29.12.09

O fim de mais uma década

Então chegamos a mais uma data significativa, o fim de uma década. Minha terceira década, para ser mais preciso e a década na qual vivi praticamente toda minha vida adulta.

Nasci no fim dos anos 70, obviamente não vi nada daquela época. Mas minha infância foi toda passada nos anos 80, quando eu achava que usar blasers com mangas levantadas como os atores de Miami Vice era provavelmente a roupa mais chique que um homem poderia vestir.

De repente vieram os anos 90 e com eles a adolescência. Sempre ouvi rock, mas ele era simplesmente isso, rock. Foi então que aprendi a rotular e ser rotulado. Grunge, punk, metal, metaleiro ou nerd. Estudei numa escola junto com uma grande massa de pessoas odiosas, mas hoje em dia a maioria delas vivem vidas medíocres, ao contrário do que posso falar sobre eu mesmo.

E de repente, pow. Veio o ano 2000, o novo milênio. "Fim do mundo" alguns diziam, hoje podemos ter certeza de que estavam errados. Nos últimos dez anos aconteceram coisas bastante peculiares na minha vida, dentre as mais relevantes o fato de que abandonei uma faculdade que odiava, fui expulso de casa (com motivos bastante justos), encontrei uma carreira que realmente gosto, perdi um avô muito querido e me tornei uma pessoa independente. O motivo mais relevante de todos merece uma frase separada: encontrei o amor da minha vida e casei com ela.

Neste novo fim dos tempos, neste novo marco, do término dos anos "00", comecei a reavaliar algumas coisas que mudaram bastante em mim. Para início de conversa, estou mais cínico. Não consigo me envolver com a mesma paixão em toda e qualquer discussão, quando vejo alguém falando besteira normalmente nem me dou ao trabalho de argumentar, simplesmente deixo a idiotia passar batida, às vezes com uma simpática anuência pálida, a qual normalmente não significa nada.

Uma coisa muito interessante é que quanto mais velho fico, mais antigo fica meu gosto musical também. Eu só tenho ouvido "velharias" como Secos e Molhados, Grand Funk Railroad, Blue Öyster Cult, Iron Butterfly, Blue Cheer, Grateful Dead. Enquanto alguns de meus amigos sempre conhecem todas as bandas novas dos subgêneros mais cabulosos do metal (coisas quase poéticas como bandas de "splatter-death-grindcore-swedish-stoner-metal"), me contento com o rock dos clássicos, com as guitarras eternas de Iommi, Page, Blackmore e companhia.

Também passei a dar mais valor às amizades, priorizando qualidade em detrimento de quantidade. Creio que isto seja normal, apesar de que alguns amigos e amigas com os quais eu realmente gostaria de ter mantido contato por uma série de motivos aleatórios estão um pouco distantes. Adicionalmente entendi o valor que a família tem para uma pessoa, tanto nos bons como nos maus momentos. Estas são as pessoas que sempre estarão ao seu lado, independente do que aconteça, evite criar mágoas duradouras com sua família, seja ela pequena, grande ou na medida certa.

Resumindo este desabafo, desejo sinceramente que todos tenham uma ótima década pela frente, com um número reduzido de esteriótipos, rótulos, mazelas e uma quantidade generosamente maior de amor, carinho e felicidade.

E claro, não poderia esquecer: muito sexo.

24.12.09

Presentão de Natal

Então, hoje abro meus e-mails e descubro que a Haloscan não oferecerá mais seus serviços gratuitos. Me foi oferecida a opção de migrar os serviços para um servidor pago. Bem, eu já pago webspace e domínio, não preciso de mais uma conta... Então vou começar a usar os comentários do blogger mesmo. Uma pena isso, desde 2002 (com meu blog antigo) eu usava o sistema de comentários da Haloscan. Pelo menos eles permitiram que eu salvasse todos os comentários do meu blog para o computador.

Como meu blog é hospedado no meu próprio webspace, não pude usar os novos templates com widgets do Blogger, logo, fiz algumas mudanças na mão mesmo, "old fashion style", com o velho e bom Notepad. Comentários antigos não aparecerão mais aqui, portanto, comentem (bastante) no sistema novo.

Feliz Natal e Ano Novo para todos, ou como eu diria em sindarin, geliren aerinor a penninor!

13.12.09

Eu tive um sonho...

Então, hoje eu tive um sonho, vou compartilhar com vocês. Foi uma experiência e tanto. No sonho eu estava em casa, mas não era exatamente a minha casa. Como em todo sonho estranho, era um lugar completamente alienígena mas que eu reconhecia como sendo a minha casa.

De repente a campainha toca e um homem vestido com roupas de chauffer está me esperando à porta. Eu mal posso me vestir e acabo parando dentro de uma limousine muito chique. O chauffer arranca enquanto eu abro uma garrafa de champagne francesa, o que combina perfeitamente com palavras como limousine e chauffer.

Paramos em frente a um prédio de luxo. Pego elevador até a cobertura onde me deparo com um apartamente regiamente decorado com o melhor que há no mundo. Uma música ambiente está tocando, algo como slow jazz, já é noite e o apartamento só é iluminado por algumas velas espalhadas estrategicamente pela grande sala.

Mal termino de sentar num sofá de couro escuro, aparece-me uma mulher. Era uma balzaquiana, provavelmente no fim da casa dos trinta, porém muito conservada e muito bonita. Ela parecia ser o tipo de mulher capaz de pagar pelos melhores tratamentos de beleza do mundo, então talvez fosse muito provável que sua idade real fosse bem maior do que eu imaginava. Mas dane-se, ela parecia com a Monica Bellucci e estava usando um vestido com uma quantidade ridiculamente mínima de tecido.

"Você está confortável, Bart?" ela perguntou com uma voz rouca, sedutora e cheia de confiança. Eu fiquei um pouco atordoado.

"Sim, a champagne estava boa. Mas quem é você?"

"Você é um homem inteligente, com certeza é capaz de descobrir com apenas algumas dicas a mais. Me acompanhe até a varanda, querido". Então ela se dirigiu a um portal que por sua vez levava a uma varanda com ampla visão para toda a cidade. Parecia que estávamos no topo do mundo.

"Você vê aquela rua ali embaixo?" e apontou para uma avenida larga, com metade das faixas em obra.

"Sim, aquela avenida está fechada há quase um ano. A obra nunca termina." Em seguida ela apontou para um edifício velho, quase do outro lado da cidade.

"E aquele prédio, sabe do que se trata?"

"É um hospital público que saiu nas manchetes há algumas semanas atrás. Parece que morreram treze bebês recém-nascidos ali em menos de um mês."

Ela olhou para mim com algo parecido como júbilo nos olhos. Depois apontou novamente para outra área da cidade. "E aquela coisa feia ali, sabe o que é?"

"Aquela é considerada a favela mais violenta da América Latina." Naquele momento eu tive a certeza do que estava acontecendo, ou pelo menos de quem estava na minha frente. Ainda assim decidi confirmar. "Tudo isto que você me mostrou, é tudo obra sua, não?" Ao invés de responder com palavras, ela firmou um sorriso de canto de boca e acenou positivamente com a cabeça. Neste momento não tive mais dúvidas.

"Você é a Política."

Vamos lá, não é como se ela fosse uma política específica, ou uma personalidade individual. Ela era a personificação completa da Política que se pratica hoje em dia no Brasil. E estava ali, na minha frente. Eu não poderia ficar mais enojado.

"O quê você quer comigo?"

"Meu querido Bart, tente entender... Recentemente chegou ao meu conhecimento que você anda meio decepcionado comigo. Até é compreensível, com tudo o que está acontecendo no país nos últimos anos ou décadas, bem... Eu entendo. Mas eu também quero que você veja o meu lado. Eu gosto de você. Na verdade, eu te amo. Você é o tipo de pessoa que me enxerga como eu realmente sou, que pode me abraçar, que pode me possuir. Basta apenas ceder aos meus encantos."

Neste momento perdi as estribeiras. "Nunca, sua puta suja." Ao pronunciar estas palavras, a Política pareceu sentir um tremor, um lampejo de prazer. "Continue," ela disse. "Continue falando assim, eu adoro sujeita, adoro sacanagem."

"Você não passa de uma puta suja que gosta de foder com o povo." Ela pareceu gostar mais ainda, chegou a se retorcer. Então a Política soltou as alças do vestido na altura dos ombros, deixando seus fartos seios à mostra. "Vem pra mim, fica comigo. Fala sujo que eu gosto, eu sou sua, seja meu." Olhei aquela bela visão, languidamente oferecida como um banquete numa única bandeja. Agarrei sua cintura com minha mão esquerda e ergui sua perna com minha mão direita, empurrando-a junto ao meu corpo para nos encostarmos no parapeito. Sua pele era mais suave do que imaginava, o toque sedutor e macio. Seus belos olhos mesmerizavam e ao mesmo tempo me cativavam.

"Desgraçada, ceifadora de vidas, vadia dos mercadores da morte e da violência. Meretriz da injustiça, vagabunda da infelicidade alheia." Cada vez mais ela parecia crescer e se entregar à delícia do próprio prazer, do orgulho e do reconhecimento de seu caráter sujo. Ergui sua perna esquerda junto com a direita e pressionei seus quadris contra os meus, erguendo-a do chão. Ela me envolvia, me contaminava, me dominava.

"Vai, continua, não para." Ela realmente queria mais. Eu poderia dar, eu a tinha em meus braços, sentia sua pele quente, seu corpo ardente de prazer. Então decidi que era hora e disse: "Política, puta suja, isto é o que você merece". Com apenas um movimento ergui suas pernas mais alto e com isso ela caiu do parepeito. Parecia gritar enquanto caía em direção ao concreto, mas eu não ouvi nada. Apenas observei com grande deleite sua expressão atônita, incrédula, que se encerrou com um forte estalo rubro na calçada. Neste mesmo instante a obra na avenida se completou, o hospital recebeu verbas e os bebês pararam de morrer e os moradores da favela passaram a viver num lugar mais justo e com menos desigualdade.

Aí meu despertador tocou. Eu acordei, levantei e tive um ótimo dia. Poucas coisas na vida são tão boas como acordar de bom humor após ter-se um sonho com final tão feliz, realmente é uma forma maravilhosa de se começar o dia.

6.12.09

Sal, o Vilão Anti-Gatos

Já faz algum tempo que eu pensei em colocar esta pesquisa aqui. Eu e minha esposa, Clara Edwiges, cuidamos da nossa gata persa pet, a Pixie, desde Dezembro de 2007, quando ela tinha apenas dois meses de idade. Agora a família cresceu com seu filho Fera, que acabou de completar três meses. Ao longo desses dois anos que a Pixie está conosco, nos cercamos de cuidados para que ela tivesse uma boa vida, se alimentando bem e de forma saudável.

Neste três anos a Pixie também teve três lares diferentes: meu antigo apartamento em Macaé (RJ), o apartamento onde a Clara morava aqui em Santa Rosa (Niterói, RJ) e finalmente o apartamento onde moramos hoje em Icaraí (Niterói, RJ). Desde que ela nasceu, a levamos a cerca de quatro veterinários diferentes e um comentário comum a todos os profissionais que a atenderam nos assustou: "não dê uma ração com muita quantidade de sal para seu gato, isso pode causar problemas graves no futuro".

A ingestão de sal em excesso é um problema grave para nós, humanos, então imaginem para gatos, que tem tendência muito maior a doenças renais. Um artigo muito bom é encontrado neste site e escrito pelo Dr. Luiz Carlos Garcia. Outro bastante didático é o escrito pela equipe do Renalvet e postado num blog (aparentemente o site da Renalvet está passando por mudanças, por isso o artigo original foi removido). Outro texto muito interessante é este artigo apresentado pelas Dras. Eliane Toledo-Pinto, Fernanda Nakasato e Pauyra Rennó.

Então, o sal é o grande vilão das doenças renais. Ele facilita as mesmas, agrava sua evolução, é realmente algo a ser evitado. E eu sempre ouvi um burburinho de que "certas" rações para gatos tem sal em excesso, o que prejudica a saúde dos bichanos, porém faz com que a comida seja mais atraente para os mesmos, pois o sal adiciona sabor e faz com que eles amem a ração. Seria isto verdade? Decidi investigar o assunto.

Entrei em contato através da internet com as três maiores produtoras de rações de gatos no Brasil: a Nestlé Purina (Cat Chow e Friskas), a Royal Canin e a Masterfoods (Whiskas). Para equalizar apropriadamente a pesquisa, decidi perguntar qual é a concrentação de cloreto de sódio (NaCl, "sal comum") para cada 100 gramas de ração destas marcas, considerando apenas uma ração sabor carne para gatos adultos ou similar.

A Nestlé Purina e a Royal Canin entraram em contato comigo após 48 horas da minha mensagem ter sido emitida, informando prontamente a informação que eu desejava. A Masterfoods ignorou três mensagens minhas enviadas pelo site de atendimento a clientes deles. Enviei uma quarta mensagem solicitando a informação, caso contrário eu buscaria tal dado através do orgão de defesa do consumidor apropriado. Aí eles enviaram um e-mail para mim após 24 horas da minha mensagem. Prestativos, não?

Em suma, vejam o resultado da minha pesquisa:

Marca: Nestlé Purina, Cat Chow
Ração: para gatos de 1 a 7 anos
Concentração de sal: 0,48g / 100g

Marca: Royal Canin
Ração: Indoor 27
Concentração de sal: 0,60g / 100g

Marca: Masterfoods, Whiskas
Ração: Seco carne (adulto)
Concentração de sal: 1,52g / 100g

Como se pode ver, a ração Whiskas tem aproximadamente três vezes mais sal que outras rações no mercado. O que será que o meu médico me diria se eu dissesse que vou triplicar a quantidade de sal que como diariamente? Não sei. Provavelmente eu levaria uma bronca, mas quem manda é o médico. Neste caso, o veterinário.

Se você tem um gato em casa, leve a informação acima para o veterinário que trata o seu bichano. Pergunte para ele se estes níveis e concentrações de sal são aceitáveis para seu gato. Mas sempre procure um profissional responsável e qualificado, ele é a melhor pessoa para aconselhar e prescrever uma boa dieta para seu gato. Além disso, ajude a divulgar este texto do meu blog, se você realmente ama seu gato e quer o melhor para ele.


UPDATE: contradição da Masterfoods (Whiskas). Na época não atentei para os detalhes, mas vejam que primeiro recebi esta informação por e-mail do SAC deles:

"Informamos que, o produto Whiskas® adulto contém: máximo 1,52g de sódio a cada 100g de produto."

Duas semanas depois (e após a publicação deste post na internet) recebi outro e-mail, desta vez da Gerência de Marketing do Whiskas:

"De acordo com os parâmetros estabelecidos pelo Centro de Pesquisa de Waltham, os alimentos para gatos podem ter no mínimo 0,8g e no máximo 1,5g de Sódio em 100g de produto. WHISKAS® tem, em média, 0,9g de Sódio e o intervalo aceito pelo nosso controle de qualidade para os nossos alimentos é o mesmo estabelecido por Waltham (0,8g-1,5g/100g), ou seja, está dentro dos níveis seguros para a saúde dos gatos."

Peraí, Whiskas tem 1,52g/100g de sódio, ou tem 0,90g/100g de sódio? Ah, vale lembrar uma coisa... A Masterfoods (MARS Inc.) é a dona do Centro Waltham. E o que é mais engraçado ainda, é que eu não sabia, mas a Royal Canin também pertence à Masterfoods. O quê isso significa? Que eles fazem uma ração mais barata e agressiva para competir no mercado com seus pares de preço baixo e para quem pode pagar, fazem uma ração saudável? Por quê o SAC e a gerência de marketing da Whiskas entram em contradição?

A minha intenção é dar informações e questionar. Espero que todos possam cuidar dos seus gatos da melhor forma possível com o conhecimento dos dados acima.


UPDATE (04/01/2017): Entre 2009 e 2016, além da Pixie e do Fera, nós aumentamos a família felina, adotando o Chico, o Loki e a Jessie. Infelizmente o Chiquinho faleceu no dia 07/12/2015 com falência renal. Nós sempre demos a melhor ração possível para ele e todo o acompanhamento e carinho, mas ainda assim, as doenças renais em gatos são silenciosas e quando os sintomas aparecem, pode já ser tarde demais para tratar. Cuidem dos seus bichanos com a maior atenção possível e sempre pensem em qual é a melhor ração para dar para eles.

11.11.09

Update dos gatinhos

Oi pessoal. Me desculpem por não ter avisado antes, mas é que as últimas semanas tem sido muito, mas muito corridas mesmo. Vou frisar o mesmo com negrito, para ficar mais verdadeiro. Então, o anúncio para adoção do Chorão e do Nariz Peludo foi postado na segunda-feira e no dia seguinte os dois já tinham novos pais! Na quarta-feira, há exatamente uma semana atrás, ambos saíram daqui, deixando para trás bastante saudosos a mãe Pixie e o irmão Fera.

Ambos encontraram duas famílias boas, com gente atenciosa, carinhosa e que, temos certeza, cuidarão muito bem dos bichinhos. Peço desculpas se não pude (ou não consegui) falar com todos que entraram em contato comigo ou com a Clara, mas é que tudo aconteceu muito rápido mesmo. Eu mal cheguei em casa na terça-feira de noite e os meninos já tinham donos - dois lares que os farão muito felizes.

Novamente, me desculpem se não foi possível avisar a todos em tempo hábil. Em breve, fotos das travessuras do Fera aqui. Foi só ficar sozinho que o rapaz começou a surtar de correr pela casa inteira e atacar todas as bolas que vê pela frente - porém apenas as feitas de plástico.

2.11.09

Me leva pra casa!

Então, dois filhotinhos da Pixie estão procurando um lar com pessoas carinhosas, companheiras e que gostem de cuidar de gatinhos terrivelmente fofos, caseiros e brincalhões. Os nomes provisórios das duas peças são "Chorão" e "Nariz Peludo". Quem estiver interessado na adoção, por favor entre em contato comigo (bartrabelo@gmail.com) ou com a Clara (claraedwiges@gmail.com). Tem duas fotos de "brinde" ali embaixo, mas também segue o link para um álbum online com mais fotos dos dois bebês. Agora, quem estiver interessado tem que ser rápido!

Album de Fotos: Me leva pra casa!




29.10.09

Palavra do dia: Negação

Li isso aqui neste link:

"Longe do grande público por quase três anos, Felipe passou, há dois meses, uma semana no NIP, clínica especializada em tratamentos psiquiátricos e de dependência química, na Barra. Mas ele nega que tenha a ver com drogas. "Fui a uma festinha e no dia seguinte acordei indisposto. Aí a minha mãe me levou para essa clínica de reabilitação para cuidar da saúde", diz o cantor (...)"

Taí, de forma alguma eu considero o Felipe Dylon como músico, mas até que ele leva jeito pra político...

6.10.09

Up

Sabem aquele filme que, apesar de todo o alarde e promoção, você não tinha uma real intenção de ver? Mas um dia, uma certa noite, completamente por acaso você acaba sentado na poltrona de um cinema quase vazio e a história se desdobra à sua frente.

"Up" é um filme atemporal. Em alguns momentos eu praticamente esqueci que estava vendo uma animação feita para crianças, pois ele conta uma das histórias mais tristes que eu já vi no cinema. Ao mesmo tempo é um filme de beleza e sinceridade ímpares.

O primor, cuidado e sensibilidade dos quais "Up" é feito o tornam um filme maravilhoso, imperdível. Na minha humilde e sentimental opinião, é o melhor filme do ano. E se qualquer pessoa mantiver reticências para com "Up", segue o meu conselho: Ninguém é jovem demais para não ver este filme, e ninguém é velho demais para vê-lo.

24.9.09

Mais fotos dos filhotes

Já faz um tempo que eu não boto nada aqui dos filhotes da Pixie. A Clara fez o favor de criar um álbum no Picasa com várias fotos deles, inclusive algumas recentes (de Domingo passado).

Clique aqui neste link para acessar o álbum. Ele ainda não tem legendas, mas assim que tivermos um tempinho será feito. Por enquanto decidido que ficaremos com o Fera, que realmente é um carinha pelo qual nós nos afeiçoamos bastante. Aliás, só para constar: os três são machos.

17.9.09

Produtos curiosamente maneiros!

Minha mãe me passou um video, de um "produto" vendido numa "suposta" loja virtual, chamada Vat19.com. Era tão bizarro que só podia ser piada. Serei eu o cara mais atrasado da internet? O único que não conhece esse site? Chorei de rir com quase todos os produtos deles!

É sério, a loja é de verdade. Aqui estão algumas das melhores mercadorias que eles vendem:




É uma mina de ouro, realmente vale a pena gastar um tempo e conhecer os produtos desta loja.

14.9.09

Primeiros Passos do Fera

Este video foi feito na última quarta-feira, quando o Fera e os outros filhotes da Pixie estavam completando duas semanas de vida. Veja os primeiros passos do Fera, nosso garoto-prodígio!

5.9.09

Notícias dos Filhotes

Então, hoje os filhotes da Pixie completaram 10 dias de vida. Estão todos se alimentando direito, o que era o mais importante de se conseguir, apesar de alguns sustos. Resumindo, aquilo que todo mundo pediu e está esperando. Mais fotos! Ainda não sabemos o sexo deles e nem o que vamos fazer com um deles (um ficará conosco, um ficará com a dona do pai deles), por isso vou apresentar os filhotes com nomes temporários.

Este aqui é o "Fera" - nome sugerido pelo Vitão, porque este é o filhote mais inteligente e mais forte. Não captou? Leia mais "X-Men".



Agora vem o "Chorão". Esse é o que mais reclama da (curta) vida. Só quer ficar no chamego e conforto da mãe!



Para finalizar, este aqui é o "Nariz Peludo". Ele foi o que deu mais trabalho, pois ficou uns dois dias sem mamar, simplesmente se recusava. Como os três filhotes eram parecidos demais, foi difícil perceber isso, até que notamos que este tinha (1) o nariz muito peludo e (2) estava mais fraquinho e melancólico que os outros dois. Fizemos um trabalho reforçado com ele, forçando a alimentação antes de partir para uma medida mais desesperada, como comprar leite artificial numa petshop. Resultado? Numa manhã eu fiquei com ele e o bichinho começou a mamar que nem um condenado. Desde então ele tem se alimentado muito bem e também é dos três filhotes o mais dócil e carinhoso.



Para finalizar, uma foto da molecada com a mãezona Pixie, que está se revelando um exemplo! Cuida deles direitinho, apesar da mania de limpeza excessiva ser estendida para eles também... De vez em quando a gente ouve um filhote chorando, vai ver o que está acontecendo às pressas - é só a Pixie lambendo e limpando a cara do bebezinho como se ele tivesse acabado de voltar do futebol na lama.



Em breve, mais fotos!

1.9.09

Juiz de Direito

Uma rapidinha meio longa. Antes do almoço fui ao banco pagar as contas, como quase todo mundo faz no início do mês. Na saída, veio a clássica paradinha na porta giratória porque uma perua qualquer estava com a bolsa cheia de objetos metálicos, carregada com uma quantidade de bijuterias capaz de garantir um mês de almoço para uma família pobre e assim por diante.

Eu sei que é chato. Os banco são instituições nojentas, eles só querem nosso dinheiro e nos individar ainda mais. Por isso eles se cercam de medidas de segurança, não para nos proteger, mas para zelar pelo seu próprio patrimônio. Essas portas giratórias que ficam travando são um pé no saco, mas não adianta reclamar do gerente do banco, muito menos xingar o vigilante - eles estão apenas fazendo o trabalho deles. Imagine se meus fornecedores me xingassem toda vez que eu ligasse para cobrar o atraso num pedido (bem, já aconteceu, mas não vem ao caso).

Então a tal perua sai reclamando, desiste de entrar no banco e manda o homem que está com ela entrar e resolver tudo por eles dois. Ela começa a fazer comentários sarcásticos para a fila formada atrás deles (por culpa exclusiva da teimosia dela própria), do tipo: "cuidado para não ser baleado, essa gente aí só sabe resolver as coisas na base da grosseria e violência". A vigilante, ao contrário da perua, foi uma lady, comportando-se exemplarmente e sem perder a compostura.

O "amigo" dela se adianta, a porta giratória trava novamente. A vigilante pede que ele dê um passo para trás, ele abre a carteira e com uma expressão mista de nojo e zombaria puxa um documento e aperta contra o vidro para que ela veja. Como eu estava logo ao lado, pude ler as palavras: "Juiz de Direito".

"Filho-da-puta", pensei. "Ele pode dar voz de prisão para desacato, afinal de contas é uma 'autoridade', né" também pensei. Ele entrou, eu passei pela porta e assim que saí do banco exclamei alto para quem quisesse ouvir: "Juiz é foda, dá carteirada para entrar mas a merda dele fede igual à de todo mundo." Aí a fila, que já era grande, se revoltou e começou a xingar o cara, que estava lá dentro mas provavelmente não conseguia ouvir.

Eu fui pro restaurante almoçar refletindo sobre a inversão de valores. Um cara que obviamente não consegue respeitar as pessoas que exercem seu ofício mais básico, é considerado, pelo menos legalmente, como um exemplo de integridade e saber em sua área. Mas no fim das contas este juiz de hoje conseguiu comprovar algo que eu já suspeitava há tempos, mas nunca tinha visto de forma tão vídida, na prática. Aquele cara não respeita a sociedade, deve mamar nas suas tetas até que elas estejam secas. Se você não conseguer conviver com outras pessoas sem necessariamente agir no mesmo patamar delas, sem precisar de carteiradas, sem dizer o clássico "você sabe com quem está falando?", se você não sabe dialogar e argumentar sem fazer uso de uma posição de poder, você não passa de um merda. E jamais merecerá o meu respeito, porque na minha cabeça e no meu coração você não pode dar carteirada.

27.8.09

Nasceram!!!

Nasceram ontem de tarde os filhotes da Pixie. São três, ainda não dá para saber o sexo - um é mais fortinho e esperto, os outros dois ainda tem dificuldades para mamar e conseguir resistir ao abuso do irmão mais malandro. Eles parecem pequenos gerbis mas são lindos, estamos bobos aqui.




25.8.09

Amor Espontâneo

Sentei em frente ao computador hoje e pensei numa série enorme de comentários mordazes, sarcásticos e revoltados para fazer sobre o cotidiano e sociedade em geral, o que geraria um texto de qualidade duvidosa e que provavelmente seria ignorado ao largo por quase 100% da população mundial (talvez uma meia dúzia de leitores fariam parte da elite que é a exceção a esta regra). Mas ao invés disso tive outra idéia. Decidi deixar por escrito, publicamente, uma coisa que é absolutamente sincera.

Eu amo minha esposa.

Também amo minha família e meus amigos. Amo a música e outras artes. Amo passar tempo em casa, brincar com a minha gata e mal posso esperar para ver os filhotes dela daqui a uma semana. Amo chegar em casa, preparar um jantar a dois e ver um filme, seja bom ou ruim. Amo passar um tempo sozinho, amo mais ainda passar um tempo a dois.

Eu também me amo, é importante se amar. Igualmente amo minha capacidade de ignorar completamente um clichê batido e ainda assim insistir nele, mesmo sabendo que um dia alguém poderá roubar este texto e transformá-lo numa apresentação piegas no PowerPoint. O tipo de coisa que você abre no seu e-mail do trabalho numa segunda-feira de manhã enquanto bebe uma caneca de café pensando, eu poderia estar em casa. Mas eu amo o que eu faço e correndo o risco de ser arrogante, amo ser bom nisso.

Eu amo as coisas simples da vida e as coisas complexas. Discutir o significado oculto de uma obra de arte na visão do artista e como isto afeta o julgamento de terceiros é uma das coisas mais incríveis do mundo. Ficar arrepiado dentro do ônibus ao ouvir uma das minhas músicas favoritas no iPod pode ser tanto embaraçante quanto empolgante.

Amo perceber que sou materialista, pois gosto das minhas coisas: meus CDs, DVDs, livros e instrumentos musicais. Mas o que amo mais ainda é ver que abdicaria a tudo nesta vida por uma só pessoa, igualmente amando o fato de que no futuro ela não estará sozinha nesta categoria, dos amores principais.

Sei que isto não é uma crise idiota de homem na casa dos trinta anos. Também sei que não é uma declaração para desencargo de consciência. Trata-se de uma maravilhosa e recompensante relação com o presente, mas acima de tudo, um amor nostálgico pelo passado e uma paixão ardente pelo futuro.

12.8.09

Plágio; eu já esperava

Quem acompanha o meu blog desde sua criação em 2002, quando na época ele ainda era no Blogger tosco da Globo, sabe que no ano 2000 eu escrevi o primeiro Contrato de Namoro, obviamente, com caráter cômico. O texto foi publicado diversas vezes no meu site, várias pessoas entraram em contato comigo para pedir autorização para usar o texto e a única coisa que eu sempre pedi foi que a autoria fosse mantida. Simples, não?

Aí eu descubro que uma versão do meu texto está rolando na internet desde o ano passado, copiando praticamente todo o meu original e adicionando vários termos jurídicos, sem créditos de autoria cedidos. Há vários anos todos sabemos que informações lançadas na internet perdem a autoria bem rápido, vide todas as crônicas atribuídas ao Veríssimo que infestam os blogs e servidores de e-mail Brasil (e mundo) afora.

Conclusão? Eu já estava sem vontade, agora é fato concreto: não escrevo mais nenhuma crônica para a internet no meu blog, pois não pretendo mais ter algo que escrevi com esmero e boas intenções sendo roubado e carregado ao anonimato.

30.7.09

Uma Questão de Consciência

Quem me conhece bem sabe que tenho posições firmes sobre os mais diversos assuntos. Não gosto de simplesmente discutir com as pessoas, mas estes temas são tópicos, digamos, pelos quais sou apaixonado.

Sou contra o consumo de drogas ilícitas. Não me interessa qual seja, sou contra e ponto final. Não gosto que usem perto de mim. Quem quiser fazer o tipo de besteira aleatória que desejar, faça. Mas longe de mim. Para piorar as coisas, cada 1 Real gasto por um consumidor de drogas com traficantes equivale a 10 Reais de impostos gastos com a segurança pública. Ou seja, eu tenho que trabalhar honestamente que nem um corno para um cheirador qualquer se divertir e ainda pôr em risco a minha vida e da minha família?

"Reacionário", alguns dizem. "O usuário é a maior vítima", pode até ser. Na maioria dos casos não. O usuário é covarde, omisso, acomodado e sequer se interessa em iniciar um diálogo construtivo na sociedade para, por exemplo, apoiar a legalização de drogas leves. Dá trabalho, né? Mais fácil jogar a culpa nos outros, como o Marcelo D2, cruzar os braços, acender um bagulho e fazer uma pose de orgulho.

É mais ou menos assim que a sociedade tem encarado o assunto dos transgênicos. Todos nós somos os usuários de drogas que não nos importamos com o futuro, com aquilo que pode acontecer com o planeta e muito menos com nós mesmos. Cruzamos os braços e vivemos um dia após o outro no conforto, pois está tudo relativamente bem. Há problemas? Claro que sim. Eles devem ser discutidos? Com certeza. Então porquê não o fazemos?

Normalmente as desculpas são de que a população não está capacitada a entender termos científicos (linguajar é complexo demais), ou então a retórica idiota de que, se não há nenhum mal comprovado, porquê não usar? Esta última evasão da indústria pró-transgênicos é quase religiosa - se não é comprovado que não existe vida após a morte, porquê não deixar logo que um paciente terminal morra para reencarnar novamente ou ir pro paraíso logo?

Aí quando o governo finalmente prepara um documento realmente interessante para instruir a população sobre o assunto, voilá! Ele é proibído pelo poder dos advogados inescrupulosos e do dinheiro sujo. Concordo com o Movimento Mudança (informação enviada pelo sempre vigilante Moon), vamos iniciar a desobediência civil! Clique neste link para ler o post do Movimento Mudança sobre o assunto, e clique neste link para ler a "cartilha proibidona".

Compartilhem. Passem adiante. Não deixem que um assunto tão importante morra nos círculos de uma meia dúzia de cientistas e intelectuais, pois é algo mais do que pertinente para todos na nossa sociedade.

28.7.09

Histeria Suína

Está confirmado que 998 pessoas morreram por causa da gripe suína (vírus H1N1, influenza A, etc etc) no mundo inteiro. Enquanto isso, a epidemia de meningite que atinge desde janeiro deste ano APENAS PARTE da África sub-saariana já teve 931 mortes confirmadas.

Ontem à noite eu vi um jornal que entrevistou a mãe de uma menina gripada. Não, ela não tinha gripe suína, era uma gripe normal. O merda do jornalista somente entrevistou uma mulher histérica que não quer que a filha volte à escola porque tem medo que ela pegue uma gripe. Mas ela estava toda maquiada e com cara de que adorou aparecer na televisão, mesmo que por causa da sua filha com gripe.

Gripe. Você vai no médico, toma um remédio, descansa e pronto. Está novinho em folha. Gripe. Não é a peste bubônica.

Evitem a histeria. Como fazê-lo? Segue abaixo o meu guia anti-histeria:

1) Não use máscaras em locais públicos. As chances da máscara impedir que você contraia um vírus ou bactéria são muito baixas.

2) Não espalhe notícias sobre as mortes horríveis que estão acontecendo. Em sua maioria, são pessoas com estado de saúde frágil, baixa imunidade ou que se recusaram a buscar tratamento, as que morreram.

3) Não preste tanta atenção naquilo que os jornais dizem. A base do sensacionalismo é ter uma bela manchete para chamar a atenção e aumentar a audiência ou vendas.

4) Cuide da sua saúde. Alimente-se bem, tente ter hábitos razoavelmente saudáveis e compartilhe isso com o mundo.

Agora, correndo o risco de ser presunçoso e chato:

5) Preste atenção no mundo ao seu redor. Informe-se, não leia apenas aquilo que passam para você através de um feed ou tweet. Observe. Pense. Perceba os factóides que são empurrados em sua direção todos os dias, com o objetivo de esconderem coisas mais importantes, como o estado completo de vergonha e corrupção que cercam o "parlamento" Brasileiro ou as pessoas que morrem todo dia vítimas da violência e ineficiência do Estado.

6) Se por acaso você espirrar, tenha sua toalha à mão e NÃO ENTRE EM PÂNICO.

A intolerância do dia-a-dia

Algo mais sobre inclusão virtual. Por mero acaso hoje de manhã me interessei em pesquisar algumas coisas no orkut, partindo do perfil de um homem que estava tentando ajudar com algumas dúvidas numa comunidade sobre futebol. Coisa boba, simples. Mas o português do cara era simplesmente sofrível. Ao ver seu perfil, descobri que ele é um fundamentalista cristão, ou seja, um fanático religioso revestido de fobias para se defender de tudo aquilo que não compreende.

Enganamo-nos ao achar que os fundamentalistas são árabes raivosos que vivem quase do outro lado do mundo. Eles estão entre nós. Eles caminham lado a lado conosco, nas mesmas ruas, pegam os mesmos ônibus e conduções. Você olha para um fundamentalista e pode até achar que ele é uma pessoa normal, mas não - seu coração está cheio de ódio e intolerância, mesmo que não seja capaz de admitir isso. Ele tem teorias ridículas e nojentas, como a que diz que Rosacruzes buscam de aproximar de Lúcifer, que todos os muçulmanos são guiados pelo ódio e satanismo ou que Barack Obama é o anti-cristo. Esta última teoria, acredite se quiser, tem adeptos pelo mundo inteiro (que não são necessariamente Republicanos).

Uma mensagem para os intolerantes: não sou nem nunca fui religioso. Não acredito em religiões e creio que estas são o mecanismo de controle mais antigo utilizado pela humanidade. Mas se você é um fanático ou fundamentalista, fique sabendo que eu conheço segredos Maçônicos e Rosacruzes, inclusive o real significado de Baphomet. Para piorar ainda sou ferrenho defensor da teoria do Mito de Cristo, ou seja, que Jesus nunca existiu. Se você, fundamentalista ou fanático, ainda assim quiser torrar minha paciência, sugiro pensar duas vezes e talvez ignorar completamente a minha existência, assim como eu posso ignorar a sua. Se para piorar você realmente pensou duas vezes e ainda deseja me incomodar, te digo que minha única fé reside em mim mesmo, logo, assuntos de fé não podem ser discutidos; ninguém tem o direito de questionar a fé de terceiros, não é verdade?

21.7.09

Ouro ou pirita, você escolhe

Um dia você levanta e liga a TV. Aí vê deputados e senadores alardeando uma cruzada em prol da moral, da ética e da honestidade. Como eles fazem isso? Criando uma CPI. Na verdade, estes são os mesmos parlamentares que nas outras mil CPIs ao invés de atacarem, se defendem, protegem seus colegas. Ou são acusados. Mas todo mundo esquece das CPIs rapidinho, afinal, de contas, elas só são úteis para movimentar recursos e influência num determinado momento, a curto prazo, não?

Cansado da TV, chega a hora de ler o jornal. Mas qual jornal? Aquele mesmo folhetim de distribuição nacional que num dia luta pela liberdade de imprensa mas no dia seguinte omite todos os erros e falhas noticiadas com má fé pelos seus jornalistas? Um jornal tendencioso, omisso, covarde e que apenas serve para cumprir com os interesses de uma elite que na verdade nem tanta influência tem mais, afinal de contas, o povão prefere ler sobre a vida privada do Romário e saber se ele pagou ou não pagou a pensão alimentícia?

Aí você lembra que existe uma válvula de escape. Chama-se "social networking". Bonito, não? Orkut, Facebook, Twitter, Digg.it, MySpace, entre outros. Você decide se interar sobre o que seus amigos estão dizendo. Aí percebe que todo mundo num dia reclama ou louva certas coisas, e no outro está praticando exatamente o contrário daquilo.

Juro, eu entendo pessoas que mudem de opinião com rapidez. Já aconteceu comigo um milhão de vezes. Mas se há algo que eu abomino são psicoses maníaco-depressivas entrando na minha vida através de um leitor de feeds. Talvez seja por isso que estou cada vez mais desistindo de escrever crônicas e colocá-las aqui no meu site. Faço isso para quem? Eu mesmo? Para apenas minha mulher ler e mais uma meia dúzia de pessoas? Isso porque ainda existe a chance que daqui a alguns anos algum dos meus textos circule a internet sob a autoria do Luis Fernando Verissimo, mas sinceramente não quero que isso aconteça.

Tudo o que escrevo, seja uma crônica, uma piada, uma crítica, resenha, sátira ou farsa, o faço porque genuinamente gostaria que as pessoas lessem. Porém vivemos a época na qual uma opinião pode ser melhor exprimida mediante cento e quarenta caracteres (bem abreviados) ou um auto-retrato feito com câmera digital à frente do espelho. Vamos encarar a realidade: as pessoas nunca quiseram "a verdade nua e crua". Todas as personas que admiramos e amamos, construídas com suor árduo e criatividade ao longo de séculos estão sendo comprimidos e resumidos a poucas palavras e imagens de beleza efêmera.

Nunca mais teremos uma Betty Page, sensual, linda e provocante, porque sua mística se devia boa parte ao fato de que ela virou uma pessoa reclusa. Desapareceu das manchetes como um mágico em meio a fumaça artificial. Hoje em dia, Ms. Page seria rapidamente substituída por outra bimbo qualquer, muito menos interessante, mas disposta a aparecer. Sua imagem? Seria deturpada por uma série de adolescentes panacas, munidas de conjuntos de maquiagem e máquinas com megapixels contados já às dezenas.

Nunca mais teremos um Ernest Hemingway. Suas aventuras e indagações, o horror e alegrias pelos quais passou, hoje seriam tema de um blog com não mais do que cem ou duzentos seguidores fiéis. Seu suicídio seria acompanhado por milhares de mensagens e scraps no orkut, mas no dia seguinte, outro blogueiro mais interessante apareceria falando sobre as mesmas coisas, com menor intensidade. Este, porém, vivo.

Talvez John Lennon fosse a favor do download ilegal de músicas. Talvez fosse contra. Coco Chanel não criaria e renovaria tendências, apenas as seguiria? Lima Barreto ao invés de alcoólatra seria cocainômano e teria morrido de overdose e não se suicidado?

Eu quero escrever, quero tocar guitarra, quero aprender uma nova receita na cozinha, quero ir ao cinema com a minha esposa e quero conversar com uma saudosa amiga no bar. Quero também aos poucos me afastar de uma vida virtual, pois na Nova Califórnia da internet as ossadas dos mortos são transformadas em ouro com celeridade, o ouro perde o brilho da noite para o dia e as opiniões, idéias, imagens e conceitos não tem mais nenhum valor. Eis o niilismo desta maldita inclusão virtual.

18.7.09

Seremos nós a faxineira global?

Imaginem o seguinte esquema: um camarada monta uma empresa de "reciclagem" num certo país lá fora. Sabendo que as convenções internacionais exigem que cada país cuide do seu próprio lixo, é um bom negócio investir neste tipo de empresa para disposição de resíduos - você recolhe o lixo dos outros e ainda é pago por isso.

Claro, os Ministérios do Meio Ambiente por todo o mundo exigem que a sua empresa dê um destino ao lixo recolhido. Incineração, reciclagem, não interessa. Algo tem que ser feito. Então o "gênio" decide mandar todo o lixo para o Brasil, onde alguma pessoa previamente subornada o encaminha para algum lixão, desses que existem aos montes no país, normalmente ao céu aberto e próximo a comunidades carentes.

O mais engraçado de tudo é o camarada que abriu a empresa de "reciclagem" tentar jogar a culpa nos seus clientes (dizendo que são "fornecedores"), ou seja, as mesmas pessoas que pagaram para que ele desse um jeito no lixo. Sinceramente, que a beleza da mulher brasileira tenha fama mundial, isso já é conhecimento comum. Agora, além disso, nós sermos a faxineira gostosa que aceita tudo o que o patrão mandar, já está virando roteiro de um filme pornô de muito mau gosto.

Metallica vs. Megadeth

Acabei de ler uma resenha interessante (clique aqui para ler o link) do Dom Lawson (da revista Metal Hammer) para, na opinião dele, encerrar de uma vez por todas a velha dúvida sobre quem é melhor: Metallica ou Megadeth. Bem, li a versão traduzida pelo fã-clube brasileiro do Megadeth, então dá para perceber que a conclusão à qual o escritor chegou.

Meu trecho favorito é: "Dave Mustaine inventou o thrash. Não concordam. Uma pena. Dave Mustaine inventou o thrash." Vale a pena ler. Apesar de ser um texto muito longo, concordo com praticamente tudo o que é dito nele, o que só me deixa mais ansioso aguardando o disco novo do Megadeth.

16.7.09

"A opinião pública é volúvel"

Disse o excelentíssimo senador da República, o senhor Paulo Duque. "Não estou preocupado com isso (sobre os movimentos populares anti-Sarney). A opinião pública é muito volúvel. Ela flutua." Veja a matéria do Globo aqui, na íntegra.

Alguns devem se perguntar o que pensei quando li tais declarações. Ora, nada foi além do óbvio ululante: que há mais de 200 anos atrás a opinião pública foi capaz de mudar as cabeças dos poderosos e donos do poder de um país, pessoas parecidas com o Sr. Paulo Duque. A mudança em suas cabeças foi da posição "acima do pescoço" para "dentro da cesta, separada do resto do corpo".

Ou será que sou só eu que quando lê algo assim tem vontade de mandar instalar uma guilhotina na porta do Congresso Nacional?

7.7.09

Meu ídolo, Michael

O assunto mais batido do momento é com certeza o falecimento do Michael. Recentemente levei uma boa lição de uma amiga por fazer um julgamento prematuro demais da vida conturbada dele sem antes me informar melhor. No mesmo dia magoei um amigo que, não sabia, tinha Michael como seu maior ídolo. Desde então decidi que não faria mais piadas ambíguas e sarcásticas, nem reclamaria de toda a exposição oportunista que sua morte teve, muito menos das pessoas que de repente "lembraram" que gostavam dele. Mas hoje, no almoço, vi parte do seu funeral e não pude deixar de pensar em algumas coisas.

Sinto falta do outro Michael. Ele era um músico criativo, inovador e fiel aos seus princípios. Nunca se vendeu, sempre fez aquilo que amava e como era bom nisso! Sempre lutava com todas as forças do corpo. Tinha uma legião de fãs fiéis que o amavam, respeitavam e dão valor ao legado musical que deixou. Na verdade mais do que isso, Michael tinha uma crença ferrenha em seus princípios e ética pessoal, o que era realmente contagiante. Todos nós, seus fãs, acompanhamos com esperança sua luta contra o câncer no cérebro.

Outro Michael que inspira minha vida está longe de nós há algum tempo. Ele era muito talentoso e sensível, um virtuoso de rara estirpe e que se fez sozinho. Amado e apreciado por todos que o conheciam, posso dizer que ele é a razão principal para que hoje em dia eu tenha guitarras em casa. Sua genialidade e carreira brilhante foram violentamente interrompidas por um motorista bêbado.

O Michael do Primeiro parágrafo é Chuck Schuldiner (Charles Michael Schuldiner), guitarrista e cantor fundador do Death. O segundo Michael é Criss Oliva (Christopher Michael Oliva), guitarrista e membro fundador do Savatage. São dois músicos que tocaram minha vida de uma forma completamente singular, sendo o segundo postumamente. Eles ajudaram a dar forma com notas, melodias, harmonias e palavras, a coisas que eu só conseguia visualizar abstratamente.

Chuck Schuldiner perdeu a luta contra o câncer em 13 de Dezembro de 2001. Fiquei chocado com a notícia, foi horrível. Na época todos os fãs haviam se mobilizado para conseguir dinheiro para seu tratamento, seja com arrecadação de renda em eventos ou venda de pôsteres. Mas não deu certo. Criss Oliva foi arrancado de nós em 17 de Outubro de 1993, mesma data na qual em sua memória eu não bebo nada que seja alcóolico. Não que isso não seja difícil, mas na minha cabeça se um dia eu conseguir reunir bastante gente para fazer o mesmo em sua memória, já será um ato digno. Também é um dia para se divulgar com mais forças campanhas anti-consumo de álcool entre motoristas.

Os Michaels que são meus ídolos morreram quando estavam no auge de suas carreiras, em suas melhores formas. Criando, trabalhando, produzindo como nunca. Suas vidas foram ceifadas de forma drástica e nós, fãs, privados para sempre do privilégio de ao menos saber que eles estavam em seus lares, com suas famílias, prontos para nos trazerem mais alegrias com novos discos e turnês. Já sobre o Michael que voltou à moda e ao topo somente porque morreu, não tenho mais nada a dizer. Que todos descansem em paz.

13.6.09

Aviso Rápido

Feriadão sem internet, cybercafé salvando a vida. O Festival de Jazz e Blues de Rio das Ostras está ótimo; choveu horrores no primeiro dia e ficamos ensopados, mas já comprei um guarda-chuva. Excelentes shows, com nota especial para a Big Time Orchestra, de Curitiba (PR). Daqui a pouco verei o segundo show do maravilhoso Coco Montoya lá na Praia da Tartaruga, imperdível. Rock (blues & jazz as well) on!

4.6.09

Biscoitos da sorte... Na cama.

Calma. O título deste texto não significa que é legal comer biscoitos da sorte na cama, ou pelo menos não literalmente. Na verdade é uma brincadeira, que aprendi com minhas irmãs há muito tempo atrás - comer no restaurante chinês hoje me lembrou disso.

Sempre que você pede comida chinesa, ganha um daqueles deliciosos biscoitinhos doces com uma mensagem bonitinha no meio (e números pra apostar na Mega Sena). Você lê a mensagem, e das duas uma: ou pensa "puxa, que profundo isso, vou aplicar imediatamente na minha vida" ou então "que droga de filosofia de boteco é essa?". Mas existe uma forma completamente diferente de observar tais mensagens agora! Basta adicionar as palavras "na cama" após o final da mensagem, o que normalmente dá um novo sentido cômico à coisa toda. Às vezes você fica com uma frase que não tem nada a ver, mas em outros momentos, pode acabar colhendo versões hilárias, como essas (todas já presenciadas na vida real):

"A velhice é o auge da experiência de vida na cama."
"Elimine o que é velho para trazer o novo à vida na cama."
"Não são os objetivos particulares mas os comuns que criam uma comunidade duradoura na cama."
"O pensamento positivo encaminha à alegria na cama."
"Estagnação não dura para sempre, entretanto, ela não acaba por si mesma na cama."
"Você é um poço de energia, sempre em movimento, na cama."
"Mesmo os piores momentos têm intervalos de paz na cama."
"Ao se progredir é importante não se deixar embriagar pelo êxito na cama."
"Só o tempo e o esforço trazem a competência na cama."
"Tudo o que está recomeçando merece cuidado e suavidade para que o retorno venha a florescer na cama."
"A graciosidade é necessária a toda união para que esta se realize de forma agradável e não caótica na cama."
"Os grandes espíritos dominam os revezes na cama."
"Ao beber na nascente, agradeça à fonte, na cama."
"Lute constantemente para o auto-aperfeiçoamento na cama."
"Seja orgulhoso, porém tolerante e generoso na cama."
"Aplicar as forças criativas para perseverar no bem é o melhor caminho para um sucesso pleno na cama."

E a melhor por último:

"O seu negócio assumirá amplas proporções na cama."

Agora tente você também. Na cama.

9.4.09

Música do Cotidiano

Vou explicar uma coisa do meu cotidiano. Tenho um iPod Touch com cerca de 12 GB de músicas variadas. Os estilos são os mais diversos, indo desde Ella Fitzgerald até Death (ou de "A" de "AC/DC" até "Z" de "ZZ Top". Todo dia acordo, tomo banho me arrumo e pego um ônibus até a Estação de Barcas Niterói-Rio.

A música que ouço logo no início do dia ajuda a ditar meu ritmo. Normalmente começo o dia ouvindo Secos e Molhados, Yardbirds ou Supertramp no ônibus. Aí chego nas barcas, que é mais confusa e apertada que o ônibus, mudo para Black Sabbath, Whitesnake, Guns'n'Roses, Savatage. Quando a barca chega ao Rio de Janeiro, é aquela correria para sair e ainda tenho que andar 10 a 15 minutos até o prédio da minha empresa. Neste momento, a música vira para o Exodus, Testament, Megadeth ou Cacophony.

Este é um dia normal. Ontem foi diferente. Eu estava ouvindo Cream.

Eu tinha ensaio com a Overdrive Box marcado em Niterói às 20:00 hrs. Saí do trabalho às 18:00 hrs e em 10 minutos cheguei à Estação de Barcas Rio-Niterói. Tranquilo, daria tempo sem problemas, mas algo de estranho estava acontecendo. Mesmo sendo uma quarta-feira, dia movimentado da semana, as barcas não estavam saindo com a regularidade normal, demorando cerca de 30 minutos para embarcar as pessoas (representantes das Barcas S/A juram de pés juntos que não esperavam tanto movimento ontem - seriam eles mentirosos de cara lavada ou apenas inocentes tolinhos?).

Neste momento começei a ouvir Black Label Society.

As filas na Praça XV viraram uma coisa monstruosa e caótica, então os populares começaram com os gritos de "pula, pula, pula" (N.T.: "pulem as roletas"). Até aí tudo normal, apenas mais um dia com filas longas e pessoas impacientes. Só que desta vez as pessoas decidiram cumprir com o desejo popular e começaram a pular as roletas e catracas. Rapidamente os gritos de "pula" viraram "quebra, quebra, quebra", sendo prontamente atendidos. Extintores de incêndio arrancados das paredes foram usados para quebrar uma porta de vidro. Um banco rebitado no chão foi arrancado também e erguido pela turba enfurecida. As pessoas se empurravam. Não havia mais ordem.

Mudei a música para o glorioso Death, do Chuck Schuldiner.

Após muito empurra-empurra consegui entrar na estação. Todas as pessoas estavam pulando as roletas ou passando por baixo das mesmas, mas eu não - passei meu cartão e paguei a passagem. Lá dentro pude avaliar a situação, que realmente era ruim. Os poucos seguranças das Barcas S/A olhavam ao seu redor com nada além de desalento e impotência no rosto. Um deles me viu pagando a passagem e até pareceu achar isso engraçado - uma ilha de civilidade em meio à barbárie, talvez? Ou ele só pensou que eu era mais otário que os outros? Prefiro a primeira hipótese.

Satisfeita a curiosidade de ver a estação por dentro, me posicionei perto do deque de atracação da barca num lugar seguro onde, mesmo com as pessoas correndo e se empurrando, eu sabia que não seria arremessado ao mar. A barca, que finalmente tinha chegado e atracado, não abriu suas portas e retornou para Niterói, o que é plenamente compreensível. A vida das 1200 pessoas que entrariam na barca são responsabilidade do Capitão/Comandante da mesma. Ao invés de encontrar as 1200 pessoas de sempre, o cara vê uma estação invadida por quase 2000 pessoas com a mesma quantidade de raivosos do lado de fora. Se por acaso alguém que estiver lendo isto aqui também esteva nas estação de barcas do Rio ontem xingou o comandante em questão, pense de novo. Ele pode ter, na verdade, salvado muitas vidas.

No fim das contas e em meio à toda a confusão encontrei com Sorriso, um bom amigo meu. Ele me convenceu a sair dali e tomar uma cerveja enquanto esperávamos a confusão se acalmar, sugestão que decidi acatar. Perdi o ensaio, perdi dinheiro, perdi tempo. Mas pelo menos não tive que mudar a música no iPod para Brujeria.


P.S.1: Para quem quiser mais informações, um relato menos pessoal e com certeza muito menos musical pode ser encontrado aqui:

http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/04/08/tumulto-longas-filas-na-estacao-das-barcas-na-praca-quinze-755197183.asp

P.S.2: as Barcas S/A eram alvo de CPI de um petista, agora viraram caso de Polícia. Só quero deixar claro para os incautos que não concordo com o vandalismo praticado ontem e nem incentivo isto - mas os administradores da concessionária mereceram o que aconteceu. É algo meramente kármico: tudo o que você faz um dia se volta contra você mesmo. A falta de respeito com o consumidor/cliente acabou gerando isso.

P.S.3: anotem aí, o próximo alvo da Turba Raivosa será o Metrô-Rio, sentido Zona Norte, no horário do rush. Só que dessa vez as pessoas vai cair ou ser jogadas nos trilhos eletrificados, vai ser uma beleza só - churrasquinho na chapa, um Top 10 na lista dos lazeres gastronômicos populares prediletos do povo Brasileiro.

P.S.4: don't you listen to fools; The Mob Rules!!!

9.3.09

Wear Sunglasses

Muitos de vocês devem lembrar daquele video que começou a rolar na internet por volta de 2002 ou 2003, intitulado "Wear Sunscreen". Anos atrás eu escrevi minha própria versão parodiada do texto, chamada "Wear Sunglasses", na esperança que algum dia seria capaz de editar vídeos e fazer um clipe que seria visto por milhões de pessoas naquilo que hoje em dia é o YouTube - e todo mundo riria, seria legal, mas no mundo real eu não tenho nem saco para fazer isso; logo me atenho a escrever.

Wear sunglasses.

If I could offer you only one tip for the present, sunglasses would be it. The short-term benefits of sunglasses during a hangover have been proved by junkies, whereas the rest of my advice has no basis more reliable than my own night-time roving experience. I will give this advice now.

Enjoy the power and beauty of sex. Oh, never mind. You will not understand the power and beauty of sex until you fail. But trust me, in 20 years, you'll look back at photos of the chicks and guys you had and recall in a way you can't grasp now how much possibility of getting laid you had and how fabulous sex really looked. You are not as vigorous as you imagine.

Don't worry about your liver. Or worry, but know that worrying is as effective as trying to drink a double scotch after a couple of tequila shots. The real troubles in your life are apt to drink things that have never crossed your sick throat, the kind that makes you blackout at 4pm on some idle Tuesday.

Do one thing every day that excites you.

Swing.

Always be sarcastic with other people's feelings. And if anyone is sarcastic with your own feelings, just kick their sorry asses.

Orgies.

Don't waste your time in queues. Sometimes you're ahead, sometimes you're behind. The queue is long and, in the end, there's only a dirty toilet or some dude selling beer.

Be proud of the compliments you receive. Fuck the insults. If you succeed in doing this, fuck you too.

Make a bonfire with your old love letters. Shove your old bank statements down the throat of people you don't like at all just for the fun of doing it.

Shrek.

Don't feel bad if you don't know what you want to do with your fucking life. The most interesting-looking chicks I knew didn't know at 22 what they wanted to do with their lives. Some of the most interesting 40-year-old-chicks are not still as hot today as they used to be at 22.

Get plenty of fun. Be kind to your knees. If you like to blow other people's johnsons, you'll miss them when they're gone. Please remember that this is not my kind of thing.

Maybe you'll die, maybe you won't. Maybe you'll be blessed with the gift of immortality, maybe you won't. Maybe you'll die at 40, maybe you'll dance some techno-beat on your 75th anniversary. Whatever you do, don't push yourself too much, or beat yourself either. Your choices are half chance. Either you die, or someone kills you.

Enjoy your body. Use it every way you can. Don't be afraid of it or of what other people think of it. It might lead you straight to jail, but there are some guys or ladies there that will enjoy your body as much as you do.

Trance, even if you have nothing more than some aspirins and bad vodka.

Have a medical prescription, even if you don't follow it.

Do not read porn magazines. They will only make you feel horny.

Watch your parents. You never know when they'll be gone to buy some food. Be kind to your siblings. They might always have some good-looking chick or guy with whom you might score.

Understand that friends come and go, but try to hang out more with the ones that practise friendly sex. Work hard to fill the gaps in the Kama Sutra and junkie-lifestyle, because the older you get, the more you need people to help you doing it so.

Live in New York City once, but leave before some islamic extremist explodes it. Live in Northern California once, but leave before some gigantic tsunami-wave swallows it. Travel a lot, seriously. It's safer than staying still.

Accept certain inalienable truths about alcohol: Prices will rise. Politicians will drink. You, too, will drink it. And when you do, you'll fantasize that when you had a liver, prices were reasonable, politicians were sober and children respected their elders.

Have children ever respected their elders? Nay...

Don't expect anyone else to withstand you. Maybe you're a sick bastard. Maybe you'll have a Ferrari or a Porsche. But you never know when either one might run out of gas.

Don't mess too much with your hair or by the time you're 40 you'll have a permanent mohawk hair cut.

Be careful whose stuff you buy, but be patient with those who supply it. Drinking is a form of nostalgia. Dispensing it is a way of digging your own way into a sanitarium, shaving yourself entirely, covering your private ugly parts with butter and recycling it for more than just food.

But trust me on the sunglasses.

5.3.09

Crônica Aleatória: Duas pelo preço de uma

Visita ao Inferno

- Oi filhão.
- Pai? O que diabos você está fazendo aqui?
- Resolvi fazer uma pequena visita.
- Mas você me expulsou de casa há milênios atrás!
- Sabe como funciona a coisa, né? Eu sou o Todo-Poderoso, Misericordioso... Ora, eu não posso perdoar meu próprio filho?
- Só que desse jeito você está atrapalhando meus negócios... Estamos no inferno!
- Eu quis fazer uma surpresa.
- Mas meus súditos podem não gostar... Você há de convir que ver Deus caminhando por aqui não é algo muito corriqueiro, certo? Inédito, talvez?
- Ah Lúcio, dê um desconto para os pobres coitados...
- É Lúcifer! Já falei que meu nome é Lúcifer!!!
- Tsc tsc... Você jovens são tão rebeldes...
- Corta o papo e conta logo porque você veio aqui embaixo.
- Bem, estamos com alguns problemas. Aparentemente o eixo da ordem natural das coisas está se desequilibrando.
- E o que eu tenho a ver com isso?
- Você está recrutando almas demais.
- Não é minha culpa se só eu sei trabalhar direito por aqui né? Durma com essa, pai...
- Tudo bem, eu te perdôo.
- Você sempre tem que ter a última palavra, não?
- Lúcio, eu sou A Palavra.
- Se você não parar de me chamar assim, eu não quero saber de conversa.
- Tá bom... Lúcifer...
- Vamos lá. Diga o que você tem em mente.
- O inferno está recrutando almas demais nos últimos dois séculos. Isso causou um grande desequilíbrio, e pode acabar destruindo o mundo. E nós dois não gostaríamos nada disso, certo?
- Estou ouvindo.
- A proposta é a seguinte. Pare de trazer almas para o inferno durante algum tempo, e quando o céu tiver tantas almas quanto há aqui embaixo, você volta à ativa.
- Ah... Não dá para acreditar. Você quer que eu tire férias, é isso? Mas você sabe que eu não vivo sem meu trabalho!
- Considere isso como um favor por todas as guerras que você conseguiu instigar no último milênio, filho.
- Isso foi legal.
- Não foi não! Você jogou a culpa de quase todas elas em cima de mim!
- E isso foi melhor ainda.
- Coloque uma coisa na sua cabeça: a menos que nós dois façamos alguma coisa, tudo vai acabar.
- Hum... E na sua mente onipresente, qual seria a desculpa que a humanidade receberia para essa "interrupção" das minhas atividades?
- Eu pensei em algo novo, completamente inédito: que tal a paz na terra?
- Paz na terra?
- Sim, paz total. Igualdade entre os homens, fraternidade entre as nações. Nada de disputas territoriais, econômicas... E também podemos acabar com a fome e a miséria!
- Ah, você bem gostaria disso, né?
- Não nego que adoraria ver tudo na terra funcionando bem. Mas é apenas temporário, o desequilíbrio para o Meu lado também destruiria o mundo.
- Não esqueça de que eu recruto minhas almas de outras formas mais sutis. Especialmente num mundo onde tudo funciona perfeitamente, a luxúria vai prevalecer.
- Sim, eventualmente algumas almas virão para o inferno. Mas essas você pode deixar aos cuidados dos seus lacaios, certo?
- Eu tenho muitos lacaios. Demônios malditos. E são muito mais espertos e trabalhadores que qualquer um dos seus estúpidos anjos.
- Não vou discutir isso. O nosso objetivo é que apenas você fique fora de ação. Afinal de contas, você é o melhor adversário que um Deus como eu poderia ter... E sabe fazer seu serviço como ninguém.
- Eu me orgulho muito disso, sabia? É o meu pecado favorito!
- Não tenho dúvidas. Então? Vais considerar minha proposta?
- Vou pensar um pouco nela... E te envio um mensageiro alado quando tiver uma resposta.
- Por favor, mande um que não tenha cheiro de enxofre muito forte. Acabei de mandar limpar o céu e isso seria meio desagradável.
- Tá bom pai. É melhor ir agora, as pessoas estão nos olhando.
- Você sente vergonha de mim, filho?
- Claro que não. Eu só te odeio. Meus súditos vão achar que a ordem do inferno está mudando e daqui a pouco vão pedir para terem suas torturas e tormentos eternos aliviados.
- Tudo bem, vou embora agora. Algum recado para alguém que esteja lá em cima?
- Não... Quase todas as pessoas interessantes estão aqui comigo.
- Tudo bem filho. Tenha um bom dia e fique Comigo!
- Argh... Me esqueci que você adora essa piada estúpida...


Visita ao Paraíso

- Oi Pai.
- Lúcio! Você está atrasado! Mas seja bem vindo ao Paraíso.
- Em primeiro lugar, eu sou a visita aqui agora. Em segundo lugar, volto para o inferno imediatamente se você continuar me chamando desse nome estúpido.
- Dê graças a Mim que o seu nome não seja Luciomar.
- Você teria feito isso quando eu nasci?
- Não dizem que Deus possui um senso de humor bem sarcástico?
- Estou indo, adeus.
- Não, espere... Lúc...ifer. Vamos conversar. Quer dizer que você aceita o acordo para tirar umas férias temporárias?
- Sim. Vou fechar os portões do inferno durante algumas centenas de anos e parar de assediar almas humanas.
- E já decidiu para onde vais viajar?
- Não sei ainda... Palestina talvez, Iraque ou Rio de Janeiro... Qualquer lugar onde eu me sinta em casa.
- Seu diabinho... Bem. Basta assinar aqui então, e a papelada será enviada para a gerência de Recursos Humanos da Sagrada e Ancestral Congregação da Ordem Universal.
- S.A.C.O.U.?
- Eu não gosto dessas gírias, filho...
- Você vai enviar a papelada para a S.A.C.O.U., seu velho decrépito?
- Oh sim... É, a falta de atividade aqui em cima está me deixando meio enferrujado...
- Antes de assinar, tenho que esclarecer algumas dúvidas. Existem muitos dos meus lacaios na terra. Quem vai cuidar de todos durante a minha ausência?
- Não há problema, eu assumo essa responsabilidade.
- Ah é? E o que você vai fazer com o meus roqueiros e metaleiros? Vai enfiá-los em ternos e forçar todos a cantar músicas do Agnaldo Rayol?
- Ora, o Agnaldo tem uma voz divina...
- Isso mostra o seu mau gosto musical. Diga apenas um bom músico que você tenha patrocinado, em toda a eternidade?
- Johann Sebastian Bach. Ele me adorava, literalmente.
- Ok... E que tal Niccolò Paganini? Eu o patrocinei.
- Tá vendo um homem naquela nuvenzinha à sua esquerda? Ele se chama Ludwig van Beethoven.
- Jimi Hendrix era meu chapa!
- John Lennon usava drogas mas era um bom rapaz e está aqui também.
- Ozzy Osbourne é um dos meus!
- O Ozzy ainda está vivo meu filho...
- Mas nem parece. Vê como eu faço meu trabalho bem?
- Qual é o seu ponto, afinal de contas?
- Eu quero que meus súditos, ou futuros súditos, tenham seu direito de liberdade de expressão garantidos. É imperativo que suas crenças e gostos sejam aceitos aqui em cima também.
- Ah filho, isso vai ser meio difícil... Imagine a bagunça que vai virar o Paraíso?
- Se vira, Deus.
- Você sabe que eu sofro de insônia. Se isso aqui ficar cheio de gente berrando, tocando guitarra, buzinando, fazendo... Aquilo-que-você-sabe-muito-bem-o-quê-é...
- Sexo?
- Shhh... Não fale essa palavra alto por aqui...
- Qual palavra, SEXO?
- É, isso aí. A população residente pode se lembrar de como era bom e querer fazer de novo.
- E qual é o problema das pessoas quererem fazer SEXO?
- Ora, você sabe o que dizem... Os anjos não tem sexo... E todos que vêm para cá viram anjinhos com asinhas e auréolas douradas.
- Deixe de ser hipócrita... Eu era um anjo e tenho sexo sim. E é bem grande, vou até mostrar para aquela gracinha de anjinha que está passando ali. Neném? Psiu? Olha aqui pro papai...
- Pare de assediar a Joana D'Arc, Lúcifer!
- Bem que eu lembrava dela de algum lugar...
- Ok, eu aceito. Vou criar uma área de recreação especial aqui no Paraíso, quem quiser realizar atividades... Mundanas... Poderá se encaminhar para lá.
- Sério?
- Palavra de Deus.
- Então onde é que eu assino?
- Aqui... E aqui... Aqui também... Aqui é só rubricar... Pronto. Se sente mais leve?
- Já me sinto entediado... Posso ficar aqui por uns tempos, até me acostumar com a idéia?
- Não!
- Ah, qual é?! Só por umas décadas, paizão...
- Não, não e não. Que espécie de influência negativa você teria aqui neste lugar?
- Mas eu estou com saudades de casa...
- É sério filho?
- Não, eu estou mentindo. Vê? Já estou com vontade de trabalhar de novo.
- Tá bom, pode ficar então... Mas é só por duas décadas, ok?
- Prometo que não vou criar problemas.
- Posso acreditar na sua palavra?
- Não.
- Você é incorrigível, Lúcifer.
- Mas se você me apresentar àquela senhorita ali talvez eu me comporte um pouquinho, Deus...
- Não acredito que vou fazer isso... Ei, você pode vir aqui rapidinho, Joana?

4.3.09

Contrato de Namoro

O Famigerado contrato de namoro. Já é a quarta vez que publico o texto que está em sua terceira revisão. Eventualmente sempre me aparece um incauto pedindo para usá-lo e normalmente eu nego: todas as histórias que o envolvem são trágicas, portanto não recomendo que ele seja usado. Sério. Nunca. Mas como toda boa lenda urbana, é legal lembrar dele, especialmente neste frio do verão carioca, bebendo um chocolate quente debaixo das cobertas.

Loucura? Não, são as cicatrizes deixadas pelo Contrato...



CONTRATO DE CONCESSÃO DE NAMORO

Por meio deste, o SUPLICANTE adquire totais direitos e deveres de NAMORO sobre a citada CONCESSORA, pelo período de 3 (três) anos, em regime de Separação Total de Bens. A CONCESSORA retém todos os seus direitos anteriores ao contrato, apenas cedendo ao SUPLICANTE a condição de "namorado" exclusivo e único. São obrigações do SUPLICANTE para que o contrato seja válido:

1) Ser carinhoso em período integral com a CONCESSORA;
2) Ser totalmente fiel com a CONCESSORA, jamais celebrando contrato de NAMORO, NOIVADO, CASAMENTO, OLHADA, FICADA e CASUS SORDIDUS com qualquer outra mulher, homem, ou qualquer forma de vida baseada em Carbono;
3) Dedicar total atenção à CONCESSORA, porém sem cometer excessos, limitando-se a até 1 (uma) visita ao lar da acima citada por dia e a 2 (dois) encontros casuais por dia;
4) Dedicar-se ao estudo acadêmico e intelectual, de forma que suas faculdades mentais não se tornem obsoletas ou sem-uso;
5) Encarar a vida e a sociedade com bom humor, comprometendo-se a fazer pelo menos 3 (três) piadas mordazes e sarcásticas por semana [texto alterado];
6) Abdicar e renegar totalmente à forma de expressão artística conhecida como "Pagode" [texto alterado];
7) Abdicar e renegar totalmente a qualquer tipo de vídeo, revista ou material de conteúdo pornográfico e/ou erótico [texto cancelado];
8) Aceitar e tolerar plenamente a religião/ideologia/filosofia da CONCESSORA, renegando e abdicando a qualquer religião/ideologia/filosofia que teria sido seguida antes da celebração do contrato e diretamente contrária à da CONCESSORA;
9) Aceitar a constante presença dos amigos e amigas da CONCESSORA, limitando-se a 1 (uma) cena de ciúmes por mês, e 1 (uma) cena de ciúmes extremos por semestre [texto alterado];
10) Após o período de 3 (três) anos de contrato de NAMORO, obriga-se o SUPLICANTE a apresentar proposta de contrato de NOIVADO, o qual anulará imediatamente o atual contrato de NAMORO. É obrigatória a presença da cláusula de CASAMENTO no contrato de NOIVADO, com a prescrição máxima de 3 (três) anos após o início deste, a qual anulará todos os contratos celebrados anteriormente pelo SUPLICANTE e pela CONCESSORA;

Ambos os CONTRATANTES concordam com os citados termos e celebram hoje, na presença de 2 (duas) testemunhas, a firmação deste contrato de NAMORO.

1.2.09

ES-ADOF, "O" Jogo

Muitos anos atrás um amigo, Nilson Nagamine, e algumas de suas colegas de faculdade me ensinaram este jogo maravilhoso, relaxante e viciante. Desde então passei a espalhar as regras do jogo, ensinando-o para várias pessoas e círculos de amigos. A princípio todo mundo acha o jogo estranho, mas ele é, literalmente, o jogo de cartas mais simples e viciante do mundo. Agora, para compartilhar este conhecimento de forma irrestrita, seguem abaixo as regras do ES-ADOF, conforme me foi ensinado:

Componentes:

- Dois baralhos convencionais sem os coringas
- Papel
- Caneta

Número de jogadores:

- De 3 a 10 jogadores.

Objetivo:

- Terminar uma partida com a menor pontuação dentre todos os jogadores.

Como jogar:

- Escolha um jogador para ser o distribuidor na primeira rodada. Este deve embaralhar as cartas e em seguida entregar três para cada jogador, com a face voltada para baixo.

- Cada jogador deve colocar as três cartas numa fila horizontal à sua frente, escolhendo a ordem das mesmas enquanto elas estão voltadas para baixo. Quando todos tiverem arrumado suas cartas, cada um terá dez segundos para olhar e memorizar a carta da ponta esquerda e a da ponta direita da sua própria fila, para então colocá-las no mesmo lugar novamente, com a face para baixo. Os jogadores não devem olhar a carta do meio.

- O Distribuidor pega a primeira carta do baralho e abre com a face para cima na mesa. Então o jogador à sua esquerda pode decidir comprar a carta aberta, ou comprar uma do baralho. Após comprar a carta, ele deve substituir uma das suas próprias cartas da fila por esta, ou descartá-la.

- O objetivo do jogo é fazer a menor pontuação possível, logo, deve-se tentar substituir cartas de valor alto por outras de valor baixo. A pontuação segue abaixo:

K (rei) = 0 ponto
A (ás) = 1 ponto
2 (dois) = 2 pontos
3 (três) = 3 pontos
4 (quatro) = 4 pontos
5 (cinco) = 5 pontos
6 (seis) = 6 pontos
7 (sete) = 7 pontos
8 (oito) = 8 pontos
9 (nove) = 9 pontos
10 (dez) = 10 pontos
J (valete) = 11 pontos
Q (dama) = 12 pontos

- Todas as cartas descartadas devem ser colocadas em uma pilha única ao lado do baralho. A única carta que pode ser comprada desta pilha é a última que foi descartada.

- O jogo segue em sentido horário até acabarem as cartas do baralho ou um dos jogadores pedir "mesa". Qualquer jogador pode pedir "mesa", desde que seja sua vez de jogar e ele ainda não tenha comprado uma carta. Ao fazer isso, todos os jogadores devem revelar suas cartas com as faces para cima e contabilizar seus próprios pontos.

* Se o jogador que pediu "mesa" tiver a menor pontuação dentre todos os jogadores, ele não fará nenhum ponto e os outros jogadores devem anotar as pontuações de suas filas de cartas.
* Se o jogador que pediu "mesa" tiver a menor pontuação, porém empatado com um ou mais jogadores, cada jogador deve anotar a pontuação de sua própria fila de cartas.
* Se o jogador que pediu "mesa" não tiver a menor pontuação, cada jogador deve anotar a pontuação de sua própria fila de cartas e o jogador que pediu "mesa" deve anotar para si a pontuação total de todos os jogadores e a dele próprio.

* Se o baralho acabar, isto é, um jogador não tiver mais a possibilidade de comprar carta do baralho, o jogo termina e cada jogador deve anotar a pontuação de sua própria fila de cartas.

Fim do Jogo:

- Antes do início do jogo, todos devem acordar a quantidade de pontos que encerrará uma partir. Por exemplo, se uma partida for de "100 pontos", o jogo termina quando um jogador tiver somado 100 ou mais pontos. Neste momento, o jogador com a menor pontuação da mesa é o vencedor.