21.2.10

Um jogo para equilibrar

Pequenas coisas do cotidiano. Estava falando ao telefone com uma amiga agora há pouco e eventualmente ela falou algo interessante: falávamos sobre coisas boas que acontecerão em 2010 e ela me lembrou que estamos em ano de eleições e Copa do Mundo. Então eu disse, "já isso não é bom, são grandes as chances de que o Brasil se dê mal em ambas as situações!"

Sentei no computador e decidi fazer uma conta, pensando naquilo que falei. Já foram disputadas 18 edições da Copa do Mundo de Futebol até hoje, sendo a primeira em 1930. O Brasil disputou todas as edições e ganhou 5 vezes, o que representa um aproveitamento de 27,77%. Nada mau, não?

De 1930 até hoje, o Brasil teve 27 Presidentes, contando os vice-Presidentes que eventualmente assumiram o cargo e as duas juntas militares (Revolução de 1930 e a Provisória de 1969). Não vou julgar os méritos individuais de cada governo, mas considerarei para o efeito estatístico apenas aqueles que foram eleitos diretamente pelo povo e excluindo alguns casos especiais: O Getúlio Vargas (que era um ditador), o Gaspar Dutra (que entrou com o "apoio" dos militares), o Jânio Quadros (que era meio doido) e o Fernando Collor (dispensa explicações). Logo, chegamos ao número de apenas 8 Presidentes eleitos de forma direta cujo mandato não terminou em escândalo ou tragédia (contei o Jango porque, convenhamos, o golpe de 64 não foi exatamente culpa dele). Chegamos a um aproveitamento de 25,92% no quesito de "Presidentes que não foram uma catástrofe total ou que pelo menos tentaram fazer alguma coisa".

Vamos lá, Copa do Mundo, 27,77% de aproveitamento. Um presidente que não seja um lixo total, ficamos com 25,92%. Não é à toa que somos o país do futebol e da corrupção desvairada.

2 comentários:

Anônimo disse...

Se você levar em consideração que na República Velha as mulheres e os analfabetos não votavam, além de existir o voto aberto e do cabresto em muitas regiões (que muda a ideia de voto democrático), essa sua estatística vai diminuir mais ainda...acho assim que em matéria de futebol somos infinitamente melhores que na política.

ps: gostei do texto :P

Bj, Fe

Sophia disse...

E o fato de as eleições presidenciais serem justamente em ano de Copa do Mundo não é mera coincidência...
Bom o blog. Vou dar mais uma olhadinha.
Bjk