28.7.09

A intolerância do dia-a-dia

Algo mais sobre inclusão virtual. Por mero acaso hoje de manhã me interessei em pesquisar algumas coisas no orkut, partindo do perfil de um homem que estava tentando ajudar com algumas dúvidas numa comunidade sobre futebol. Coisa boba, simples. Mas o português do cara era simplesmente sofrível. Ao ver seu perfil, descobri que ele é um fundamentalista cristão, ou seja, um fanático religioso revestido de fobias para se defender de tudo aquilo que não compreende.

Enganamo-nos ao achar que os fundamentalistas são árabes raivosos que vivem quase do outro lado do mundo. Eles estão entre nós. Eles caminham lado a lado conosco, nas mesmas ruas, pegam os mesmos ônibus e conduções. Você olha para um fundamentalista e pode até achar que ele é uma pessoa normal, mas não - seu coração está cheio de ódio e intolerância, mesmo que não seja capaz de admitir isso. Ele tem teorias ridículas e nojentas, como a que diz que Rosacruzes buscam de aproximar de Lúcifer, que todos os muçulmanos são guiados pelo ódio e satanismo ou que Barack Obama é o anti-cristo. Esta última teoria, acredite se quiser, tem adeptos pelo mundo inteiro (que não são necessariamente Republicanos).

Uma mensagem para os intolerantes: não sou nem nunca fui religioso. Não acredito em religiões e creio que estas são o mecanismo de controle mais antigo utilizado pela humanidade. Mas se você é um fanático ou fundamentalista, fique sabendo que eu conheço segredos Maçônicos e Rosacruzes, inclusive o real significado de Baphomet. Para piorar ainda sou ferrenho defensor da teoria do Mito de Cristo, ou seja, que Jesus nunca existiu. Se você, fundamentalista ou fanático, ainda assim quiser torrar minha paciência, sugiro pensar duas vezes e talvez ignorar completamente a minha existência, assim como eu posso ignorar a sua. Se para piorar você realmente pensou duas vezes e ainda deseja me incomodar, te digo que minha única fé reside em mim mesmo, logo, assuntos de fé não podem ser discutidos; ninguém tem o direito de questionar a fé de terceiros, não é verdade?

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