O Sentido da Vida

Ao longo dos séculos, os maiores sábios do universo divagaram, pensaram, pensaram, e pensaram tanto que morreram de velhice ou inanição. Então vieram comediantes, e nos forneceram interessantes teorias, com certeza muito mais próximas da grande verdade universal do que os pensamentos tediosos dos sábios que já viraram poeira.

No início da década de oitenta os membros do grupo de comédia inglês Monty Python se reuniram novamente, para fazer um filme. E eles nem sabiam por onde começar. Eventualmente, por não saberem exatamente o que fazer, decidiram fazer um filme que explicasse o "sentido da vida", e quase chegaram lá. Na verdade eles não falaram coisa com coisa durante todo o filme, mas tem várias piadas legais, e rir faz bem pro coração, o que pelo menos é capaz de prolongar mais sua vida do que sentar para pensar.

Talvez eles tenham sido motivados pela excelente tentativa anterior de seu amigo Doug Adams, que no final da década de setenta escreveu "O Guia do Mochileiro das Galáxias", que dá uma resposta simples e sucinta para o sentido da vida, do universo e tudo o mais: 42. E claro, imaginando que "42" é a resposta para todos os grandes mistérios, desde então vários sábios se reuniram para refletir, refletir, refletir e refletir mais ainda, mas não chegaram a uma conclusão definitiva, afinal de contas, "42" é um abstrato demais para a mente humana.

Poucos anos atrás, surgiu uma empresa chamada "Google". Seu objetivo, dizem eles, é permitir que você tenha acesso À informação que procura, o mais rápido possível. Então, será que isso significa que a Google é capaz de descobrir o significado oculto por detrás de "42", ou simplesmente, o sentido da vida? De acordo com Andréa Dias sim.

"O dia em que a Google tiver o mundo, ninguém mais vai dizer 'quero me encontrar'... Será o fim das crises existenciais", disse a minha amiga. Perceba-se o tom profético destas palavras! "Eles vão descobrir o sentido da vida". Eles podem. Eles vão. A Google tem as ferramentas necessárias, então porquê não botam mãos à obra? Fica lançado aqui o desafio, em inglês e português, para que o big brother Google descubra nossas intenções e inicie os trabalhos o mais rápido possível:

Oh Google, can thou tell us what is the "meaning of life"?

Ó Google, podes nos dizer qual é o "sentido da vida"?


No mais, aguardamos ansiosamente a resposta. Não digo que ela vá adiantar de nada, vai que a gente descobre que o sentido da vida é "tem a capacidade de ver a cor vermelha". Isso seria horrível. Mas pode ser algo divertido, legal, quem sabe até útil.

RPG Inocentado

Não é preciso dizer que não concordo com todo o conteúdo do texto abaixo, de autoria da Editora Daemon. Eu desprezo esta editora e os editores/escritores responsáveis por ela, mas concordo com a maioria dos pontos citados. É fato que a intolerância contra jogadores de RPG vem gerando pensamentos intolerantes por partes deste jogadores, e isso é errado. Mas vamos nos ater aos fatos e às provas - vale a pena ler a carta com cuidado e carinho. Afinal de contas, eu jogo RPG e não estou fazendo nada de errado. Quem quiser uma cópia da carta, basta me mandar um e-mail. Abaixo a intolerância cultural e religiosa!


Carta aberta à mídia.

Peço a todos os jogadores de RPG que copiem este texto em seus blogs, sites, flogs, comunidades do orkut e onde mais puderem, pois não seremos mais usados como bodes expiatórios por delegados ineficazes, pastores evangélicos, vereadores oportunistas e jornalistas incompetentes. O texto abaixo dá nome aos bois: às vítimas, aos assassinos e aos oportunistas que usaram os crimes para se promoverem. Chega de notícias distorcidas, incompletas e tendenciosas.

TERESÓPOLIS
Em 14 e 20 de Novembro de 2000, na cidade de Teresópolis (RJ), duas garotas de 14 (Iara dos Santos Silva) e 17 (Fernanda Venâncio Ramos) anos foram estupradas, torturadas e estranguladas com um intervalo de seis dias entre os crimes.

Sônia Ramos, 42, madrasta de Fernanda, a segunda vítima, levantou a suspeita de que as atrocidades pudessem estar ligadas ao jogo por pura ignorância e desespero, porque sua filha (a VÍTIMA) era jogadora de RPG e andava na companhia de outros garotos que jogavam GURPS e Vampiro (sua alegação se baseou no fato de que sua filha andava as voltas "com pessoas que se fantasiavam de vampiros"). Inclusive a polícia chegou a prender injustamente um jogador de RPG, que não vou falar o nome porque o coitado era inocente e não merece ter seu nome publicado, mas que passou quatro dias na cadeia por causa deste absurdo.

O verdadeiro assassino das garotas, HUMBERTO VENTURA DE OLIVEIRA, de 25 anos, confessou o crime 6 dias depois da prisão do RPGista; era o jardineiro da casa e NUNCA sequer passou perto de um livro de RPG.

A imprensa irresponsável, assim como no caso famoso da "Escolinha Base", foi muito rápida em divulgar versões fantasiosas sobre o "jogo da morte", mas NUNCA publicou uma linha sequer se desculpando com os 400.000 jogadores de RPG que foram ofendidos em sua moral e prejudicados diante da sociedade.

OURO PRETO
No dia 10 de outubro de 2001, Aline Silveira Soares viajou do Espírito Santo com sua prima e alguns colegas para Ouro Preto para participar da "Festa do Doze", que é uma espécie de Carnaval fora de hora entre as faculdades da região, com R$40,00 e a roupa do corpo para passar três dias.

Segundo o laudo, Aline consumiu drogas durante o dia anterior ao de sua morte. Esta informação foi confirmada por diversas testemunhas que também participavam da festa, em Ouro Preto (testemunhas que foram solenemente ignoradas pelo delegado Adauto Corrêa após as investigações tomarem o rumo circence). Aline não tinha dinheiro e acreditou que conseguiria fugir do traficante sem pagar pela droga que consumiu, mas no dia de sua morte (14 de Outubro de 2001), foi abordada pelo criminoso no caminho de volta para a república onde estava hospedada (o cemitério fica exatamente no meio do trajeto entre o local da festa e a república). Testemunhas (que também foram ignoradas no inquérito oficial) disseram ter visto Aline conversar com um conhecido traficante da cidade na porta do cemitério algumas horas antes de sua morte.

De acordo com especialistas em crimes relacionados a drogas, Aline provavelmente teria se oferecido para ter relações sexuais com o traficante para pagar a dívida, pois as roupas da garota foram encontradas "cuidadosamente dobradas e dispostas ao lado do local do crime, sem nenhum indício de violência ou de coerção". Aline tomou o cuidado de deixar suas sobre uma das lápides, dobradas com a jaqueta por baixo, para que não sujassem.

Ainda segundo o laudo oficial da perícia técnica, durante a primeira facada que Aline recebeu, o corpo estava na posição acocorada, popularmente conhecida como "de quatro". Segundo especialistas em crimes de estupro, o traficante provavelmente teria tentado obrigar Aline a realizar sexo anal, que possivelmente foi rejeitado pela garota, resultando no primeiro golpe com a faca. O traficante, tendo ferido Aline seriamente, não viu alternativa a não ser terminar de matá-la. Para disfarçar, o assassino colocou o corpo de Aline em posição deitada sobre a lápide (pelas fotos da perícia e rastros de sangue, pode-se atestar que o corpo foi movido APÓS a sua morte) para tentar atrapalhar as investigações.

Quando o corpo foi encontrado, os policiais começaram as investigações pelos locais em que Aline se hospedou e em uma das repúblicas foram encontrados alguns livros de RPG, que o delegado, evangélico confesso, classificou como "material satanista". A partir disto, um vereador oportunista chamado Bentinho Duarte (sem partido) viu nisso uma chance de se promover realizando terrorismo psicológico e, junto com o Promotor Fernando Martins (conhecido por ter tentado proibir a distribuições de jogos como Duke Nuken e Carmagedon), moveu ação contra as empresas Devir Livraria e Daemon editora tentando a proibição de 3 títulos (Vampiro: a Máscara, Gurps Illuminati e Demônios: a Divina Comédia).

Resumindo: um crime que não teve nada a ver com RPG, mas sim com DÍVIDA DE DROGAS resultou até agora na prisão de 4 garotos injustamente (que NÃO são jogadores de RPG, fato comprovado pela mãe da vítima em depoimento ao vivo na rede Bandeirantes de TV) e um completo show de aberrações e absurdos na mídia.

GUARAPARI
Polícia Civil do Espírito Santo prendeu, na noite de 12 de Maio de 2005, dois acusados pelo assassinato do aposentado Douglas Augusto Guedes, da mulher dele, a corretora de imóveis Heloísa Helena Andrade Guedes, e do filho do casal Tiago Guedes, em Guarapari. Os corpos dos três foram encontrados amarrados e deitados em camas no dia 5 de maio. Na mesma data, eles foram sepultados.

O delegado da Divisão de Homicídios de Guarapari, Alexandre Linconl, evangélico, disse ao Portal Terra que os assassinos MAYDERSON DE VARGAS MENDES, 21 anos, e RONALD RIBEIRO RODRIGUES, 22, confessaram que eles mataram a família motivados pelo jogo, mas essa "confissão" não ocorreu imediatamente após o crime.

O crime que Mayderson e Ronald cometeram é o de LATROCÍNIO QUALIFICADO E PREMEDITADO, ou seja, mataram para roubar de uma maneira cruel e sem dar chance de defesa às vítimas, com premeditação. Esse é um crime hediondo, sendo julgado e condenado diretamente por um juiz criminal. Ambos os acusados já tinham ficha criminal (ambos estão respondendo processo por Porte ilegal de Arma).

O que o advogado de defesa da dupla estava fazendo era alegar que eles cometeram o crime influenciado pelo jogo e, com essa ação, tentar reverter o crime para Homicídio Simples, baseado no tal jogo que ninguém sabe o que é. Com isso, os assassinos iriam para um júri popular, que poderia ser muito bem influenciado por todo esse novo circo que a mídia sensacionalista armou e, jogando a culpa em cima do RPG, poderia até inocentar os "pobres coitadinhos vítimas do jogo" Mayderson e Ronald...

O que tem de ficar bem claro é o seguinte: os criminosos entraram na casa, apontaram armas para Tiago e sua família, doparam a família sob a mira do revólver, levaram o garoto até o caixa eletrônico onde roubaram R$ 4.000,00 de sua poupança e depois executaram friamente a família com tiros na cabeça, para não serem reconhecidos. A história do "RPG" só apareceu dois dias depois que os assassinos foram capturados pela polícia, sob orientação do advogado de defesa da dupla.

É bom lembrar, já que a mídia "esqueceu", que, graças à intervenção da Daemon Editora e da conversa de Marcelo Del Debbio, escritor especialista em Role Playing Games, com o delegado de Guarapari ao vivo em uma entrevista na Rede Bandeirantes de TV, o advogado de defesa da dupla abandonou o caso, deixando os dois criminosos sem advogado à espera de um defensor público.

Com estes textos, podemos começar a nos defender dos três falsos "crimes do RPG". Já está na hora destas informações serem passadas para jornalistas sérios que queiram nos ajudar a fazer a verdade aparecer.

Abraços fraternais,

Daemon Editora

Equador: Sexto Dia

Primeiro, o jantar de ontem. Saí do hotel morto de fome (o restaurante daqui não abre para jantar nos fins-de-semana), passei pelo Olímpico Atahualpa (o estádio de futebol, é aqui pertinho) e achei uma pizzaria simpática. Pedi uma "tradicional" pequena (presunto, champignon, pepperoni e queijo extra). Quando aquela "coisa" chegou, me assustei: era um pouco maior que um disco de vinil. Mais uma coisa legal do Equador: aqui as pizzas são bem fartas... Não preciso dizer que não aguentei comer tudo. No caminho de volta para o hotel, finalmente senti os efeitos das alturas, pois tive que subir uma ladeira. Cheguei ao hotel totalmente esbaforido, deitei na cama e chapei.

Hoje de manhã fui trabalhar. Tive um pressentimento, e achei que era melhor ir para a base - e estava certo. Ainda havia trabalho a ser feito. Terminei na hora do almoço e voltei direto para o hotel, pois comecei a me sentir mal. Deve ser efeito retardado da vacina contra febre amarela, o fato é que não estou bem. Portanto passei o resto do meu dia verificando os e-mails do trabalho até que a rede local do hotel caísse. Fui descansar mais um pouco, e cá estou eu me preparando para o jantar e mais caminha.

Amanhã de noite volto para o Brasil. Chego na quarta-feira de manhã, tentarei ler "Eragon" no vôo. Se não tiver paciência, lerei algo do Sandman. Hasta luego.

Equador: Quinto Dia

O quinto dia de viagem começa com um pequeno relato do final do quarto dia. Ontem à noite fui para um restaurante mexicano, muito simpático, e pedi um burrito. A garçonete me perguntou se eu tinha certeza, pois era "desse tamanho" (mostrou com as mãos um espaço de quatro a cinco palmos de comprimento). Eu disse que estava tudo bem... Me assustei, pois o burrito era mesmo do tamanho de um pão baguete. Horas depois, consegui terminar de comer aquela delícia, que só custou dezesseis reais - qualquer restaurante mexicano no Brasil cobra o mesmo preço por um burrito com um quarto do tamanho daquele que comi ontem.

Depois decidi que era hora de procurar alguma boite, para beber uma cerveja e ouvir o que os equatorianos gostam numa balada. Me deram o flyer de um lugar chamado "Bloom's", e lá vou eu. A entrada era apenas três dólares, e ainda dava uma bebida (cerveja, rum ou vodka) de graça. Entrei, pedi a cerveja e fiquei no meu cantinho ao lado do bar vendo a boite encher aos poucos. O lugar era pequeno, mas simpático. Bem, pelo menos o pessoal do bar - o DJ era um carrancudo mal humorado que parecia estar fazendo um favor enorme por trabalhar lá.

A balada começou com bastante electro e techno, ou seja, nada de anormal. Mas quando a discoteca ficou cheia, e isso por volta de dez horas da noite, o DJ começa a fazer uma série de viradas com uma música estranha, mas que levava todos à loucura. Era o tal de reggaeton. Imaginem uma mistura de rumba, reggae, com batidas de tambores metálicos (tradicionais do caribe) bem fortes e cadenciadas, tudo acompanhado por letras... Hum... Bastante calientes. Isso é reggaeton, e pessoalmente eu achei um lixo. Entretanto, perseverei. Algum tempo depois começou a tocar um pouco mais de electro e techno, para meu alívio. Porém mais tarde, outra surpresa desagradável.

Funk. E todos foram à loucura.

Já tinham me dito que o funk é bastante famoso aqui, por causa de alguns grupos de dança "funk" do Brasil vieram ao Equador para tentar a vida, e conseguiram. Os mais famosos são o "Tá Dominado" e o "Exporto Brasil". Eles ficaram tão famosos que o pessoal do primeiro grupo foi chamado para fazer uma novela na televisão. Bizarro, no mínimo. Outra brasileira bastante falada por aqui é uma tal de Paloma, que apresente um programa na televisão e é considerada a apresentadora mais importante do país. Obviamente, ela é muito bonita. O mais engraçado é que os equatoriano pensam que a Palomita e os grupos de dança são super-famosos no Brasil, e se decepcionam quando digo que ninguém jamais ouviu falar deles.

Depois dessa, fui embora da boite, e já era cerca de meia-noite. Peguei um taxi, e o motorista contou (para meu horror e incompreensão) que todos os bares, restaurante e discotecas tem que fechar até as duas da manhã. Pelo menos assim diz a lei. Quando conto que no Rio os bares e boites só fecham por volta de cinco, seis da manhã, os equatorianos acham que o Rio é a cidade mais segura do mundo para se divertir. Seria que se fosse assim, não?

Hoje acordei e fui para a cidade da Mitad del Mundo. Basicamente, há um parque com um monumento, por onde "passa" a linha do Equador. Ela está pintada no chão e tudo, eu tirei foto com um pé de cada lado e todas as outras bobagens que um turista faz. Mas fiquei pouco tempo lá, pois as lojas são caras - muito caras. Em Otavalo tudo é mais barato, porque você pode barganhar. Aliás, você deve barganhar. Posso dizer que a Metade do Mundo é bastante sem graça, mas já que estava lá e paguei a entrada eu dei umas voltinhas, para não achar nada de interessante a fazer.

Voltei para o hotel, assisti televisão e comecei a organizar as fotos da minha máquina. Nada mais. Agora vou sair e procurar algum restaurante aqui por perto, pois não quero dormir tarde. Amanhã pretendo ir ao centro histórico de Quito, mas bem que gostaria que tivesse vaga num vôo para mim. Estou ficando entediado, acho que o Equador "já deu o que tinha que dar". Hasta luego.

Equador: Terceiro e Quarto Dia

Sexta-feira foi um dia complicado. Acordei cedo, trabalhei o dia inteiro que nem um condenado para poder cumprir um prazo, só parando para comer. Fui conseguir descansar por volta de onze da noite, e estava um caco completo. Pelo menos tive a satisfação de completar com sucesso o trabalho que vim fazer aqui, o que foi muito bom. Mas bem que tomei um susto danado.

Os equatorianos tem o hábito de comer mote (milho cozido) antes do almoço, por volta de dez horas da manhã. Além do mote, você pode pedir papas (batatas) cozidas. E tudo vem com um molho picante delicioso, chamado ají. Decidi perguntar para o meu amigo Rafa a receita do molho, pois queria fazê-lo no Brasil. Ele me disse então que era feito de cebola, tomate e cacahuete. Perguntei o que diabos era isso, e ele me fala em inglês: peanut.

Mierda. Eu sou alérgico a amendoim. A sorte é que a receita leva muito pouco amendoim, e no fim das contas não passei mal... Mas agora quero distância de ají.

Hoje fui com o Rafa e sua família para Otavalo, uma cidade cerca de uma hora ao norte de Quito. Lá existe a maior feira de artesanato indígena do Equador, a tribo dos Otavalos (duh...). Tudo é muito bonito e bem feito - achei o preço baixo da prata impressionante. Comprei um charango, que é uma espécie de viola caipira típica do Equador (dez cordas, o instrumento é do comprimento do meu cotovelo até minha mão).Mas o que mais gostei foi da paisagem no caminho. Quito fica na região montanhosa do Equador, e Otavalo também. Lindo, muito lindo esse país.

Hoje vou sair, procurar um bar para beber uma cerveza, e voltar ao hotel. Amanhã vou conhecer la Mitad del Mundo, e segunda-feira vou trabalhar um pouco mais na base aqui de Quito. Hasta luego.

Equador: Segundo Dia

Não quero ser chato, mas vou começar hoje, e me desculpem o palavrão, falando de "política". A situação aqui no Equador é verdadeiramente tensa. Eles ainda não tem presidente, e existe uma vontade geral de toda a população em escolher novos representantes em 2006 que limpem toda a corrupção do país. Outro problema daqui é que os empresários querem que o país entre para a ALCA, e a população faz manifestações anti-ALCA e anti-EUA quase todo dia. Esta era uma das impressões equivocadas que eu mesmo tinha deste país, pois aqui as pessoas são bastante argutas e pouco alienadas. Todos se preocupam com o estado da nação e em conservar a cidade. Um bom exemplo é que a Universidad Central de Quito é a terceira melhor de toda a américa latina.

Agora sem chatices. Não vou mencionar os detalhes do trabalho pois considero isso bastante anti-ético. Posso dizer que são todos muito simpáticos, me tratam muito bem e fazem perguntas sobre o Rio de Janeiro e o Brasil o tempo todo. Os equatorianos são tão fanáticos por futebol quanto os brasileiros, e estão muito empolgados com o fatos de que vão jogar sua segunda Copa do Mundo. Ontem na hora do almoço fui ao shopping com o Rafa, que é o meu ciccerone por essas bandas. Acabei comprando um agasalho para o frio danado que está fazendo e uma camisa do Nacional de Quito, um dos maiores times do país - só perde em torcida para o Barcelona de Guayaquil, que é uma espécie de Flamengo equatoriano.

A comida continua muito boa. Praticamente tudo o que eles fazem aqui é acompanhado de milho e batatas, o que não é de se surpreender, visto que a cultura Inca é a base do país. Eles adoram frutos do mar, e os mariscos, peixes e camarões daqui são deliciosos. A maior parte da população é composta por mestiços, mas ainda há muitas tribos de índios espalhadas pelo país. Amanhã visitarei a cidade onde fica o marco da linha do Equador, e é também onde vive uma tribo que faz artesanato tradicional.

Ontem, depois do trabalho, fui jogar sinuca com o pessoal. Bem, na verdade não era "sinuca", e sim um jogo chamado "Bajas y Altas". Na mesa são postas bolas numeradas de um a quinze - uma das duplas tem que matar as bolas de um a sete, a outra as bolas de nove a quinze. Quem limpar suas respectivas bolas pode matar a oito, e então ganhar o jogo. Mas se você mata a oito antes de limpar suas bolas, perde o jogo.

O fato é, e eu nunca pensei que diria isso, aqui no Equador virei um "super-jogador" de sinuca. Minha grande deficiência no jogo sempre foi matar as bolas, e minha especialidade sair de situações complicadas e colocar o adversário nelas. Mas ontem, quando dei minha primeira tacada, matei uma bola que poderia ser considerada difícil. Achei estranho e inspecionei as caçapas - suas bocas eram cerca de cinco centímetros mais largas que as bocas de caçapas de mesas do Brasil! Então entendi que seria fácil matar as bolas, e portanto joguei muito bem, sem falsas modéstias. Eu a Rafa ganhamos onze partidas, e a outra dupla apenas uma. Acho que nunca mais vou conseguir jogar sinuca no Brasil, eu quero uma mesa equatoriana!

Depois descobri outra paixão dos Equatorianos - karaokê. Cantei "Bohemian Rhapsody" e "You Give Love a Bad Name", foi legal. Mas aparentemente todo mundo aqui gosta de música brega. Todas as músicas são canções de amor, de dor-de-cotovelo, dor-de-corno, e coisas do gênero, do tipo que você espreme e saem lágrimas. Eles adoram. Eles cantam a plenos pulmões e se divertem com isso, independente de idade - jovens e velhos. Realmente impressionante.

Além disso, descobri que aqui praticamente só se bebe duas cervejas: Pilsener e Brahma! Fala sério, eu não vim ao Equador para beber Brahma. O resto do pessoal achou engraçado que eu falasse tão mal da Brahma, eles achavam que era a melhor cerveja do Brasil. Todavia, me recomendaram fortemente a Pilsener, e eu aceitei. É uma das melhores cervejas que já provei, leve e encorpada, lembra bastante a minha favorita Miller.

Ontem foi tudo. Hoje a amanhã tenho muitas coisas programadas, mas não vou ficar adiantando aqui pois não sou bobo. O grande segredo da boa estória é manter o leitor preso, querendo saber o próximo passo. Hasta luego.

Ecuador: Primeiro Dia

Acordei bem cedo, para não chegar atrasado ao aeroporto do Galeão. Lá, encontrei com dois amigos que não via há bastante tempo, e finalmente consegui embarcar. O primeiro avião, trajeto Rio x São Paulo x Bogotá era um luxuoso 767, e para mostrar que finalmente a maré de azar estava chegando a um fim, o lugar ao meu lado ficou vazio, o que me garantiu uma bela viagem com vista de janela. Tinha me esquecido de como é bom voar, mas admito que depois da sensação gostosa da aceleração após a decolagem, o mais engraçado é ver as pessoas desesperadas e rezando para tudo dar certo, apesar de você ter mais chances de sofrer um acidente dirigindo um carro ou simplesmente andando na rua. O avião é mais seguro no ar do que todo o resto na terra. Eu sei que achar esse tipo de medo é uma coisa feia, mas quem disse que eu sou perfeito?

A viagem foi bastante longa, saindo do Rio às 9 da manhã e chegando em Bogotá às 5:30 da tarde (horário de Brasília). Apesar disso, confortável: vi um filminho legal sobre um time de baseball com garotos que não sabem jogar, e que tem um treinador fracassado bêbado. Já posso contar nos dedos das mãos e dos pés quantas vezes vi filmes parecidos com esses, e devo confessar: eu adoro eles! Tirando isso, terminei de ler meu exemplar de "O Triumfo de Sharpe", do Bernard Cornwell. Mas o tempo todo, estava uma verdadeira pilha de nervos, e vou explicar o motivo.

Para chegar ao Equador, é necessário passar pela Colômbia. Para entrar na Colômbia, é necessário apresentar um certificado de vacinação contra a febre amarela. Eu tomei a vacina na segunda-feira, e ela só passa a ter validade dez dias depois. Antes de viajar me consultei com pessoas do ramo, e todas disseram que eu só seria barrado na Colômbia caso tivesse muito, mas muito azar mesmo. E hoje eu estava achando que teria esse tipo de azar.

Cheguei à Colômbia. Confesso que foi um alívio me ver livre do grupo de senhoras da terceira idade que estava no meu avião - um monte de velhinhas enjoadas que empurravam todo mundo e eram super-grossas. Fui passar pelo detector de metais, a guarda feminina pediu que eu tirasse meu cinto. Podem não acreditar, mas eu fiquei envergonhado - nunca tinha tirado o cinto da minha calça em público! Depois a revista à bolsa do laptop foi longa e cuidadosa. Ela foi revistada duas vezes, e em ambas foi aberta, tudo foi retirado, e os guardas procuraram por bolsos falsos.

Mas ninguém pediu pra ver o maldito certificado de vacinação.

Com um sorriso de orelha-a-orelha, similar ao do Dustin Hoffman no final de "A Primeira Noite de um Homem", fui aguardar o embarque para o vôo de translado para Quito. Duas horas depois, entrei num 757 pequeno, quente, apertado, e caindo aos pedaços. Pelo menos o serviço de bordo era bom, e tinha uma composta colombiana feita com mamão que era uma delícia. Mais algumas horas, chego ao Equador, e já eram 7:30 horas da noite, 22:30 no horário de Brasília.

Um operador da minha empresa veio me buscar de carro. Me trouxe até o hotel e viemos conversando bastante, o cara é gente fina mesmo. Achei interessante que Quito se parece muito com a zona norte do Rio de Janeiro, só que limpa. Aqui também está fazendo frio, pois a cidade é alta - um clima maravilhoso, parecido com Petrópolis ou Itaipava no momento. Imagino que no inverno seja bem pior. Cheguei ao hotel onde fui muito bem recebido, estou num lugar muito simpático no qual as pessoas te tratam bem, sem ficar correndo atrás de você e babando seu ovo toda vez que você abre a boca.

Jantei assistindo o primeiro tempo de um jogo de futebol local (Deportivo Cuenca x Liga Deportiva Universitaria de Quito) com o garçom e o chef. Ambos devem ser mais novos que eu. O gerente obviamente é mais velho, e a simpatia em pessoa. Gafe do dia: o garçom chega pra mim e pergunta: "Qual es su habitación, ¿cavallero?" e eu de bate-pronto solto: "Rio de Janeiro, Brasil". Então ele diz: "No señor, habitación para la conta". Como diabos eu ia descobrir que "habitación" significa "quarto"?

Meu quarto é grande, confortável, e finalmente tirei uma dúvida que me inquietava há tempos. Todos sabemos que no hemisfério sul a água escorre pelo ralo em sentido horário, e no hemisfério norte em sentido anti-horário. Mas e na linha do Equador? Estou precisamente numa cidade que divide os dois hemisférios, e sempre imaginei em qual sentido a porcaria da água escorreria.

Quem nunca pensou nisso, ora bolas?

Poderia ser um dos grandes mistérios da humanidade.

Tchan-tchan-tchan-tchan...

Sentido anti-horário. Amanhã tem mais.

Equador: Pré-Viagem

OK, você venceu Murphy. Preparar uma viagem ao exterior é um porre, mesmo sendo através da empresa, e você tendo o suporte teórico de algumas pessoas. É muita coisa para se pensar ao mesmo tempo, e nem todo mundo parecer ser capaz de entender que sua cabeça está funcionando a mil por hora - o que me lembra, eu a-do-ro pessoas compreensivas e pacientes. Pontos negativos da pré-viagem:

- Correr por todo o aeroporto internacional do Galeão procurando os lugares;
- Descobrir que o posto de saúde só abre daqui a quatro horas;
- Agendar a passagem com a atendente grossa da agência de viagens;
- Tomar vacina contra febre amarela com a enfermeira tarada de meia-idade;
- Tentar trocar dólares no Banco do Brasil e descobrir que você precisa da passagem para tal;
- Esperar horas num saguão gelado, assistindo "Junior" na televisão, enquanto sua passagem não chega;
- Descobrir que você tem um cadastro no Banco do Brasil, feito oito anos atrás, e que não permite que você faça transações, a menos que seja apresentado um comprovante de residência, por exemplo, a conta de telefone que você deixa na sua casa a duzentos quilômetros de distância do aeroporto.

Pontos positivos:

- Conseguir o certificado de vacinação sem ser atacado pela enfermeira;
- Conseguir a passagem sem brigar com a atendente da agência de viagens;
- Falar pro caixa do Banco do Brasil que você nunca mais pisará numa agência deles;
- Conseguir os dólares noutro banco mais simpático e com taxas melhores;
- Deixar os dólares no cofre do hotel (é uma sensação aliviante).

E o que é necessário para atingir tantos objetivos?

- Simular um jeito meio afeminado de falar com a enfermeira;
- Deixar que outro atendente da agência de viagens brigue com a atendente grossa;
- Ser cidadão brasileiro e consciente que o Banco do Brasil é uma merda;
- Andar o aeroporto internacional inteiro (literalmente), de ponta a ponta, até achar um banco de câmbio aberto;
- Bom senso para cuidar bem do dinheiro da sua empresa.

Enfim, por enquanto é isso. Mais notícias de "El Barto en Ecuador" a partir de quarta-feira, talvez. Isso se eu tiver tempo para respirar, o que é meio improvável.

Crônica Aleatória: "Na Ponta da Faca"

- Você está certa que é esse aí?
- HuM-hUm, - respondeu a garota de cabelos multi-coloridos - EsSe MeSmO.

Sonho não costumava confiar no juízo inexistente de sua irmã, mas aparentemente havia algo que Delírio conseguia enxergar naquele homem, que mesmo aos olhos do grande Lorde Morpheus era completamente invisível. A aparência era de um jovem adulto, com seus vinte e poucos anos de idade, mas o corpo jazia inerte no chão frio da sala escura. Em seu braço esquerdo havia um cordão de tênis semi-amarrado, e uma seringa vazia pendia de sua mão direita. Tinha todos os sinais de uma pessoa com a mente presa ao Sonhar, mas ao mesmo tempo o cheio de podridão que predominava no recinto indicava que sua irmã Morte já deveria ter buscado o rapaz há alguns dias.

- Você não poderia estar mantendo este mortal vivo. Este poder não te pertence.
- E eU nÃo EsToU, sOnHo! PaReCe QuE eLe FeZ iSsO sOzInHo...

O imponente Lorde ajoelhou-se ao lado do corpo, e pousando uma das suas mãos tentou perscrutar a mente do rapaz, mas não conseguiu ver nada. A frustração deixou marcas visíveis de cólera no rosto de Sonho. Aparentemente, a mente deste jovem conseguira de alguma forma invadir seu reino, o Sonhar. Estava obviamente protegido com poderes de Delírio, mas ela não era capaz de entender como isso teria acontecido, debaixo do seu nariz.

- Vamos resolver isso no Sonhar. Venha - e na fração de tempo que um átomo de hidrogênio parte-se no coração de uma estrela, ambos se viram caminhando num deserto de areia fina e branca, que ao longe tornava-se vermelha como sangue. A areia rubra formava um círculo em torno de um ponto luminoso, que brilhava com uma miríade de cores sem fim, e numa velocidade que seria capaz de erguer mil ciclones.

- Aquele é o centro de todo o problema, Irmã. A mente do mortal está presa ao Sonhar, e corrompendo a areia de sonhos da qual o meu reino é composto. Se isso continuar, tudo será destruído, você entende?
- mAs Eu NãO fIz NaDa, SoNhO! ElE vEiO aQuI sOzInHo, NãO o AjUdEi.
- Entretanto, apenas você tem o poder de desfazer sua presença no meu reino. Por favor, vá lá e descubra o que está acontecendo.

Choramingando e tremendo de medo, lentamente Delírio se aproximou do centro brilhante, até desaparecer em meio à intensa luminosidade. Instantes depois, a luz morreu, e com ela a areia gradualmente voltou a ser branca. Delírio retornou com um pesado elmo de desenho ancestral em suas mãos, o que deixou Lorde Morpheus extremamente alarmado.

- Meu símbolo. O que foi que você fez, Irmã?
- eU sAbIa QuE tInHa DeIxAdO eLe Em AlGuM lUgAr.
- Você ajudou aquele mortal a usar meu símbolo?
- EuUuUu? NãO, cLaRo QuE nÃo, NeM eM "sOnHoS" - a piadinha teria feito Delírio gargalhar sozinha, mas o rosto sisudo do irmão mais velho dizia-lhe que era melhor comportar-se agora.
- Quando foi a última vez que você se lembra se estar com o elmo?
- fOi AnTeS dO bArNaBáS mE tIrAr DaQuElE lUgAr EsTrAnHo E eScUrO oNdE eU qUaSe EnDoIdEi.
- Já imagino o que deve ter acontecido. Volte para o lugar onde o rapaz se encontrava... Morte gostaria de ouvir algumas explicações sobre o que aconteceu. E ele estava sob sua responsabilidade, de uma forma ou de outra.
- Tá BoM... e VoCê, VaI aOnDe?
- Fazer uma visita.

***

Uma solitária figura andrógina caminhava calmamente em sua sala. Entediada, buscava algo que fosse capaz de satisfazer sua sede e esmorecer seu tédio.

- Satisfeito consigo mesmo, Irmão-Irmã?
- Ora ora, se não é Sonho?! Achei que você tinha dito que jamais retornaria aqui.
- Não imagine que sinto prazer em voltar ao Limite.
- Então não é apenas uma visita social?
- Você sabe porque estou aqui, Desejo.
- Ah, aquele pequeno embuste? Não foi uma pândega?
- Já te avisei para ficar longe dos meus negócios.
- Ora, seu senso de humor nunca foi dos melhores. Além diss...
- Chega. Acabou. Você está para sempre banido do meu reino, e sua influência sobre os meus está terminantemente encerrada.
- Você não pode fazer isso!
- Assim como você não podia permitir que um mortal usasse um dos símbolos.
- Ele apenas queria viver! Seu desejo era viver para sempre, e eu apenas entreguei as ferramentas, Irmão...
- Sob o risco de se meter nos assuntos da Morte e de destruir o Sonhar.
- Você não pode me banir dos sonhos dos mortais. Eles vivem, são carne, portanto sentem desejo!
- Desta forma você ficará mais fraco, e não poderá continuar com suas maliciosas tramóias, certo?
- Sonho, você não fará isso. Sonho, não vá embora!

O orgulhoso Lorde Onírico retornou para seu reino, onde pessoalmente encarcerou todos os sonhos que foram construídos com a chama do Desejo. Deste momento em diante, a humanidade perdeu uma boa parte do romantismo e calor que sempre alimentaram seu espírito inconscientemente, mas por mais alto que fosse o preço a se pagar, ele era absolutamente necessário. Posted by Picasa

Sobre comida e relacionamentos

Entrei numa onda light. Diet, fat free, low carbs, e todos os outros termos em inglês que se possa usar para uma expressão brasileira bastante comum: está na hora de perder banha. Fui ao supermercado comparar informações nutricionais, preços e marcas. Acabei comprando bastante coisa. Ao invés de salame italiano, mortadela de frango. Ao invés de maionese, maionese sem gordura (e sem gosto). E para substituir as deliciosas macarronadas, pão light. Era só o que me faltava.

Pior ainda foi a tentação que sofri ao passar na seção de frios, quando um pacote de Copa ficou olhando pra minha cara e dizendo "me leva pra casa, garotão". Logo em seguida um belo pedaço de queijo gorgonzola parecia sussurar "me come, me joga na parede, em cima da pizza, me chama de muzzarela". Olhei para o queijo com bastante carinho e afeto, porém quem acabou na minha mão foi o insosso queijo minas. Light.

Chegando em casa, decidi que o primeiro passo seria guardar os "alimentos" (note-se as aspas) na geladeira. Seria uma hora difícil, mas não dava pra adiar. Abro a porta e lá está ele, meu companheiro de casa, amigo, confessor das horas noturnas avançadas e a única criatura viva com quem aceito de bom grado compartilhar o que chamo de "lar". De todos os solitários no mundo, apenas ele, em sua estranha aparência, seria capaz de me entender:

Um queijo Parmesão que virou Roquefort.

- Olá queijo.
- Buon giorno, signori!
- Já te disse para abandonar esse sotaque italiano...
- Desculpe monsieur, às vezes esqueço que virei Roquefort.
- Maravilhoso o processo de transformação ao qual um queijo pode passar, não?
- Você parece nervoso, mon amie. Aconteceu algo?
- Hum... Não sei como vou te contar isso.
- Apenas fale, mon amie. Pode desabafar.
- Estou de dieta.
- Non...
- Sim. E estes aqui serão seus novos colegas de quarto. Conheça a Maionese Light, a Margarina Light, a Mortadela Light, o Hamburguer Light, o Refrigerante Light...
- Espere, espere... Eles são todos da mesma família? Pois tem o mesmo sobrenome!
- Não... Isso significa que eles tem poucas calorias, e menos gordura.
- Mas comida que não engorda não é divertida!
- Eu sei.
- Com quem vou conversar, me divertir quando você estiver trabalhando, monsieur?
- Eu trouxe sua prima, Ricota.
- Ricota? Mas ela não tem graça nenhuma, é uma chata! Qualquer um enjoaria dela em questão de minutos!
- Sim, isso é verdade.
- Por acaso você me consultou antes de fazer isso?
- Mas é preciso, Roquefort. Minha namorada já está reclamando.
- "Aquelazinha"? Você não precisa dela, eu já estou em sua vida!
- Sinto muito... Acho que é o fim para nós dois.
- O que você está fazendo? Vai me jogar na lixeira, acha que é fácil assim terminar um relacionamento?
- Desculpe, se você não é capaz de me compreender, já não há mais espaço pra você na minha vida...
- O lixo não, o lixo não!!!...

É difícil dormir com um peso tão grande no coração. Amizades vem e vão, mas as pessoas não deveriam confundir tanto as coisas. Adeus Parmesão-Roquefort... Adeus, meu bom amigo. Posted by Picasa

Amigos fazem "isso" contigo

Quando você menos espera, eles atacam. Te pegam desprevenido, com a guarda baixa. O mais impressionante é que você gosta, e deixa que eles façam isso não apenas uma, mas várias vezes.

A Freedom 90 foi simplesmente a melhor festa estreiante que já apareceu em terras cariocas. Não digo isso pois fui um dos DJs, mas pois é um fato, e quem foi lá pôde perceber o que estou falando. Ótimas discotecagens, ambiente nota dez, um super-telão e inovações com video-clipes de artistas sendo lançados na telona, com o som original do DVD! Algumas pessoas vão dizer que esta não foi a primeira festa "anos 90" do Brasil, que outras festas já fizeram incursões nessa área. Para essas pessoas eu tenho apenas uma palavra:

Balela.

A Freedom 90 foi a primeira a ousar, a resgatar o clima da década na qual vivi o final da infância, minha adolescência e o começo da vida adulta. Nos anos 90 tive praticamente todas as minhas primeiras vezes, e a festa resgatou muitos sentimentos bons, aqueles guardados com um calorzinho gostoso dentro do peito, e que às vezes teimam em sair.

Eu posso me considerar um afortunado, pois além de tudo, ainda recebi uma homenagem maravilhosa dos meus amigos, com direito a video de imagens no telão, torta de chocolate, cartaz e trilha sonora do Faith no More. Foi bom demais, muito especial, e guardarei para sempre tudo o que aconteceu lá no meu coração.

E ainda teve espaço para mais uma primeira vez, pois eu nunca chorei em público, e muito menos em cima de um palco, com quase trezentas pessoas me olhando. Lágrimas nos olhos, felicidade total. Amigos fazem "isso" contigo, quando você menos espera. Posted by Picasa

A trilha sonora é "Friends", do Joe Satriani

Esta mensagem vai para todas as pessoas da minha pequena notável lista de discussão, que estiveram ou não estiveram ontem na Freedom 90, e com a adição de outra pessoa muito especial que participou ativamente da conspiração.

Não importa o status (online, away, busy, sleeping, at work, in SP, etc) das pessoas no preciso momento: ontem o meu amor por todos vocês foi fortificado. Não sei quem ganhou a aposta, espero que tenha rolado algum dinheiro, pois eu chorei pra caramba, e continuei chorando em casa, quando peguei o DVD e vi novamente às 7:30 hrs da manhã.

Pode parecer diplomacia, mas não meço palavras quando digo que foi a mais grata surpresa que já tive ao longo dos meus 27 anos de vida. Estou passando por uma fase complicada profissionalmente, a nível de estresse e condições de trabalho, e receber aquela homenagem me deu um gás para derrubar todos os problemas, uma carga absurda de energia. Hoje estou mais forte e me sinto mais vivo, graças a vocês.

A Freedom 90 sintetiza perfeitamente meu aniversário - uma ótima festa, mostrou que com boas idéias, conhecimento e perserverança tudo é possível. E, acima de tudo, que quando você está cercado de amigos verdadeiros, nada pode dar errado.

Thank you, danke schön, merci beaucoup, gracias, domo arigato. Obrigado, obrigado, muito obrigado.

Merda acontece... no Google Talk também!

Fulano: tem alguma mulher aí pra me passar ?

Bart: ??????????????

Fulano: alguma mulher pra eu add aki !

Bart: adicionar aonde???

Fulano: aki no google talk

Bart: aaaahhhhhh não tem quase ninguém na minha lista

Fulano: passa uma mulher

Bart: não tem ninguém
tem algumas amigas minhas, todas compromissadas (como vc e eu), que ficariam boladas se eu fizesse isso

Fulano: aí é foda !

Bart: vem cá, quem é que está falando?

Fulano: Fulano pq ?

Bart: que só por curiosidade, é casado com quem?

Fulano: pra que o interrogatorio ?

Bart: por nada, mas o Fulano é casado com quem?

Fulano: com tua mãe seu viado !!

Bart: então presumo que você não seja o Fulano e que vc esteja usando o mesmo computador na faculdade que ele acabou de usar antes de ir para casa

Fulano: lógico !

Bart: e, apenas por acaso, está usando o GTalk dele, o que é algo muito escroto a se fazer, vc deveria dar logoff

Fulano: ele foi otario de deixar aki ...pensei q tinha alguma mule. mas to vendo q soh tem um viado !!!

Bart: na Faculdade sim. se quiser passo aí daqui a pouco pra te dar uns tapas, e te denunciar pra diretoria da faculdade por mau uso dos computadores do laboratório.

Fulano: hahahahahaahhaah ...comedião mermo !

Bart: vc escolhe. ou fecha ou programa... ou sofre as consequências. vou contar até 10, antes de ligar pro laboratório de informática. e estou com o telefone na mão.
10

Fulano: vai tomar no cu seu arrombadp !

Bart: 9
8
7
6
5
4
3
2
1

Fulano: alô

Bart: aguarde alguns instantes, por favor

Fulano: ta bom
alguem jah atendeu ??naum eskece de falar tudo
kd viadinho ? ninguem chego aki naum !

Bart: estou no telefone, seja educado e espere

Fulano: por favor ...
quer minha matricula ?
ta muito lerdo ! ninguem atende to ouvindo daki !

Bart: vc está vendo um rapaz loiro entrando na sala?
já saiu?

fulanodetal@gmail.com is offline and can't receive messages right now.

Sobre o referendo...

Em primeiro lugar, gostaria de dizer que jamais pretendo manter em casa, portar ou adquirir armas de fogo. Talvez uma espingarda de chumbinho, mas nada letal. Em breve pretendo ter em mãos meu arco-e-flecha, mas se algum dia sair com ele armado no meio da rua, peço que algum conhecido ligue para o manicômio antes que outra pessoa o faça. Prefiro ser detido pelos meus amigos do que por um qualquer.

Em segundo lugar, vem a constituição. Ela garante a todo cidadão brasileiro o direito a se defender, com todos os meios que forem necessários. Armas de fogo? Talvez. Um flecha de aço-carbono no meio do peito de alguém que tente invadir minha casa? É possível. Machetada certeira no crânio feita com uma cimitarra adquirida na rua da Carioca? Também provável. Assim como existem várias ameças à nossa segurança, existem diversas formas de defesa. Mas a primeira e mais importante de toda é lutarmos pelos nossos direitos.

Esse plebiscito foi agendado para ratificar a demagogia do governo federal. Essa campanha pelo desarmamento não diminuiu a violência em parte alguma - por acaso os tiroteios nos morros acabaram? Os assaltos no trânsito também? Só esse ano o carro de uma amiga minha foi arrombado duas vezes, sem contar o caso de outro amigo, que foi vítima de um assalto à mão armada, em frente à sua casa. Para ser sincero, no momento que escrevia este texto podia ouvir um tiroteio perto de casa - não o suficiente para os tiros chegarem no prédio das minhas irmãs.

A campanha do desarmamento é muito bonita, porém ineficaz. O governo só marcou o plebiscito para que, caso a população vote pelo sim, ter mais uma bela propaganda para exibir no ano eleitoral de 2006. Só que o Roberton Jefferson atrapalhou os planos de todos, com um escândalo (na minha opinião sem precedentes) horrível que nos faz sentir ânsias de vômito todos os dias. Agora o referendo servirá para outro propósito: desviar a atenção pública do lamaçal em Brasília!

Lembrem-se: toda vez que um grande escândalo político abala o país, o número de jogos de futebol na televisão aumenta, e se nem isso funciona, aparece alguma denúncia de corrupção na oitava arte brasileira: um dirigente sujo, jogadores tomando doping, clubes dando calote, combinação de resultados. Desta vez eles conseguiram algo inédito: provar que um juiz é ladrão! Sem precedentes, igualmente!

E de repente, os 57 mil reais que o árbitro paulista engrupiu são mais importantes que os 30 mil mensais que os deputados recebiam. O congresso tem centenas de deputados, e apenas algumas dezenas recebiam mensalão? Será que essas poucas dezenas eram capazes de mudar o rumo das votações importantes?

Será que o Eurico Miranda sabia que o pênalti que o Romário converteu foi cavado?

O Brasil será hexacampeão?

E quem será o presidente do Brasil em 2007?

Nada disso importa quando você descobre que a demagogia do governo federal está custando aos cofres públicos algo em torno de 250 milhões de reais. Com todos os zeros: R$ 250.000.000,00.

É grana pra cacete!

É dinheiro que poderia ser investido em políticas de segurança pública mais eficazes. Ou então, direcionado para a educação, reformando escolas por todo o país. Quem sabe, aplicado na cultura, com projetos mais sérios do que simplesmente exibir um ministro-menestrel com uma viola na mão e cantando músicas do Bob Marley.

Psiu. Talvez o governo esteja querendo isso mesmo. Dêem Bob para eles, e tudo ficará numa boa bicho. Sem grilo e na paz.

Mas nós acabamos ficando com Bob Jefferson mesmo. E o quarto de bilhão que o governo está gastando nesta brincadeira poderia ser usado para fundar uma corregedoria especial na polícia federal que investigasse e combatesse a corrupção pública. Todos sabemos que o primeiro passo para se livrar de um vício é admitir que ele existe.

Enquanto o governo, seja ele do PT, do PSDB, PFL ou PRONA, não admitir publicamente que a corrupção está entranhada na prática política deste país, ela perseverará.

Meu voto é não. Enquanto nós tivermos essa malévola patota no congresso, meu voto é não. Enquanto não tivermos representantes dignos o suficiente para mudar uma constituição federal, meu voto é não. E quando a maior política de segurança pública do país não for uma campanha de desarmamento dos cidadãos, e sim de desarmar os bandidos, eu votarei sim.

E em breve prepararei um banner em português, inglês e francês, pela minha nova campanha: pedindo observadores da ONU nas eleições de 2006 em território brasileiro. Isso já deveria ter sido feito há tempos, e não apenas aqui.

Crônica aleatória: "Carta para Monica"

Querida Monica,

Olá querida está tudo bem por aí? Aqui está tudo indo muito bem... Aos poucos as coisas vão se acertando, sabe? No início sempre é um choque, mas você se acostuma com o tempo - novos rostos, novas experiências!

Sempre me questionei sobre os detalhes que constituem nossas vidas. Pequenos, ínfimos, tão diminutos que poderiam passar desapercebidos diante dos olhos de qualquer pessoa. Mas é justamente a capacidade de perceber essas sutilezas que nos diferenciam da grande massa que se acostuma com a normalidade. Pequenas pistas, que deixadas pelo caminho para qualquer um capturar, são sempre ignoradas. Isso me dá nos nervos.

De que adianta nossa passagem neste mundo, se não fizermos algo de construtivo e útil? Se não deixarmos nossa marca? E suponha que, feita a marca, ninguém consiga enxergá-la? Horrível, não é verdade? Por isso os diminutos vestígios da vida são tão importantes - necessários, arriscaria.

Diametralmente oposto a esse pensamento, também acredito em segredos! Você consegue acreditar nisso? Que pândega, não? Mas uma coisa está diretamente ligada à outra - todo segredo que se preza deve deixar rastros, dicas sutis de que ele existe, para que seja um segredo completo, e atraia o interesse dos outros. Caso contrário, é apenas mais um fragmento de informação no mundo que flutua ao nosso redor.

Sabe quando você tem um segredo, e deseja desesperadamente compartilhar com outras pessoas? É assim que eu me sinto, e sempre! Para isso, obviamente, deixo minhas pequenas pistas - um sentimento, uma palavra, um gracejo. Nosso comportamento muitas vezes é capaz de trair os segredos com maior eficácia do que a lógica. Isso faz parte da natureza humana Monica, e não podemos escapar dessa inevitabilidade.

É por isso que não lhe direi onde enterrei o corpo da sua filha. Mas continuarei guardando seu lindo rostinho infantil em minha coleção, até que você consiga vir buscá-lo. Por favor, não me decepcione como os outros antes de você.

Carinhosamente,

X

Epifanias, relatividade e o universo

Acabo de retornar do banheiro, e como todos sabemos bem, este é o lugar criado pelas mais poderosas forças do universo para as pessoas pensarem. E quando pensa-se demais, paf! Surgem epifanias - como a que acabei de ter.

Estava em frente ao espelho, lavando minhas mãos, e por qualquer motivo alheio à minha própria compreensão fiz uma careta, mostrando a língua. Então decidi estender mais ainda minha língua, no melhor estilo "Gene Simmons", da banda Kiss.

E foi aí que aconteceu. Paf!

Minha tentativa de imitar o músico veterano imediatamente remeteu-me a outra imagem. Aquela foto do Einstein mostrando a língua. Até aí, pode parecer mera coincidência, uma pose similar: línguas ao vento, espontaneidade pura. Mas era mais, muito mais do que simples demonstrações de irreverência e músculos.

Era a explicação definitiva de parte da teoria da relatividade.

E=MC², certo? Energia é igual à massa, aplicada à velocidade da luz ao quadrado, certo? Errado. Imagine um show do Kiss, com todo mundo pulando, de forma frenética durante duas horas. Isso gera um grande despendimento de energia. E os comandos são passados claramente pela banda, em suas letras:

...I wanna rock and roll all nite...
...I wanna hear it loud, right between the eyes...
...God gave rock and roll to you (...) put it in the soul of everyone...
...Get up, Everybody?s gonna move their feet... Get down, Everybody?s gonna leave their seat...

Qual é a mensagens dos músicos? Agite-se! Anime-se! Balance a cabeça até não poder mais! Mova-se, pule, cante, grite, esperneie, faça algo, mas gaste energia! Gaste muita energia, bastante, até não poder mais. O gasto desta energia toda é o que mantém o universo vivo, é o que permite que todas as moléculas se agitem, pois a energia que as abastece provém de outras fontes. Portanto, podemos afirmar toda a energia do universo é "reciclada", pois provém da matéria e vice-versa.

Obviamente, Gene Simmons e Paul Stanley são dois gênios, não apenas no campo musical, mas da física também, pois cerca de trinta eles perceberam a mensagem de Albert Einstein, e mantiveram viva a mensagem oculta do maior cérebro da história exibindo suas línguas por todo o mundo, e comandando grandes massas de pessoas para que agitassem seus corpos ao som de alguns dos clássicos mais empolgantes de toda a história do rock.

Posso concluir, portanto, que o rock é necessário para a existência do universo. Vamos continuar com o bom trabalho dos senhores Einstein, Simmons e Stanley. Que todos liguem seus aparelhos de som, ajustem o volume para o máximo, e cantem junto em alto e bom som: I wanna rock!

Crônica Aleatória: "Praia"

Sabe aqueles dias nos quais você acorda com vontade que já fosse amanhã? Pois seja bem vindo à vida de Miguel. Da rotina às surpresas desagradáveis, nada mais era capaz de instigar o homem de meia-idade, farto de sua vida insossa e sem animosidades. A família era perfeita, apesar de distante. Não falava com os filhos há meses - os dois desnaturados foram estudar na Europa e nunca davam notícias. Com a esposa era pior. Apesar de dividirem o mesmo teto, ela era incapaz de pronunciar uma palavra de alento ao cansado homem, toda vez que chegava em casa. Preferia voltar-se às suas coisas pequenas, em seu minúsculo mundinho de vidro e porcelana pintada.

Pois estava Miguel de pé, esperando pelo metrô, como sempre fazia há anos. Vendo as mesmas pessoas, com pequenas nuances na multidão - um ou outro jovem universitário, algum idoso que nunca mais aparecia. Tinha memória visual fenomenal, o que permitia-lhe jamais esquecer o rosto de alguém. E um em particular agora chamava sua atenção: era uma atriz, muito bonita, e que provavelmente deveria estar fazendo sucesso em alguma novela que lhe era completamente desconhecida. Ela sorria sentada numa rede, banhando-se com o sol do Caribe. Abaixo, a convidativa frase: "Venha conhecer as maravilhas do Caribe".

É isso. Esse era o sinal. Decidiu sair dali, desabaladamente, para a primeira agência de viagens que pudesse encontrar. "Quebrar a rotina é bom", ele pensou. "Todos ficarão surpresos", emendou quando já podia sentir os cancerígenos raios de sol queimando sua pele seca e opaca. Sentado na praia, bebendo os drinks mais refinados e comendo os melhores manjares de todo o planeta. E daí que a esposa nunca mais o aceitaria de volta? Os filhos ficariam sem dinheiro para completar os estudos na Europa? Nada disso importava.

O importante, agora, era sentir a brisa do mar brincando com seus poucos fios de cabelo; a água do mar se deliciando em lavar os dedos, cansados após muitos anos de labuta incessante e sem sentido algum! Queria assimilar todos os elementos da natureza lavando seu corpo e alma, esmigalhados após anos de privações e humilhações cotidianas, fazendo com que se sentisse o rei do mundo, mestre de seu destino e dono da preciosa vida que habitava seu corpo!

Deixou seu corpo cair lentamente, ao som do vento cantando nas rochas; das aves gritando ao seu redor. Em poucos instantes, já não seria capaz de escutar mais nada, enquanto na estação do metrô as pessoas observaram horrorizadas os restos de seu corpo espalhados pelos trilhos.

Crônica Aleatória: "Fique mais"

Toda vez que ele levantava a cabeça, via uma imensidão azul. E apenas isso. O calor já tinha superado o insuportável e era questão de horas para que desmaiasse e morresse por insolação. Conseguira sobreviver desde o naufrágio às custas de feijões enlatados e um galão de suco de laranja. Com certeza abrir as latas de feijão sem ferramentas apropriadas era difícil, mas alguns pinos de metal encontrados no bote de borracha o ajudaram neste tarefa.

Quando todas as esperanças já haviam abandonado o corpo do jovem náufrago, surgiu no horizonte uma sombra muito indistinta, aos poucos tomando forma, até revelar o impossível: uma ilha. Freneticamente, ele agitou os braços na água, tentando fazer o bote ganhar velocidade, a caminho de sua salvação. Com muito esforço, alcançou a margem, e aos soluços beijou a fina areia branca.

Com o coração embebido de alegria, decidiu puxar o bote junto com os poucos víveres que sobraram para a margem. "Tantas coisas a pensar, tantas coisas a iniciar", pensou distraído, quando uma voz infantil ressoou bem atrás dele: "sejam bem vindo, Daniel!". Aterrorizado, ele se virou para observar a interlocutora. Era uma jovem adolescente, com não mais do que dezesseis anos de idade. Ela se vestia de forma estranha, roupas tão coloridas e fora de tom quanto seu cabelo, que parecia ser pintado conter as mesmas nuances de um arco-íris. Apesar dos lábios ressecados pelo sol, dolorosamente ele disse: "Como você sabe o meu nome?"

A jovem revelou traços mistos de felicidade e estranheza por trás de sua colorida imagem. Ela respondeu com uma voz fina e que parecia oscilar no espaço entre eles: "Ué, VoCê É mEu! Eu SeI o NoMe De ToDoS qUe SãO mEuS!"

"Você está doida, menina?" respondeu Daniel, ainda atordoado pelo som de uma voz humana, que nos últimos dias havia se transformado em algo estranho e reconfortante. Porém agora menina parecia alarmada, gritando: "DOIDO? AoNdE? aI sOcOrRo FoGe!!!"

Ela pegou a mão do pobre desavisado e saiu correndo pela praia em direção à floresta. Daniel tentou resistiu, mas parecia inútil: o toque da mão da garota parecia empurrar seu corpo para a frente, dando-lhe energia para prosseguir, apesar de tudo o que já tinha passado nos últimos dias. Foi quando entraram desabalados pela floresta, que o homem se surpreendeu: via uma miríade de cores fantástica, algo que nunca pensara em ver jamais. As árvores carregavam frutos cor-de-rosa e sua flores emitiam uma luz verde-fluorescente. Os insetos brilhavam vermelhos, à sombra azul das árvores.

Em poucos instantes chegaram a uma clareira, onde convenientemente estava montada uma mesa de rocha com duas cadeiras feitas de troncos de árvores. A luz do sol brilhava cada vez mais lilás, realçando a beleza dos olhos da estranha garota: um verde e o outro azul. "SeNtE-sE, eE SaBiA qUe VoCê EsTaVa ViNdO, eNtÃo PrEpArEi Um PeQuEnO LaNcHiNho. EsPeRo QuE gOsTe De SoRvEtE dE pArAfUsOs!" E por algum motivo estranho, era o manjar mais saboroso que ele havia provado em toda sua vida.

Lá ficaram juntos, durante dois dias e duas noites, admirando a beleza da ilha em todos seus mistérios: todos os pequenos insetos com vinte pares de asas e os macacos gigantes, que vinham brincar e acabavam derrubando as árvores quando se penduravam nos galhos com suas caudas duplas. Ele pensava, e chegou até a dizer para sua amiga: "Eu gostaria de viver assim para sempre, sabe?" Mas quando disse isso, ela se retraiu, e triste disse: "IsSo Se MiNhA iRmà mAiS VeLhA nÃo AtRaPaLhAr...".

Foi logo após o pôr-do-sol que ela apareceu. Estavam os dois caminhando na praia, uma aposta para saber quem ficava mais tempo sem tocar em sequer um grão de areia, quando uma jovem mulher, vestida como um desses loucos góticos e com cabelos tão negros quando a escuridão que estava por vir apareceu. Parecia ter apenas vinte e poucos anos, mas ao mesmo tempo, seu pálido rosto transparecia uma idade tão ancestral quando o símbolo que carregava em seu peito, reluzia um Ankh egípcio.

Ela se aproximou com um amável sorriso no rosto. "Chegou a hora, irmãzinha", disse com uma voz calma e cheia de ternura, apenas para ouvir a resposta imediata: "NÃO, dEiXe eLe CoMiGo MaIs Um PoUcO!"

A bela jovem gótica com o Ankh não se comoveu nem um pouco. "Você sabe que não posso. É hora dele partir." Aos prantos, a misteriosa anfitriã saiu voando com asas invisíveis, até desaparecer no infinito.

Exibindo um amável sorriso no rosto, a soturna figura ergueu as mãos e com um movimento circular limpou a paisagem, revelando o céu limpo e o horizonte vazio. Realidade reconstruída, estavam os dois sozinhos no bote à deriva e Daniel tinha que ir embora.

A ética é mais doce do que parece

Quando criança, havia um filial das Lojas Americanas em frente ao colégio no qual estudava, no calçadão de Campo Grande, Rio de Janeiro. Como todo mundo deve saber, essas lojas normalmente tem uma grande seção de doces, com várias gôndolas repletas de balas. Na minha infância oitentista não existiam fitas magnéticas para impedir o roubo de produtos, mas de qualquer forma, quem seria insano o suficiente para etiquetar magneticamente mais de mil balas que custam cinco centavos cada? Mesmo assim, ao longo dos quatorze anos que passei em Campo Grande, nunca vi um amigo ou amiga de escola roubar uma bala sequer.

Me mudei para Niterói, onde de fato iniciou-se minha adolescência. Logo formado um pequeno grupo de amigos, descobri uma das maiores diversões da puberdade: passear no shopping center de tarde. Lá ia eu, com todo o pessoal ao Plaza Shopping, onde não por acaso existe uma filial das Lojas Americanas. Eis que descubro outra diversão dos jovens niteroienses: entrar lá e surrupiar balas, debaixo das barbas dos seguranças. Me diziam que era comum, chegaram às raias da canastrice, falando que "as balas estavam ali para serem roubadas", ou que era "obrigatório entrar na Lojas Americanas e não sair de mãos vazias".

Ainda em Niterói, a "cidade sorriso", cresci e amadureci (sic). Aos vinte e dois anos de idade, conheço uma garota linda, de belo sorriso, inteligente pacas e completamente louca. Foi paixão à primeira vista, e namoro um mês depois. Numa de nossas andanças pelo centro da cidade, eis que nos deparamos com... Uma filial das Lojas Americanas. Não podia dar outra! Após sairmos da loja, ela me mostra sua bolsa cheia de balas, habilmente surrupiadas pois eu sequer vi quando ela fez aquilo!

Hoje tenho vinte e seis anos, quase vinte e sete. Divido meu tempo entre três cidades, um emprego, uma faculdade, família, uma namorada linda e amigos, muitos e bons amigos. E não consigo evitar uma sensação estranha toda vez que entro nas Lojas Americanas, que não chega a ser uma compulsão, mas um leve desejo... Que rapidamente é sobrepujado pela voz da razão. É impossível, é inaceitável, afinal de contas. E se algum dia tiver filhos, ensinar-lhes-ei princípios éticos baseados nessa simples premissa: eu nunca roubei balas das Lojas Americanas.

Não fui claro? Uma bala custa apenas cinco centavos. Noutro dia um sujeito de índole (agora sob) suspeita foi pego num aeroporto com cem mil dólares na cueca. Com essa grana dá pra comprar quase cinco milhões de balas. Cinco milhões de unidades de balas das Lojas Americanas. Se você for íntegro bastante para não roubar uma bala de cinco centavos, jamais pensará na hipótese de roubar uma quantia maior.

O que me leva a outro pensamento: as filiais das Lojas Americanas em Brasília devem sofrer prejuízos enormes nos seus estoques de balas...

Carta para os Incríveis

Algumas comunidades no Orkut são moderadas, e eu já tinha sido convidado para a de vocês. Não gostaria que pensassem que entrei nela apenas para incitar brigas e desavenças. Sequer conheço a todos pessoalmente, apenas um ou outro caso isolado, pois devem saber, não frequento a "festa" desde Outubro de 2004. Mas ainda tenho amigos lá dentro. Bons amigos. Assim como desafetos. Mas não é disso que venho falar, afinal de contas, quem se interessa pelo meu círculo de amizades?

O que realmente lhes interessa é conhecer um pouco da história de festas que vem marcando a noite das maiores cidades deste país, São Paulo e Rio de Janeiro. Mas coloquei a velha e boa Sampa em primeiro lugar, mesmo sendo carioca da gema... Há algo de errado comigo? será que estou "apaulistando"?

Em janeiro de 1998, o Projeto Autobahn deixa a exclusividade das ondas de rádios paulistas e passa a ser também uma festa, virando programa assíduo dos fãs de boa música dos anos 80. Essa foi a primeira festa do tipo no Brasil, e também a primeira a estourar na mídia. Alguns anos depois, em setembro de 2001, uma festa similar estréia em Porto Alegre, a Balonê.

Em maio de 2002, estréia na capital paulista a primeira festa especializada em tocar o melhor e o pior do repertório oitentista no Brasil, a Trash 80's. Em menos de um ano, a popularidade da festa alcançou o paraíso, eles já contavam com uma equipe de cerca de 5 DJ's, e ajudaram a espalhar a moda dos anos 80 pelo país. Um dos maiores motivos para o sucesso da festa era a presença contínua de seus frequentadores assíduos e fanáticos, auto-intitulados "Trashers".

Ora pipocas. Nós, do Rio, não podíamos ficar atrás dessa! Afinal de contas, tudo o que é moda nós gostamos, abraçamos e tratamos com carinho, não é verdade? Em Outubro de 2003 estréia a festa Beat Acelerado, a primeira festa de música dos anos 80 do Rio de Janeiro. E fique ligado, pois tem mais!

Poucos meses depois, em Janeiro de 2004, é criada a festa Ploc 80's, nos mesmos moldes da sua prima distante em São Paulo, a Trash 80's (notaram a similaridade dos nomes? Pois é). Ela teve um início bastante claudicante, com pouco público e muitas dificuldades, mas por volta de Julho de 2004 começou a estourar nas paradas de sucesso do Rio de Janeiro, tornando-se um ponto da moda e programa obrigatório na cidade desde então.

É claro que ao longo do primeiro semestre de 2004 a "festa" reuniu um grupo de frequentadores assíduos (acho que já escrevi isso hoje), que se tornaram grandes entusiastas da mesma. Tentaram se auto-intitular "Plockers", mas viram que isso soava ridículo demais (e plágio barato dos originais "Trashers"). Naturalmente, tornou-se comum chamar as pessoas que estavam sempre na festa de "habituers" (isso é francês gente, plural - sing. masc. "habitué", sing. fem. "habituée"). Também criou-se o termo "ploqueiros", mas nada foi tão forte quanto os "habituers". Eles subiam no palco e dançavam com férrea empolgação a noite inteira, faziam ampla propagando boca-a-boca da "festa", e simplesmente estavam lá, semana após semana, orgulhosamente ostentando um status de quem se sente especial.

Então surgiram os problemas.

Não pretendo (e nem vou) explicar quais foram os problemas, pois não tenho provas suficientes que me defenderiam num eventual processo por perjúrio. Mas foram graves, isso eu posso dizer. Eventos que me deixam enojado, com sua simples lembrança. Hoje, os "ex-habituers" estão levando suas vidas normalmente... Estudando, trabalhando, indo a festas, dançando, namorando, bebendo, transando, discotecando, vendo filmes, promovendo festas, se divertindo. Alguns ainda vão à "festa", eventualmente. Mas o que importa, é que todos continuam juntos, sendo amigos acima de tudo, sem precisarem de uma festa estúpida para se reunirem. Tudo o que eles passaram apenas serviu para que ficassem mais unidos e firmes em sua amizade.

Abram seus olhos. Dar-lhes-ei um conselho precioso, quem for sábio o guardará por toda a vida: pensem antes de agir. Parem. Reflitam. Tentem entender o que acontece no seu meio. Se a amizade que une "os Incríveis" for tão forte quanto aquela existente entre os "ex-Habituers", eu fico muito feliz por vocês. Mas não aceitem tudo passivamente, prestem atenção naquilo que lhes falam! Finalizo minha carta citando Mark Twain: "a história da nossa raça, e a experiência de cada indivíduo, são fortemente semeadas com a evidência de que uma verdade não é difícil de se matar, e uma mentira bem contada é imortal."

Biscoitos da Sorte "na cama"

Calma. O título deste texto não significa que é legal comer biscoitos da sorte na cama, ou pelo menos não literalmente. Na verdade é uma brincadeira, que aprendi com minhas irmãs e uma amiga. Sempre que você pede comida chinesa, ganha um daqueles deliciosos biscoitinhos doces com uma mensagem bonitinha no meio (e números pra apostar na Mega Sena). Você lê a mensagem, e das duas uma: ou pensa "puxa, que profundo isso, vou aplicar imediatamente na minha vida" ou então "que droga de filosofia de boteco é essa?". Mas existe uma forma completamente diferente de observar tais mensagens agora! Basta adicionar as palavras "na cama" após o final da mensagem, o que normalmente dá um novo sentido cômico à coisa toda. Às vezes você fica com uma frase que não tem nada a ver, mas em outros momentos, você colher versões hilárias, como essas:

"A velhice é o auge da experiência de vida na cama."
"Elimine o que é velho para trazer o novo à vida na cama."
"Não são os objetivos particulares mas os comuns que criam uma comunidade duradoura na cama."
"O pensamento positivo encaminha à alegria na cama."
"Estagnação não dura para sempre, entretanto, ela não acaba por si mesma na cama."
"Você é um poço de energia, sempre em movimento, na cama."
"Mesmo os piores momentos têm intervalos de paz na cama."
"Ao se progredir é importante não se deixar embriagar pelo êxito na cama."
"Só o tempo e o esforço trazem a competência na cama."
"Tudo o que está recomeçando merece cuidado e suavidade para que o retorno venha a florescer na cama."
"A graciosidade é necessária a toda união para que esta se realize de forma agradável e não caótica na cama."
"Os grandes espíritos dominam os revezes na cama."
"Ao beber na nascente, agradeça à fonte, na cama."
"Lute constantemente para o auto-aperfeiçoamento na cama."
"Seja orgulhoso, porém tolerante e generoso na cama."
"Aplicar as forças criativas para perseverar no bem é o melhor caminho para um sucesso pleno na cama."

E a melhor por último:

"O seu negócio assumirá amplas proporções na cama."

Agora tente você também. Na cama.

Eis, novamente, o famigerado "Contrato de Namoro"

Já deve ser a terceira vez que eu posto este contrato no meu site... A história que o envolve é trágica, portanto não recomendo que ele seja usado. Sério. Mas ontem o assunto veio à tona novamente, portanto decidi que a humanidade merece ler a terceira revisão do mesmo:


CONTRATO DE CONCESSÃO DE NAMORO

Por meio deste, o SUPLICANTE adquire totais direitos e deveres de NAMORO sobre a citada CONCESSORA, pelo período de 3 (três) anos, em regime de Separação Total de Bens. A CONCESSORA retém todos os seus direitos anteriores ao contrato, apenas cedendo ao SUPLICANTE a condição de ?namorado? exclusivo e único. São obrigações do SUPLICANTE para que o contrato seja válido:

1) Ser carinhoso em período integral com a CONCESSORA;
2) Ser totalmente fiel com a CONCESSORA, jamais celebrando contrato de NAMORO, NOIVADO, CASAMENTO, OLHADA, FICADA e CASUS SORDIDUS com qualquer outra mulher, homem, ou qualquer forma de vida baseada em Carbono;
3) Dedicar total atenção à CONCESSORA, porém sem cometer excessos, limitando-se a até 1 (uma) visita ao lar da acima citada por dia e a 2 (dois) encontros casuais por dia;
4) Dedicar-se ao estudo acadêmico e intelectual, de forma que suas faculdades mentais não se tornem obsoletas ou sem-uso;
5) Encarar a vida e a sociedade com bom humor, comprometendo-se a fazer pelo menos 3 (três) piadas mordazes e sarcásticas por semana [texto alterado];
6) Abdicar e renegar totalmente à forma de expressão artística conhecida como ?Pagode? [texto alterado];
7) Abdicar e renegar totalmente a qualquer tipo de vídeo, revista ou material de conteúdo pornográfico e/ou erótico [texto cancelado];
8) Aceitar e tolerar plenamente a religião/ideologia/filosofia da CONCESSORA, renegando e abdicando a qualquer religião/ideologia/filosofia que teria sido seguida antes da celebração do contrato e diretamente contrária à da CONCESSORA;
9) Aceitar a constante presença dos amigos e amigas da CONCESSORA, limitando-se a 1 (uma) cena de ciúmes por mês, e 1 (uma) cena de ciúmes extremos por semestre [texto alterado];
10) Após o período de 3 (três) anos de contrato de NAMORO, obriga-se o SUPLICANTE a apresentar proposta de contrato de NOIVADO, o qual anulará imediatamente o atual contrato de NAMORO. É obrigatória a presença da cláusula de CASAMENTO no contrato de NOIVADO, com a prescrição máxima de 3 (três) anos após o início deste, a qual anulará todos os contratos celebrados anteriormente pelo SUPLICANTE e pela CONCESSORA;

Ambos os CONTRATANTES concordam com os citados termos e celebram hoje, na presença de 2 (duas) testemunhas, a firmação deste contrato de NAMORO.

Pronunciamento da deputada federal Janete de Sá (PSB) para a sessão do dia 17

O assassinato absurdo de toda uma família em Guarapari provocado por adolescentes aficionados por jogos de RPG sugere algumas reflexões que não podem estar restritas à análise rasteira e superficial dos aproveitadores de plantão, que se utilizam da lamentável desinformação da esmagadora parcela da nossa sociedade e da desgraça alheia para promover discursos de eficaz apelo eleitoreiro mas carregados de rasgados preconceitos.

Refletir, confesso, é um exercício mais difícil que o de fazer proselitismo. Isso porque pensar dá mais trabalho: requer leitura, compreensão da realidade, estudo.

Três meninos reúnem-se ao longo de uma jornada de um complexo jogo, que resulta na morte dos pais de um desses adolescentes e dele próprio.

E assim foi feito. Como no jogo.

Sou da geração do War e do Banco Imobiliário e não me recordo de um amigo ou amiga minha ou de meus irmãos que tenha seguido a carreira militar ou tornado-se um notório especulador do mercado de imóveis ou do sistema financeiro por influência daqueles jogos.

O RPG chegou ao país há pouco mais de 10 anos. Nesse meio tempo dois únicos assassinatos foram registrados envolvendo seus jogadores: o de Guarapari e um outro em Ouro Preto, há dois anos.

Nos últimos 10 anos, criadores de cães Yorkshire estimam em quatro o número de mortes de humanos em todo o planeta causado por mordidas de cachorros daquela raça.

Estatísticamente, é mais fácil um dócil cachorrinho Yorkshire levá-lo à morte do que você ser vítima de um crime perpetrado por um jogador de RPG.

Ao imputarmos a um jogo a culpa pelo delito de nossos filhos e adolescentes estamos, a rigor, admitindo nosso fracasso completo como pais, educadores e amigos de nossos filhos.

Se quisermos limpar nossa sociedade dos crimes provocados por nossas crianças e adolescentes estimulados por agentes externos, que comecemos pelo fechamento de todos os bares e boates, a proibição de venda de bebidas alcoólicas, a censura de todos os filmes violentos e o banimento de toda a programação na TV de cenas de violência.

Teríamos sim, uma sociedade mais pura, ao estilo Afeganistão, sob o jugo dos Talibãs, mas também não é menos verdade que, ao mesmo tempo lavaríamos nossas mãos em relação à educação de nossos próprios filhos.

Um jogo não encerra em si o crime. Trata-se exclusivamente do gatilho. Mas a bala que ele encerra está em nossas mãos, como pais e mães desses meninos.

Que o RPG, nesse momento simbolizando todo o imaginário de uma geração, nos ensine a ser pais mais responsáveis e presentes.

Muito Obrigada.

Nota do Bart: A deputada Janete de Sá, apesar de ter conquistado minha admiração parcial, assim como a maioria dos deputados federais, inclui em seus gastos mensais reembolsáveis cerca de R$ 7.000,00 de "divulgação de atividade parlamentar". Lembrem-se que nossos impostos estão pagando a propaganda dos partidos destes pulhas.

Minha nova aquisição... MechWarrior 4: Vengeance

O jogo é completamente diferente de todas as versões anteriores. A customização dos `mechs foi absurdamente simplificada, ou seja, agora até um completo idiota consegue montar um mech razoavelmente bom. A novidade de se criar slots "permanentes" nos `mechs, ou seja, espaços que só podem ser prenchidos por um tipo de arma (balística, mísseis, energia) é interessante, mas às vezes um pé-no-saco. Eles mantiveram o novo sistema de danos/calor do MW3, o que também trás mais equilíbrio para o jogo.

Quanto à jogabilidade, ainda não me acostumei. Manter o equilíbrio do torso dos `mechs é muito difícil, mas o pior mesmo é controlar os movimentos laterais (turn left/right, isso mesmo), usando a visualização de dentro do cockpit (o screenshot acima é um exemplo). Pô, o mais legal de jogar MechWarrior é se sentir DENTRO do cockpit, portanto eu nunca jogarei usando a visualização em terceira pessoa.

Alguns comandos mudaram, o que pode ser bastante confuso, mas não é nada com o qual eu não possa me acostumar. Para quem não sabe, os comandos de MechWarrio ocupam praticamente o teclado inteiro. Na verdade, você pode até jogar usando poucas teclas, mas não vai sobreviver bastante tempo desse jeito.

Como é difícil dar uma nota só para este jogo, vou dar para todos os da série que eu joguei, e assim fazer uma comparação:

MechWarrior 2: Basic Set
--> Nota 8

MechWarrior 2: Ghost Bear Legacy (Expansion)
--> Nota 9

MechWarrior 2: Mercenaries (Expansion)
--> Nota 7.5

MechWarrior 3: Basic Set
--> Nota 9

MechWarrior 4: Vengeance
--> Nota 8.5

Pra não dizer que não falei dos DVDs

Eu não queria deixar este site comemorar um mês sem post novamente... Portanto, cá estão os petardos da minha coleção, até o presente momento:

01) Lolita
02) Nascido para Matar
03) Laranja Mecânica
04) Monty Python's Meaning of Life
05) Monty Python's Life of Brian
06) Monty Python and the Holy Grail
07) O Segredo do Abismo
08) Do Inferno
09) O Resgate do Soldado Ryan
10) Círculo de Fogo
11) Estrada para Perdição
12) Amnésia
13) O Pianista
14) Short Circuit
15) Highlander
16) Shrek
17) O Guru do Sexo
18) Coração Valente
19) Clube da Luta
20) Missão Impossível
21) Missão Impossível 2
22) Rock Star
23) O Exorcista
24) A Fantástica Fábrica de Chocolates de Willy Wonka
25) Matrix
26) Animatrix
27) Matrix Reloaded
28) Matrix Revolutions
29) O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
30) O Senhor dos Anéis: As Duas Torres
31) O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
32) X-Men
33) X-Men 2
34) Guerra nas Estrelas: Uma Nova Esperança
35) Guerra nas Estrelas: O Império Contra-Ataca
36) Guerra nas Estrelas: O Retorno de Jedi
37) Guerra nas Estrelas: Extras da Trilogia
38) Metallica: St. Anger session live
39) Lifestyles of the Ramones
40) Ozzy Osbourne live at Budokan
41) Black Label Society: Boozed, Broozed and Broken-Boned
42) Helloween: High Live

É uma questão de lógica

A Google vai dominar a rede. Eles tem o melhor instrumento de busca, o melhor site de networking, a melhor ferramenta online de weblogging, o melhor e-mail gratuito. E eu sou usuário ativo e frequente de todas essas ferramentas! Ora diabos, será que tem algo no qual a Google nunca de meteu?

Fotologs. Talvez eles saibam a dor-de-cabeça que é aturar o upload diário de milhares de megabytes em fotos de adolescentes exibindos seus trajes de banho novos, ou então a última bebedeira da galera. E eu participo disso! Tenho um fotolog, e (tento) usar com frequência. Como nos últimos dias o fotolog.net não tem ajudado muito, vou colocar uma foto aqui mesmo, pois ela é significativa:

Conheçam o Bisonho! Antes que alguém pergunte alguma coisa, ele foi presente da Lilica... E agora me faz companhia lá em casa.

[Te adoro :*]

Da série: "Bons programas para um fim-de-semana prolongado"

DIA 22 DE ABRIL: FESTA SOUNDTRACK NO VIVO OPEN AIR

Imperdível... Quem quiser qualquer informação adicional sobre a festa, pode ligar pro meu celular - presença obrigatória de todos, vai ser muito legal!

SERVIÇO:

- Local:
Jockey Club Brasileiro (Rua Jardim Botânico, 1003)
- Programação:
21:00 - exibição do filme 007 - Um novo dia para morrer.
23:30 - festa SOUNDTRACK, com os DJs/VJs Fabão, Great Guy, LeoN e Malk
- Preço:
R$ 26,00 (R$13,00 para estudantes ou maiores de 60 anos).
- Vendas:
Bilheteria do Jockey (segundas-feiras, de 14 as 24 horas)
Site www.ticketmaster.com.br
Telefone 0300-789-6846

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DIA 24 DE ABRIL: LANÇAMENTO DA MOSH! 7

Dia 24 de abril, será lançado o novo número da MOSH! no Teatro Odisséia! Melhor impossível: shows das bandas SuperCordas, Nervoso, The Darma Lóvers (com participações de Dado Villa-Lobos e Moreno + 2) e Lasciva Lula, a banda entrevistada dessa edição (junto com os Forgotten Boys, banda do Chuck da MTV, que assina uma história em quadrinhos também nesse número)! Quer mais? Ainda tem um dream team de DJs para animar a noite e a MOSH! de graça na entrada do show!!! Imperdível, né?

SERVIÇO:

- Local:
Teatro Odisséia (Rua Mem de Sá 66, Lapa, Rio de Janeiro)
- Horário:
Por volta de 19:30 hrs
- Preço:
R$16, R$12 com filipeta e R$10 até às 21h - todo mundo ganha a MOSH!

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E aguardem, em breve, a primeira parceria criativa entre Bart Rabelo e Leo Finocchi (isso vai dar merda)... :P

Pessoal, foi muito legal!

Antes de tudo, gostaria de agraceder ao Henrique (que é um cara foda demais além da conta), à Camila, ao Duim, e a todas as pessoas da Unirio que permitiram que ontem fosse realizada uma festa muito legal, apesar de alguns problemas técnicos. O meu set, que começou 12:30 hrs e terminou por volta de 01:40, foi esse:

- What's on your mind [Information Society]
- Unbelievable [EMF]
- Groove is in the heart [Dee-Lite]
- US3 - Cantaloop
- I'm too sexy [Right Said Freddie]
- Girls just wanna have fun [Cindy Lauper]
- I touch myself [The Divinyls]
- Always on my mind [Pet Shop Boys]
- Take on me [A-Ha]
- Footloose [Kenny Loggins]
- Are you gonna go my way [Lenny Kravitz]
- Get your rocks off [Primal Scream]
- Song 2 [Blur]
- Big Bang Baby [Stone Temple Pilots]
- Break Out [Foo Fighters]
- Du Hast [Rammstein]

Eu tenho quase certeza que toquei mais uma música (rock), mas não estou lembrado qual... Para cada música que eu toquei, vieram duas pessoas reclamar. Elas pediam: forró, axé, funk, dance, trance, hip-hop, drum & bass, techno, eletro, música nordestina, samba... E a desculpa padrão era: "Eu fui chamado para tocar pop e rock, não tenho mais nada aqui", ou então "eu não vou tocar isso, mas tarde outro DJ vai".

Vacilos:

- Não levei nada da Madonna (que furo, meu Deus!);
- Fiquei meio intimidado pela presença de cerca de 1200 pessoas, e não toquei as músicas "thrash" dos anos 80, tipo Sidney Magal, Trem da Alegria e tal. Preferi fazer um set sério, comportadinho.

Pontos legais:

- Ver a galera gritando feliz quando começou a tocar "Take on Me", "Footloose" e "Are you gonna go my way";
- Ter vários amigos e amigas queridas por lá ao meu lado;
- Ouvir o set do Duim, depois do meu - foi muito bom;
- Ver a pista lotada e com a galera dançando o tempo todo.

Pontos chatos:

- Já falei acima, a forma como as pessoas assediam e tentam intimidar o DJ. É, assim mesmo, intimidar, do tipo "se você não tocar isso e aquilo, as pessoas vão embora". Ora pipocas, que se vão, então;
- O DJ da equipe de som me ajudou, mas sacaneou o set do Duim. Foi feio o que ele fez, a gente tentou dar um ritmo legal pra festa, e logo depois da banda de rock tocar (logo antes do set do Duim), o cara começa a mandar funk. Nada a ver, muito feio;
- Um playboy mané babaca que na hora que estava tocando Stone Temple Pilots veio reclamar do set comigo, me chamando de maluco, dizendo que as músicas que eu estava tocando eram uma merda, que a festa estava uma merda, e que ele, especialista em chopadas pois já tinha ido a 10 outras, nunca tinha visto aquela "merda de música" numa festa desse tipo. Bem, pra começar o cara estava bêbado e acompanhado de uns 4 amiguinhos, portanto imagino que ele tenha brincado de "bate-bate" em todas as 10 chopadas que já foi, e só queria um motivo para brincar de novo, e dessa vez comigo. Mas o meu primo interviu, e acalmou o mané. Faz parte do negócio... Mas fique registrado aqui: ontem, na chopada de Direito da UFF, morreram dois caras baleados. Enquanto pessoas como esse fulaninho que veio falar comigo continuarem à solta e impunes, muita merda vai rolar por aí, e não estou falando da música que eu toquei. Violência não tem nada a ver, e o lugar de um maníaco como esse é atrás das grades ou numa clínica de tratamento. Na festa, que fiquem as pessoas que gostam de se divertir. A música não está boa? Procure uma garota bonitinha para passar um papo, é melhor do que querer espancar o pobre do DJ... Não é verdade?

Bart discoteca hoje na festa Qualé Calouro V, na Unirio

Surgiu de última hora: hoje eu vou discotecar um pouco na festa dos calouros da Unirio, lá na Urca. Um pouco de Pop, pitadas de rock, o de sempre... Quem quiser, pode aparecer por lá, é de graça:

Serviço:

FESTA QUALÉ CALOURO V
Campus da Unirio, às 22 hrs
Av. Pasteur, 458 - Urca
Entrada GRATUITA
Cerveja a R$ 1,50

Maiores informações:
http://www.fotolog.net/bartrabelo

Às vezes o descanso pode acabar cansando

Meu fim-de-semana foi assim. Achei que ia relaxar, que tudo estaria numa boa, mas aí a Lei de Murphy vem e pimba! Tudo começa a desmoronar. Como de costume, não vou escrever no estilo "meu querido diário", mas ofereço aqui algumas pérolas, pequenos trechos de um feriado bastante turbulento:


Sexta-feira de manhã, em casa

Estou no quarto, tocando guitarra, e ouço um barulho estranho vindo da cozinha. Abro a porta, e tudo parece normal. Quando chego na área, ao lado da cozinha, vejo que um balde caiu de algum lugar. Provavelmente foi do terraço do meu prédio, que tem apenas dois andares, mas por alguns instantes lembrei dos meus queridos amigos que estavam, a essa altura do campeonato, praticando nosso esporte predileto em Itaipava: Bucket Kicking à distância. Um esporte fino, para jovens cavalheiros e damas de alto nível social.


Sábado à tarde, em Rio das Ostras, churrasco-aniversário da Myriam

Mesa redonda com os amigos, um ilustre desconhecido (o qual eu conheço de outras praças, mas nem me interessa lembrar o nome do indivíduo) se mete no meio da nossa conversa sobre futebol inglês e europeu em geral, soltando o seguinte petardo:

- O time da Inglaterra é muito ruim.
- Não concordo... O time inglês é muito bom. Tem dois dos melhores atacantes do mundo, laterais bons, meio campistas criativos, uma ótima dupla de zaga e o goleiro não é mais pipoqueiro.
- Ah, mas aquele Beckham é muito ruim.
- E quem disse que a Inglaterra só tem o Beckham? Você já ouviu falar no Owen, Rooney, Cole, Terry, Campbell, Ferdinand, e o goleiro não é mais um pipoqueiro...
- Mas o Brasil tem jogadores para montar até três times em condições de ser campeão mundial.
- Eu não estou dizendo que o Brasil é ruim. Estou dizendo que a Inglaterra tem um time bom.
- Mas o Brasil tem um time muito melhor, com Ronaldinho, Roberto Carlos, Cafu...
- Mas isso não quer dizer que a Inglaterra seja ruim, e sim que o Brasil é bom.
- O Brasil é bem melhor que esse timinho da Inglaterra.
- Eu não discuto que o Brasil seja o melhor time do mundo, mas você disse que a Inglaterra tem um time ruim.
- Ah, eu não disse isso.
- Disse sim. Você disse que o time da Inglaterra é ruim.
- Não, eu disse que o Brasil tem um time bom

Foi mais ou menos isso. Encerrei a discussão, pois aparentemente os dois neurônios do rapaz entraram em conflito, e eu sempre paro de falar quando alguma situação da minha vida começa a se parecer com um esquete do Monty Python. É mais seguro assim.


Sábado à noite, na van, voltando pra casa

Eu entro na van, no banco da frente, lado do carona. Procuro o fecho para o cinto de segurança, até perceber que o mesmo está quebrado. O motorista então se vira pra mim e fala, com um sotaque carregadíssimo:

- Don't worry, you are in good hands.
- ...
- Don't worry. I am from Fortaleza. Where are you from?
- I'm from Rio.
- Rio de Janeiro?
- É.
- Você é crente?
- Não.
- Mas você parece ser um bom rapaz.
- Obrigado.

Olho do lado de fora da janela, e uns marginais estão pichando um muro. Eis que eu solto:

- Bando de sacanas. Vândalos. Não me conformo com isso...
- Ah, com o quê, meu filho?
- Com esses vândalos. Pichadores.
- Eles não tem Cristo no coração. Você é um bom rapaz, teve uma boa criação, isso dá para perceber.
- Na verdade, eu acho que eles não tiveram uma oportunidade... Cresceram na marginalidade, e continuam nela.
- Mas sem Cristo no coração. Você é cristão?
- Não.
- Você não ia descer nesse próximo ponto?
- Não, vou saltar no próximo.

Silêncio mortal...

- Pronto, pode saltar aí.

É, eu fui praticamente expulso da van.


Domingo de manhã, me mudei para o apartamento do lado

Realmente, isso não é algo que se lê todo dia. Está acontecendo uma grande obra no meu prédio, e me perguntaram se eu me incomodaria de me mudar para o apartamento vizinho. Achei o espaço simpático, e topei. Uns rapazes chegaram lá em casa por volta de nove horas da matina, a gente desmontou tudo, e remontou no apê ao lado. Eles foram embora às onze, e eu ainda fiquei mais umas duas horas arrumando tudo. No fim das contas, ficou assim, minha nova casa:



Minha sala! Agora com cômoda, e tudo o mais.


Nova cozinha: menor, porém mais aconchegante.


Banheiro em tons azulados.


O armário, agora no quarto.


Minha cama (ela é muito importante).


Minhas guitarras, meu violão, meus amplificadores e outros apetrechos (musicais).


E essa é a nova vista da janela da minha sala. Tem verde ali!!!


Balanço Geral:

É, foi um bom fim-de-semana. Muitas novidades, e agora mais responsabilidades. O lado bom é que estou mais feliz. O lado ruim? Não existe. Pela primeira vez em meses, não existe. Vejam meu fotolog, para maiores informações.
Aí ontem eu estou aqui no trabalho. Depois do expediente, ouvindo o meu disco predileto do Black Sabbath, Master of Reality. Um camarada entra na minha sala, e segue-se o diálogo:

- O que você está ouvindo?
- Black Sabbath. Gosta?
- Não, essa é a música de satanás.
- Não é não. Quem foi que te disse isso?
- Está óbvio, esse negócio de heavy metal é música do diabo.
- Ah, então eu devo ser filho do diabo, pois adoro essa música!

O cara saiu da sala, revoltado. O mais engraçado é que na hora que entrou, estava tocando a música abaixo, que obviamente, é uma ode ao diabolismo...


After Forever

Have you ever thought about your soul - can it be saved?
Or perhaps you think that when you're dead you just stay in your grave
Is God just a thought within your head or is he a part of you?
Is Christ just a name that you read in a book when you were in school?

When you think about death do you lose your breath or do you keep your cool?
Would you like to see the pope on the end of a rope or do you think he's a fool?
Well I have seen the truth, yes I've seen the light and I've changed my ways
And I'll be prepared when you're lonely and scared at the end of our days

Could it be you're afraid of what your friends might say
If they knew you believe in God above?
They should realize before they criticize
That God is the only way to love

Is your mind so small that you have to fall
In with the pack wherever they run
Will you still sneer when death is near
And say they may as well worship the sun?

I think it was true it was people like you that crucified Christ
I think it is sad the opinion you had was the only one voiced
Will you be so sure when your day is near, say you don't believe?
You had the chance but you turned it down, now you can't retrieve

Perhaps you'll think before you say that God is dead and gone
Open your eyes, just realize that he's the one
The only one who can save you now from all this sin and hate
Or will you still jeer at all you hear? yes! I think it's too late.
Este é apenas um teste. O meu site foi completamente remodelado... Quero dizer, na aparência, acho que ele não mudou muito. Mas as maiores mudanças nunca são na superfície! Isso significa que finalmente eu me livrei do jugo tirânico do Blogger Brasil!

Assinei um webspace (nada muito careiro, são módicos 10 reais ao mês, 50 MB de espaço). Agora eu preciso fazer upload de tudo o que considerar importante... E pronto!