18.2.10

Uma Nota Rápida

Vou colocar em palavras aquilo que já venho explicando pessoalmente para amigos e conhecidos aleatórios há anos. Sim, eu nasci em bom berço e fui criado por uma mãe flamenguista, fã do Zico e rubro-negra até a raiz da alma. Apesar de gostar bastante de futebol desde pequeno, digamos que nunca aprendi o jogo na prática muito bem, normalmente ficava apenas na teoria. Em suma, eu sou aquilo que todos costumam chamar carinhosamente de "ruim de bola", "pereba" ou "perna-de-pau".

Por algum tempo cheguei a pensar que, por conhecer futebol bem na teoria e na prática ser um lixo, que eu poderia virar jornalista esportivo, mas eventualmente desisti desta opção de carreira. Mas o que realmente importa é que ao longo dos anos verdadeiramente passei a gostar de futebol, ao ponto de não conseguir mais assistir a jogos do meu próprio time com emoção. Tudo o que restava era uma análise fria, sem gritos, sem chiliques, ser "torcedorismos". Ao mesmo tempo quando isso começou a acontecer, também tive contato com uma instituição chamada "Manchester United", sem saber o que isto representaria no meu futuro.

Lembrem-se que estamos falando do ano de 1996, quando eu tinha apenas dezoito para dezenove anos de idade. Aos poucos fui me aproximando do tal Manchester United, na época capitaneado pelos grandes Roy Keane e Eric Cantona. Com o passar dos anos vi o futebol tetra-campeão do Brasil entrar em franca decadência. Falem o que quiserem, mas nunca mais o futebol regional do nosso amado país foi o mesmo, dando espaço apenas a treinadores com times botinudos, acostumados a gramados ruins e partidas sofríveis em campeonatos regionais que podem até elevar a paixão do torcedor, mas que no fim das contas não valem nada.

Ao longo dos anos, assistir a uma partida do futebol brasileiro virou o equivalente a beber uma cachaça barata, daquelas que você nem tem coragem de admitir que ingeriu e no dia seguinte alega amnésia alcóolica. Assistir aos jogos do Manchester United, pelo outro lado, era beber uma pint de cerveja artesanal.

São quase quatorze anos de contato com o United, os quais viraram paixão e quando percebi estava gritando, torcendo, berrando com os jogadores através de uma tela de TV como se eles pudessem me ouvir. Não me importo com aquilo que as pessoas podem pensar ou falar, estou pouco me lixando - sou torcedor do Manchester United, com o qual ganhei vários títulos neste tempo todo em que estamos juntos.

Só queria deixar meus motivos claros, por uma simples razão: não vou mais explicar isso pessoalmente. Se alguém me perguntar ou tentar discutir futebol brasileiro comigo, solicitarei educadamente que entre no meu blog e pesquise por este post, porque as pessoas simplesmente se recusam a entender. Então agora é oficial, me recuso a explicar.

E rumo ao duplo tetra: quatro vezes seguidas no campeonato inglês e o quatro título da Copa dos Campeões.

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