Primeiro post feito do celular

A quem assina meu feed, peço desculpas. Este aqui é o meu primeiro teste de postagem a partir do meu Nokia E71, usando o Opera Mini 10.

Obviamente, se não der certo, vou apagar o post assim que for possível. Caso dê certo, creio que posts um pouco mais curtos aparecerão com maior frequência por estas bandas (apesar do teclado do E71 ser "qwerty", ainda assim é meio chato ficar digitando demais nestas teclinhas minúsculas).

Um novo conceito de educação e polidez

A entrada do meu prédio tem um caminho longo, mas desde o portão é possível ver o elevador social e quem está lá esperando para subir. Cheguei ao prédio, vi que uma senhora de meia idade estava esperando o elevador. O porteiro abriu a entrada para mim e comecei a caminhar com passos apressados quando percebi que o elevador tinha chegado. A senhora de meia-idade olhou na minha direção (não tinha como não me ver), entrou no elevador e deixou a porta delicadamente fechar atrás dela. Então literalmente corri o mais rápido que pude, segurei a porta e entrei. Ela, com um sorriso amarelo disse:

- Ehr, eu não te vi.

"Não me viu uma ova", pensei. Nem para pedir desculpas, velha abusada. Então o elevador chegou no meu andar e eu disse a única coisa que poderia naquele momento:

- Boa tarde.

Entretanto disse isso de forma curta e grossa. Nem olhei pra cara dela. Mas disse "boa tarde" e cumpri com as regras básicas da edução. É engraçado como um simples cumprimento pode soar tão bélico, tão cheio de asco e repúdio. Então percebi que na verdade isto é um conceito antigo e agora, escrevendo, descobri a palavra correta para o meu comportamento:

"Educavalo."

Eu fui educavalo. Está aí uma boa idéia. Sejamos educavalos com aqueles que nos ofendem não oferecendo a outra face, mas sim um coice bem aplicado sem sutileza e com suposta educação.

Área VIP?


O primeiro show ao qual eu fui com a tão odiada "Área VIP" foi (acreditem) do Joe Satriani. Obviamente era uma "vibe" diferente. Agora com os shows de rock mais, digamos assim, vigorosos, a coisa fica mais latente. As cenas do video acima são do show do Rage Against The Machine no Chile. Aconteceram no mês passado, quando eles vieram ao Brasil e teve o mesmo quebra-quebra, empurra-empurra e invasão.

Alguns diriam: "isso é coisa de show de rock e metal mesmo, são todos loucos violentos". Se você pensa assim, pode parar de ler aqui e sair para babar ovo do Arnaldo Jabor ou do André Forastieri. A última vez na qual alguém morreu num show de rock no Rio de Janeiro foi em 1993, quando dois rapazes caíram no fosso do Maracanazinho e foram eletrocutados, durante um show da violentíssima banda de rock-bélico australiano: Midnight Oil. Sim, a banda daquele rapaz careca gente boa e que agora é o ministro do Meio Ambiente da Austrália. Obviamente foi um problema estrutural, sem correlação com a música ou com os frequentadores do evento.

Há um número muito maior de mortes e violência registrada em eventos de pagodes, axé, funk, micaretas e afins. Já o rock e o metal são igualitários, liberadores, niveladores. Os produtores insistem em separar o público, alegando que precisam de recursos para trazer as bandas. Vejamos: o dólar está em baixa, o preço dos ingressos continua subindo e as barreiras das áreas VIP também. Eu digo que os produtores de eventos em larga escala estão lucrando excessivamente. Isto se reflete nas pessoas que estão lá.

Em Março o Iron Maiden virá para o Rio. Desde já anuncio que só irei ao show da Donzela se não houver área VIP - não que eu goste de ficar "grudado" lá na frente ou que não tenha dinheiro para pagar um ingresso mais caro e esteja recalcado. O fato é que eu gosto de sair, me divertir, curtir boa música e boa companhia. Não quero assistir ao show da maior banda de metal do mundo tendo que me preocupar com a minha segurança, da minha esposa e dos meus amigos. Quero poder cantar "Fear of the Dark", não me defender de seguranças obtusos e pessoas desnecessariamente exaltadas e levadas a um comportamento extremo por terem algumas liberdades cerceadas - e por terem sido enganadas por empresários que só pensam em dinheiro.

Lamentável.