticos aumentou avassaladoramente. Antes todo mundo só comentava sobre o esquete novo do “Zorra Total” ou o antigo de “A Praça É Nossa”. Voltando mais ainda no tempo, lembremos de esquetes do Chico Anysio, do Jô Soares, dos Trapalhões, as piadas do Ary Toledo, do Juca Chaves e do saudoso Costinha. Poderia ir além, mas vejam bem, eu nasci em 1978.

As piadas são as mesmas. Os humoristas são os mesmos. O povo brasileiro continua dando atenção para as mesmas piadas sexistas, racistas, violentas, de mau gosto. Entretanto hoje, ao invés delas serem coadjuvantes para o talento excepcional de poucos, são o prato principal da maioria. Quando criança, lembro com clareza das mordazes e corajosas piadas sobre políticos do Chico Anysio. Entretanto, para chamar a atenção de muita gente, ele precisava colocar em seu programa uma ou outra gostosona com roupas curtas e apertadas.

Antes alguém poderia dizer: “quer ver mulher pelada? Vai ler a Playboy!” Era verdade. Hoje a coisa é maior ainda. “Quer ver mulher pelada? Entre no Google.” O mercado de pornografia e nudez na internet é tão farto quanto gratuito. Então não ajuda muito que os comediantes usem o velho artifício da mulher gostosa pra chamar atenção, não é? O que sobra para eles?

Serem polêmicos.

Quando mais audiência damos para pessoas que usam a muleta da polêmica para sustentar suas carreiras, mais nos rebaixamos. E muitos destes humoristas descobriram seu grande filão e público justamente entre os internautas, que os amam à mesma velocidade que os odeiam, quando falam algo de seu desagrado.

Não sou contra esta estratégia, acho inclusive muito válida, para quebrar os paradigmas convencionais da ditadura da mídia vigente no Brasil. Isso não significa que eu admire estas pessoas e muito menos que apóie o que elas dizem. Mas há de se admirar que, com tanta gente batendo palmas ou vaiando cada um dos seus gracejos públicos, que poucos tenham percebido que eles usam a velha e boa estratégia do “bem ou mal, mas falem de mim”, dando a entender que não queriam isso em primeiro lugar.

8 na fila e bola pra frente

Estava pensando hoje se estou realmente reconstruindo uma comunidade. Não, não é essa a palavra certa, na verdade é uma platéia. É claro que eu gosto de audiência. Todo mundo quer sentir o mínimo de importância e para isso hoje em dia temos números. Dos meus outrora 50 seguidores aqui no blog, não creio que um quinto realmente lesse o que escrevo, mas ainda assim, o número é reconfortante.

800 amigos no Facebook. 140 seguidores no Twitter. 420 amigos no Orkut. 50 seguidores no Blogger. 150 no Google Plus. UAU. Isso deve significar muita coisa, olha a quantidade de gente que presta atenção no que eu falo, em quem eu sou.

Não, isso não é verdade.

Há alguns meses atrás coloquei uma foto no Facebook uma foto da minha toalha molhada, pendurada após o banho e que parecia uma imagem do E.T. do Spielberg (é bom especificar, hoje em dia nosso imaginário tem mais alienígenas do que somos normalmente capazes de lidar). Não lembra? Não viu? Confira aqui:

Legal né? O próximo padre que achar uma imagem da virgem
Maria numa torrada vai ter que repensar seus conceitos.

29 pessoas curtiram isso, em Junho de 2011. Várias pessoas comentaram. Destas 29 que realmente clicaram num botão para expressar seu contentamento com a imagem sacra do E.T., apenas uma eu não conheço pessoalmente (mas acredito que pode ser realmente uma boa pessoa, pois é amiga de outra que o é com certeza). 5 dias depois ninguém mais comentou, ninguém mais lembrava da foto, da piada.

Nossas piadas, nossos humores hoje em dia são tão rápidos e descartáveis quanto um clique no mouse. Eu vejo, eu gosto, eu curto, eu compartilho e ponto final. Pode ser que encontre novamente este pedaço de informação, solto na web, numa linha temporal do Facebook, num tweet despretensioso ou numa comunidade do Orkut (há alguns que ainda tem estômago para aquele troço). Por quê não receber um e-mail, estilo corrente e com a ameaça veemente de que se você não compartilhar a imagem do E.T. para 10 amigos dentro de 15 minutos, 150 raios laser cairão dos céus na sua cabeça?

Temos a tendência a nos apegar a estes números e à qualidade que eles trazem para nossas vidas como se fossem a coisa mais importante do mundo. Todos se interessam pelo que eu escrevo, veja, 5 já curtiram a nova imagem antiga que compartilhei. O blog, falem bem ou mal, é uma ferramenta para tornar mais estático o volátil e merda, eu gostei da piada do E.T. - não podia deixá-la morrer no mar de informações e estatística do Facebook.

Vamos lá gente, estou aguardando ofertas. 8 seguidores, quem dá mais?

Chegou a hora da verdade para o blog

Então, agora eu realmente não sei o que fazer. Só percebi recentemente que o Google Friend Connect será desativado em 1º de Março e pra variar, a notícia já é antiga.

A opção apresentada pela Google é ridícula: criar uma página no Google Plus. Cacete, isto aqui é um blog pessoal, não é uma empresa. Eles realmente querem que eu pare de escrever aqui e passe a colocar minhas atualizações apenas no facebook? Que idéia estúpida, pois funciona apenas para quem tem websites de negócios, notícias, variedades. Eu sou uma pessoa que escreve num blog, nada além disso.

Por exemplo, eu tenho uma página no Google Plus. A minha página. A idéia deles é que eu criasse uma página do "Blog do Bart Rabelo" e gerenciasse isso no G+ pra manter contato com a "minha comunidade". Não vai acontecer. Eu até criei a página e coloquei aqui do lado o botão conforme as instruções deles, apenas para ver o quão inútil e estúpido isso é.

Até o fim do mês ninguém sabe direito o que vai acontecer. Estou pedindo às pessoas que seguem meu blog para se inscreverem novamente usando a nova área de seguidores (na barra da direita), pois esta "TALVEZ" não seja removida/cancelada pela Google. Só posso trabalhar em cima de presunções.

O que vai acontecer agora, é que uma das poucas ferramentas para interatividade entre bloggers, morrerá. E com isso, cada vez mais, os blogs pessoais também. Eu tenho apenas 50 seguidores, outras pessoas tem milhares. Tirem suas próprias conclusões.

Virtude e Consciência

Eu gostaria de deixar algumas coisas bem claras.

A primeira é que sou apartidário. Não acredito em partidos, especialmente no atual sistema político do nosso país. Acho que é uma mentalidade burra e uma prática estúpida acatar tudo o que um partido representa simplesmente por querer fazer parte dele. Isto leva à intriga, manobras escusas e jogo de interesses. Por isso sou apartidário.

Outra coisa interessante: sou centrista. Não daqueles, como o PMDB, que mudam suas alianças conforme a dança das cadeiras vai sendo feita, eu sou centrista e ponto final. Concordo com muitas das idéias defendidas pela esquerda, com outro tanto de idéias defendidas pela direita. Não preciso abaixar a cabeça para tudo, nem bater de frente com todos.

Eu pratico aquilo que prego e prego aquilo que sou. Defendo o direito dos empreendedores de realizarem seus negócios sem uma carga tributária absurda, assim como o dos trabalhadores de receberem bons benefícios em troca da sua mão-de-obra. Acho que o socialista deveria pensar mais como um capitalista e que o capitalista deveria pensar mais como um socialista.

É por isso que venho falando tanto sobre Pinheirinho nos últimos dias. Muitos tem fechado os olhos para a situação das pessoas despossuídas por preconceitos políticos e sociais. Por outro lado tenho visto muitos comentários na internet relacionados a Pinheirinho envolvendo palavras como "anarquia", "socialismo", "direita", "esquerda", "reacionário", "ditadura", "sindicalista".

Você não precisa se enquadrar em nenhuma das categorias acima para se revoltar com a situação atual da Síria ou do Egito, para se enojar com o apedrejamento de mulheres em praça pública na Nigéria, para querer acabar com a corrupção da política no Brasil. Ou para ser contra o que aconteceu em Pinheirinho. Tudo o que você precisa é tentar se tornar um ser humano melhor, aplicar ao seu cotidiano virtudes permitam que você faça o melhor possível, dentro das suas limitações.

Muitas vezes, a verdade tem um preço. O caso do foto-jornalista Kevin Carter, que sofrendo de depressão se matou em 1994, é bastante conhecido. O seu suicídio ocorreu poucos meses após ele ganhar um Prêmio Pulitzer, mas o homem simplesmente não foi forte o suficiente para lidar com as memórias das guerras, das matanças, das coisas erradas que presenciou, impotente. Ele tinha a minha idade, 33 anos, quando se matou.

Ter virtude e lidar com sua consciência é difícil, exige uma força que poucos tem. Pessoas como eu, afastadas dos confrontos diretos e do sofrimento dos oprimidos, não precisam ser tão fortes. Pessoas como eu e talvez... Como você?

Pinheirinho e as algemas do Brasil



Eu achei esta foto particularmente mais forte do que as outras (não divulgo aqui o nome da autora, pois recebi a foto pelo facebook e prefiro respeitar a privacidade da mesma). Vejam este senhor de idade, sem posses, dormindo num colchão que não lhe pertence, com um cobertor que não aplaca o frio da noite. Ele virou um marginal.

Nosso país está criando marginais aos montes: as vítimas das chuvas em Niterói, na região serrana do Rio e Brasil afora. Os moradores de rua, que não tem abrigos, que não tem uma mão amiga. Os doentes que não conseguem lugar ao sol no SUS.

Eles são todos marginais. Foram todos colocado de lado pela sociedade, largados à sua própria sorte e à caridade de poucos. O Estado não se importa com eles. A classe média perde o interesse em suas histórias tristes com facilidade. Nós doamos uma muda de roupas, alguns quilos de comida e fazemos nossa parte.

Enquanto isso, as pessoas que realmente deveriam estar fazendo algo, protelam. Se não for de seu próprio interesse, jamais tomarão qualquer tipo de atitude para acabar com essa miséria, com essa dor. Inclusive continuarão alimentando os problemas, enfraquecendo os alicerces e fomentando a ignorância da população.

Nas eleições este ano, só vote em candidatos de ficha limpa. Vigie aqueles nos quais você votou. Exija que eles cumpram suas promessas de campanha, controlem seus gastos públicos e de gabinete. Interrompa o fluxo da desgraça humana na sua fonte: os nossos opressores, que acreditam que através da vida política, poderão enriquecer às custas da maioria. Ajude a libertar o país destas nefastas algemas, que nos prendem à dura realidade de ter que aceitar as coisas como elas são, simplesmente porque lutar contra o moinho-de-vento é impossível.

Mas por favor, faça alguma coisa, por menor que seja. Outros estão fazendo.

Pinheirinho

Prova da noite no Big Brother Brasil: 30 minutos
Capítulo da novela das 9: 60 minutos
Jogo de futebol no domingo: 90 minutos

Descobrir a verdade que a imprensa e o governo querem esconder: não tem preço

Por favor, gastem 18 minutos das suas vidas assistindo este video feito pelo meu amigo Pedro Rios Leão. Conversem sobre o video, critiquem, compartilhem. Mas façam alguma coisa! Se você, que está lendo isto aqui, ao final da transmissão estiver tão enojado(a) como eu, tenho certeza que ira fazer tudo ao seu alcance para se livrar deste véu de falsa liberdade que a internet nos dá. Nós temos que parar de aceitar placidamente tudo o que é jogado nas nossas caras, sem sequer pensar no contexto de tudo o que está acontecendo.

Eu sou um cidadão da República Federativa do Brasil. Eu me importo. O massacre de Pinheirinho é uma afronta à nossa cidadania, à nossa liberdade civil, à nossa república, ao nosso amado Brasil.



Não faz sentido?


Quanto menos conhecidas e quanto mais excêntricas forem as fontes, maiores as chances de todo mundo acreditar, não é verdade?

Imagine na Roma antiga. Um amigo teu chega e fala:

- Você ouviu falar dessa nova religião, os "cristãos"?
- Não... O quê são eles?
- Ah, eles acreditam em um deus só e que ele mandou seu filho pra Judéia pra salvar a humanidade.
- WTF?

Gordon Duncan

Sempre é bom relembrar. Conheci o trabalho deste gênio através do meu amigo Bruno Trece.

Gordon Duncan, um cara tão cheio de talento, músico brilhante, lutou durante sua breve vida contra duas doenças: o alcoolismo e a depressão. Foi considerado um dos maiores músicos no instrumento em todos os tempos, mas ainda assim jamais conseguiu um emprego qualificado, trabalhando como faxineiro e até gari. As doenças o levaram ao suicídio com apenas 41 anos de idade.

Ouça o que o cara era capaz de fazer. E da próxima vez que você esbarrar com uma pessoa desfavorecida e doente, imagine do que ela não seria capaz, se tivesse ajuda.



O novo poder da internet

Sei que o assunto já é meio "antigo", mas aqui está um exemplo do novo poder que a internet exerce junto à opinião pública. Creio que a tendência atual seja que este tipo de denúncia se torne mais comum, pois tamanha exposição pública acaba praticamente forçando que o ministério público e a polícia façam algo. E dá-lhe playboy admitindo que bebe e dirige depois da balada, agressões em boite filmadas, gente racista e preconceituosa falando asneiras no twitter e no facebook.

Agora, e que tal se tamanha comoção pública também englobasse a corrupção? Não quero incorrer em falácia, mas é fato que as pessoas comuns não denunciam corrupção - talvez por medo, talvez por nem saberem direito o que é um ato corrupto quando o enxergam. Se pelo menos a gente reclamasse e gritasse tanto na internet quanto nestas outras "causas perdidas", talvez o cenário global fosse um pouco diferente.

Novamente, não quero dizer que "a minha causa é mais importante que a outra". Isto aqui é apenas um desabafo, sobre como a "minha causa" tem tão poucos adeptos realmente leais.


Mais confusão na USP

Parte 1 da confusão:




Parte 2 da confusão:




Conclusão:

1) O estudante da USP desacatou sim o PM e deveria ter fornecido identificação quando solicitado, não ter se dirigido a ele de forma tão debochada.

2) O PM não deveria ter usado de força excessiva contra uma pessoa que não se mostrou violenta. Ele deveria ter levado o estudante para a delegacia, para averiguar sua identidade, até que ele fosse capaz de comprová-la com documento.

3) Os outros estudantes, ao alegarem que o PM foi racista, estão cometendo crime de calúnia, pois em nenhum momento foi sequer sugerido que o PM agrediu o rapaz que não se identificou por ele ser negro.

4) O quê diabos um PM, que deveria ser responsável pela segurança dos estudantes, funcionários e corpo docente da USP, estava fazendo ao acompanhar os seguranças particulares da mesma para evacuar uma área ocupada irregularmente, claramente um assunto administrativo da universidade?

Estão todos errados. Maktub.

Comercial da Heineken (Casino)

Para quem só está acostumado a ver a versão reduzida e cortada da propaganda na TV... A versão completa é MUITO mais legal. :)